Cidades

Imunização

Mais quatro municípios de MS vão receber vacina contra chikungunya

Doses destinadas a Dourados serão realocadas para os outros municípios, que estão com incidência alta de casos prováveis da doença

Karina Varjão

06/05/2026 - 12h00

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) ampliou a cobertura de vacinação contra a chikungunya  para mais quatro municípios de Mato Grosso do Sul: Amambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas. 

A expectativa é que as doses já seja distribuídas ainda esta semana, dando início à nova etapa de imunização no Estado. 

No entanto, não serão enviadas doses a mais para os novos municípios. As doses serão remanejadas das 45 mil destinadas inicialmente ao município de Dourados. 

Está prevista a disponibilização de 14.400 doses para os municípios incluídos na estratégia, sendo feita de maneira proporcional à população de cada município. 

Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, a estratégia busca ampliar a proteção à mais locais de Mato Grosso do Sul. 

“Estamos atuando de forma estratégica para garantir que todas as doses disponíveis sejam utilizadas dentro do prazo adequado, ampliando o acesso à vacinação em municípios definidos pelo Ministério da Saúde. Essa medida fortalece a resposta do Estado frente às arboviroses e contribui para a proteção da população”, destacou.

De acordo com o último boletim epidemiológico da SES, divulgado no dia 30 de abril, os quatro municípios incluídos na estratégia estão com incidência alta de casos prováveis da Chikungunya. Sete Quedas lidera a lista, com 442 casos para uma população de 10,9 mil habitantes, ou seja, uma incidência de mais de 4 mil casos a cada 100 mil habitantes. 

Em todo o Estado, são 8.894 casos prováveis da doença e 3.997 casos confirmados. Apenas em Dourados, epicentro de casos, até a última terça-feira (5), eram 2.418 casos confirmados e 3.141 casos suspeitos. 

Mato Grosso do Sul concentra 14 óbitos em decorrência da doença, sendo 9 em Dourados, 2 em Bonito, 1 em Jardim e 1 em Fátima do Sul. Duas mortes estão em investigação. 

Recuo em aldeias indígenas

De acordo com os números divulgados pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela Prefeitura de Dourados para coordenar o avanço da Chikungunya em aldeias do município e no perímetro urbano, houve um recuo da doença nas aldeias Bororó e Jaguapiru. 

A redução pode ser observada na queda do número de notificações e atendimentos de pacientes com sintomas da doença.

Na segunda-feira (4), a Equipe 2 da Aldeia Bororó realizou 54 consultas clínicas e identificou quatro pacientes com sintomas da fase aguda da doença (entre 1 e 14 dias), seis na fase subaguda (15 a 90 dias) e nenhum caso na fase crônica (acima de 90 dias).

A Equipe 1 da mesma aldeia não precisou realizar remoções hospitalares nem busca ativa de novos casos.

Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 82 atendimentos, com três pacientes na fase aguda, oito na fase subaguda e um na fase crônica. Também não houve necessidade de encaminhamentos hospitalares, e foram coletadas três amostras para exames PCR.

Já a Equipe 2 contabilizou 29 consultas, sem registro de casos agudos, apenas cinco subagudos e um crônico, sem remoções.

No assentamento Nhuvera, localizado dentro da reserva, foram realizadas 29 consultas clínicas, sem identificação de casos na fase aguda. Três pacientes apresentaram sintomas da fase subaguda e não houve necessidade de encaminhamento hospitalar.

“Esse resultado é fruto das ações firmes definidas pelo COE, sobretudo os decretos de emergência e calamidade, que permitiram reforço na atenção à saúde, mutirões de limpeza, contratação de profissionais e implementação da vacina contra a Chikungunya na rede básica”, destacou o secretário municipal de saúde, Márcio Figueiredo.
 

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