Em fiscalização realizada no final do mês de julho na usina termelétrica William Arjona, em Campo Grande, a Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEMS) afirmou que a usina começa a funcionar em partes já neste mês de agosto, 11 meses antes do previsto.
A operação teve início de forma gradual no dia 05 de agosto, e o funcionamento completo ainda não teve data informada. Porém, em nota ao Correio do Estado, a assessoria informou que a operação comercial da termelétrica ocorrerá por unidade geradora e após a conclusão das manutenções e dos testes operacionais em cada Unidade Geradora (UG) conforme o calendário:
- UG1: dia 05/08/2025
- UG2: dia 11/08/2025
- UG3: dia 25/08/2025
- UG4: dia 30/08/2025
- UG5: não foi informado a data de conclusão da manutenção
“A entrada em operação da UTE William Arjona foi antecipada de julho de 2026 para 2025, conforme o cronograma. O funcionamento da usina será somente para atendimento aos horários de pico (a partir de cinco horas da tarde até às dez horas da noite)”, diz a nota.
A William Arjona tem previsão contratual de começar a operar de forma completa em 2026 e sua manutenção e operação estão dentro do prazo, como constatado na fiscalização, em convênio com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
De acordo com o presidente da AGEMS, Carlos Alberto de Assis, o funcionamento adiantado da usina, mesmo que em partes, é estratégico e tem como objetivo equilibrar o fornecimento de energia em momentos de maior demanda, como os horários de pico e momentos de estiagem.
“O papel da AGEMS nesse processo é acompanhar de perto, orientar e garantir que tudo esteja sendo feito com qualidade. Temos técnicos altamente capacitados e com grande experiência para realizar esse trabalho com excelência”, destacou Assis.
Bandeira vermelha
A Aneel anunciou em julho que, em agosto, as contas de energia dos brasileiros terão um custo extra de R$7,87 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos com o acionamento da bandeira tarifária vermelha, no maior patamar, o 2.
De acordo com a Agência, a adoção da bandeira no patamar 2 ocorre diante do cenário de chuvas abaixo da média em todo o país, o que levou à redução da geração hidrelétrica.
“O cenário de afluências abaixo da média em todo o país reduz a geração por meio de hidrelétricas. Esse quadro eleva os custos de geração de energia, devido à necessidade de acionamento de fontes mais caras, como as usinas termelétricas”, disse a Aneel.
No Brasil, as usinas termelétricas são acionadas quando há a necessidade de complementar a geração de energia, principalmente em períodos de baixa produção por outras fontes, como as hidrelétricas.