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Comitê contra chikungunya arrecada uma tonelada de alimentos em MS

Corpo de Bombeiros de Dourados, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167, é o ponto de coleta oficial e itens como alimentos não perecíveis; água mineral e repelentes são prioritários

Criado através de decreto, o comitê emergencial contra os avanços da Chikungunya em Dourados têm arrecadado alimentos para as comunidades indígenas do município, ultrapassando a marca de uma tonelada de frutas já distribuídas em menos de um mês. 

Liderado pela Casa de Leis de Dourados, o chamado Comitê Emergencial da Reserva Indígena de Dourados (Ceari) é um dos braços do enfrentamento ao avanço da chikungunya. 

Através dele, toda uma rede de apoio foi montada, envolvendo desde voluntários até empresas e instituições em uma "força-tarefa humanitária", frisa a Câmara Municipal local em nota. 

Dados compilados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que, entre 1° de janeiro e 1° de abril de 2026, Mato Grosso do Sul já confirmou um total de 1.764 casos de Chikungunya. 

Até o momento, sete pessoas morreram vítimas da doença, no ano de 2026, em Mato Grosso do Sul. Desse número, 5 são de Dourados, 1 de Bonito e 1 de Jardim.

Entre as parcerias do Ceari, aparecem nomes como: Mesa Brasil, Batata & Cia e Frutaria Oshiro. Com esse e demais apoios, até o momento, já houve a arrecadação de 1,1 tonelada de frutas, além de 210 caixas de água mineral e outros volumes que já somam mais de 200 litros. 

Foi feita ainda a distribuição de 180 cestas básicas com o apoio do grupo Legendários e a produção de 300 marmitas por parte da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Missão Solidária.

Das terras indígenas contempladas, as maiores regiões, como Jaguapiru I e II e Bororó I e II, foram contempladas logo no início da ação. É importante esclarecer que o Corpo de Bombeiros de Dourados, localizado na Av. Presidente Vargas, 1167, é o ponto de coleta oficial do Comitê. 

Além disso, cabe apontar que uma série de itens são considerados como "prioritários", entre eles: 

  • Alimentos não perecíveis;
  • Água mineral;
  • Repelentes.

7x mais letal 

Através do monitoramento das arboviroses em geral, que é feito pelo Ministério da Saúde, os dados mostram que MS atingiu o sétimo óbito por Chikungunya antes do fim do terceiro mês este ano, o que fez com que 2026 fechasse março com a doença sete vezes mais letal, se comparado com o pior ano de toda a série histórica. 

Vetor também da Dengue e Zika, o Aedes aegypti é responsável por transmitir a Chikungunya, que apresenta sintomas que costumam ser avassaladores, e a diferença das demais doenças citadas está no tempo que leva desde o primeiro relato do que os pacientes sentem até a data do óbito, que em boa parte das vezes costuma vitimar a pessoa no intervalo de até três semanas.

Cabe explicar que, Mato Grosso do Sul terminou 2025 com o maior número de vítimas por Chikungunya em toda a série histórica, sendo que o ano passado já acumulou, inclusive, o equivalente ao dobro dos óbitos da última década, como bem acompanha o Correio do Estado, 17 mortes no total que marcam o pior índice desde que a doença passou a ser catalogada pela SES. 

Através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, por exemplo, é possível notar que a série histórica iniciada em 2015 começa com apenas um registro de óbito naquele ano. Até 2024 a arbovirose iria vitimar um total de apenas oito sul-mato-grossenses.

Com 2016 e 17 passando sem qualquer registro de morte por Chikungunya em Mato Grosso do Sul, a doença só voltou a vitimar um paciente em 2018, ano em que três pessoas morreram em decorrência dessa arbovirose. Porém, nos quatro anos seguintes (de 2019 a 2022) ela voltaria a sumir do radar do sul-mato-grossense.

Essa "explosão" dos casos de Chikungunya em 2025 passou a ser observada já desde o início do ano passado, quando até o começo de março Mato Grosso do Sul já anotava 2.122 casos prováveis. 

 

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