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Sobrinho usou panela e maquita para cometer 8° feminicídio de MS em 2026

Acusado pela morte de Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, disse que estava drogado e chegou a pedir para se limpar em posto de gasolina antes de ser preso às margens de córrego

Maurício da Silva, de 21 anos, confessou aos agentes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que o 8° feminicídio registrado no Estado neste ano aconteceu por motivo fútil e que uma panela e até uma maquita foram usadas para cometer o crime contra a própria tia ainda nas primeiras horas da manhã de segunda-feira (24). 

Como bem acompanha o Correio do Estado, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, foi encontrada morta em Selvíria, interior do Estado, a menos de 400 quilômetros de Campo Grande, sendo a oitava vítima de feminicídio no Mato Grosso do Sul em 2026 e interrompendo o intervalo de 15 dias sem registros desse crime

Esse indivíduo, conhecido nos meios policiais como "Maurição", foi preso em flagrante enquanto se lavava na beira do Córrego Arroz Doce. 

Encontrado ensanguentado durante a abordagem, em um primeiro momento ele chegou a disse que já encontrou a tia morta e que o sangue em suas roupas seria o resultado de uma tentativa de reanimação. 

Já na delegacia, conforme exposto pela PCMS em nota, Maurício inicialmente negou ser o responsável pelo crime, mas confessou após ser confrontado com os resultados das diligências. 

Assumindo aos agentes que estaria drogado, "Maurição" disse que foi até a casa de Fátima e que a discussão teria começado por motivo fútil não especificado. 

Além disso, Maurício da Silva confessou que matou Fátima Aparecida da Silva com vários golpes aplicados com instrumentos contundentes na cabeça da vítima, entre quais foram usados uma panela e uma maquita. 

Escalada de feminicídios

Com a morte de Fátima Aparecida da Silva, Mato Grosso do Sul passa a registrar oito feminicídios em menos de 3 meses completos de 2026.

Levantamento recente aponta que, entre janeiro e o início de março, o estado já havia contabilizado seis casos em diferentes municípios, muitos deles cometidos por companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

A morte mais recente antes deste caso ocorreu no início da manhã de sábado (7), em Anastácio, a 122 quilômetros de Campo Grande. Leise Aparecida Cruz, de 40 anos, foi encontrada morta em casa, na Rua Professora Cleusa Batista. O principal suspeito é o marido da vítima, Edson Campos Delgado, que acabou preso.

Inicialmente, Edson disse às autoridades que havia encontrado a esposa sem vida e levantou a hipótese de suicídio. No entanto, durante as investigações, confessou ter asfixiado a mulher.

Também no dia 6 de março morreu Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 52 anos, que estava internada após ser brutalmente agredida pelo marido em Três Lagoas.

Ela foi atacada com golpes de marreta no dia 3 de março. Após o crime, foi socorrida e transferida para o Hospital da Vida, em Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

No dia 25 de fevereiro, Beatriz Benevides da Silva, de 18 anos, foi assassinada em Três Lagoas. O autor do crime foi o namorado da jovem, Wellington Patrezi, que procurou a polícia e confessou o feminicídio.

Em 22 de fevereiro, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi morta a facadas em Coxim. O principal suspeito é o próprio filho da vítima, de 22 anos.

Em 24 de janeiro, a aposentada Rosana Candia Ohara, de 62 anos, foi assassinada a pauladas pelo marido em Corumbá.

Já o primeiro feminicídio de 2026 em Mato Grosso do Sul ocorreu em 16 de janeiro, na aldeia Damakue, em Bela Vista. A vítima, Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta a tiros pelo marido, que em seguida tirou a própria vida.

Em 8 de março, Ereni Benites, de 44 anos, foi o sétimo feminicídio. Morta carbonizada no dia internacional da mulher pelo ex-companheiro.

Agora, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos, é o 8º caso de feminicídio do Estado, e interrompeu 15 dias sem registros do crime.

 

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