Cidades

Saúde

Teste do Pezinho Ampliado passa a ser ofertado pelo SUS em MS

O exame ampliado é capaz de detectar 40 patologias

Karina Varjão

06/01/2026 - 16h15

A partir do mês de janeiro de 2026, o teste do pezinho ampliado, uma das versões do teste do pezinho, passará a ser ofertada pela rede pública de saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul. 

A ação vem de uma parceria do Governo do Estado com a Prefeitura Municipal de Campo Grande, através do Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagnósticos da APAE de Campo Grande (IPED/APAE), instituição responsável pela realização dos exames laboratoriais de triagem neonatal, habilitada pelo Ministério da Saúde. 

A publicação foi feita no Diário Oficial de Campo Grande no dia 22 de dezembro de 2025. O exame passa a ser oferecido no mês de janeiro, ampliando a triagem em recém-nascidos de 7 para mais de 40 patologias detectadas. 

Para a coordenadora técnica do IPED/APAE, Josaine Palmieri, a integração do Estado ao grupo seleto de estados brasileiros que oferecem a versão ampliada do exame de forma gratuita, em junho de 2025, representa um importante passo na saúde sul-mato-grossense. 

“No mês de conscientização sobre a importância do Teste do Pezinho, Mato Grosso do Sul passou a integrar o pequeno grupo de estados brasileiros que oferecem gratuitamente o exame, capaz de rastrear dezenas de doenças congênitas, genéticas e metabólicas em recém-nascidos. O Teste do Pezinho é fundamental para a saúde do bebê, pois permite a detecção precoce de doenças congênitas e hereditárias, garantindo tratamento rápido e adequado”, explicou.

Teste do Pezinho Ampliado

O teste do pezinho surgiu na década de 1960 para investigar a fenilcetonúria, uma doença capaz de causar deficiência intelectual. 

Normalmente, o teste costuma ser feito no terceiro dia de vida do bebê. Com as tecnologias mais modernas, o teste do pezinho ampliado já pode ser coletado com 24 horas de vida. 

A diferença entre o teste do pezinho e o teste do pezinho ampliado é a quantidade de doenças contempladas por cada um. 

O exame é feito a partir de uma pequena quantidade de sangue do recém-nascido. A coleta é feita pelo calcanhar ou por meio de outras veias periféricas, como da mão ou da dobra do cotovelo. 

A amostra não é armazenada em tubo, como ocorre em adultos, mas sim, em um papel filtro. Depois, em laboratório, são dosadas substâncias que todo bebê deve ter em seu sangue, como hormônios, aminoácidos e enzimas. 

Caso seja observada alguma anomalia, o recém-nascido deve ser submetido a outros exames para que haja uma investigação mais detalhada até um diagnóstico. 

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