Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Riedel usa COP15 em Campo Grande para 'pedir dinheiro' para Lula

Chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul destacou a importância de aproveitar a vinda de nomes importantes para a Capital, como a do próprio presidente Lula, para viabilizar o desenvolvimento local

Durante a abertura da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS, do inglês Convention on the Conservation of Migratory Species of Wild Animals), o governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, apontou que a agenda serviu inclusive para reforçar a cobrança ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva por investimentos federais. 

Enquanto "anfitrião" da COP15, Eduardo Riedel comentou que o evento tem decorrido de maneira adequada, com os visitantes e inscritos para a Conferência refletindo diretamente na economia, mas o principal sendo a imagem do potencial turístico que sairá daqui junto dos formadores de opinião que conhecem Campo Grande e Mato Grosso do Sul pela primeira vez. 

"O que eu mais ouço é 'eu vou voltar com a família'. As pessoas que vêm de fora para cá, de embaixadores, cônsules, especialistas, cientistas... isso acaba divulgando de uma maneira extremamente positiva o nosso estado", comentou. 

Porém, o chefe do Executivo de Mato Grosso do Sul também destacou a importância de aproveitar a vinda de nomes importantes para a Capital, como a do próprio presidente Lula, para viabilizar o desenvolvimento local. 

"A gente não conversou sobre política, essa conversa deve ter sido com outros atores políticos, a gente conversou sobre a COP. Conversamos sobre investimentos no Estado, falei para ele a respeito da rota bioceânica, da necessidade de manter o aporte para o acesso; conversamos do êxito da concessão, que foi uma delegação de parte das rodovias federais, e também projetos projetos que estão lá na Casa Civil para serem mandados para o Senado para aprovação da CAE [Comissão de Assuntos Econômicos] e o Banco Mundial, aqueles 200 milhões de dólares, que temos 50 de contrapartida", disse o Governador. 

Em complemento, Eduardo Riedel, classifica esse projeto como "muito importante para o Estado" e as rodovias do Vale do Ivinhema, indicando que Lula ficou de checar e verificar "em que pé está". 

Novas adesões

Aqui é importante esclarecer que a COP15, por exemplo, leve essa nomenclatura em referência a quantidade de vezes que foi realizado, seguindo padrão da Organização das Nações Unidas, com a COP30 exemplificando a 30ª edição da Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). 

Em resumo, as COPs tratam-se de Conferências que acontecem a cada três anos e que são a principal instância de decisão da Convenção (CMS), onde 133 partes se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar das espécies migratórias. Signatário da COP15 desde 2015, essa será a 1ª vez do Brasil como País sede, sendo que as terras tupiniquins já sediaram outras conferências entre as partes.

Também vale lembrar que o Brasil assume a presidência a partir dessa COP, e mantém-se nesta cadeira até a próxima dessa conferência que ocorrerá daqui três anos, já que a convenção de espécies migratórias tem esse período longo, onde o País pretende trazer maiores contribuições. 

No radar do Brasil está justamente a missão de buscar novas adesões, sendo que pelo menos 18 países não partes devem participar da COP15 em Campo Grande. 

"Lula enviou convites a chefes de Estado não partes para alinhar as participações. o Brasil trabalhará nos próximos três anos para buscar novas adesões", apontou o presidente da COP15, João Paulo Capobianco.

Nas COPs são discutidos orçamentos, aprovados planos de ação, bem como também são atualizadas as listas que relacionam as espécies protegidas, adotando resoluções e decisões que orientam políticas públicas e iniciativas de conservação ao redor do mundo. 

Dessa COP15 são esperadas uma série de decisões em prol das espécies migratórias, com o tema "Conectando a Natureza para Sustentar a Vida", que prevê que medidas sejam adotadas para proteger não somente os destinos, mas as rotas migratórias e também os pontos de parada. 

 

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