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Delegado atribuiu acidente à "desorientação espacial" em meio à neblina

No acidente no começo da manhã desta sexta-feira morreram o piloto e uma pesquisadora alemã que se dedicava ao estudo de tamanduás

O acidente aéreo que na manhã desta sexta-feira (3) resultou na morte do piloto e de uma pesquisadora alemã pode ter sido provocado por "desorientação espacial" em consquência da densa neblina que encobria o céu de Campo Grande. A suspeita preliminar é delegado Sam Suzumura, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), departamento que também é responsável pela investigação de acidentes aéreos em Mato Grosso do Sul. 

A conclusão final, porém, ainda depende da análises de uma série de equipamentos que serão realizadas por técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), da Força Aérea Brasileira. Mesmo assim, o delegado deixou claro que o local onde o avião foi encontrado e a violência do impacto no meio da mata indicam que o piloto havia perdido a noção da altitude em que estava lodo depois da decolagem. 

Indagado se o piloto poderia ter tentado voltar à pista de pouso logo depois da decolagem, o delegado afirmou que "se a gente trabalhar nessa hipótese de desorientação espacial, ele talvez nem tenha tido tempo de tentar reverter por não saber o que estava acontecendo exatamente, por saber a posição da aeronave. Mas isso tudo seria especulativo, a gente precisa prosseguir com as investigações", declarou o delegado.

O acidente aconteceu próximo ao Aeroporto Santa Maria, por volta das 06:30 da manhã, quando o céu estava completamente encoberto por densa neblina. O avião bateu em uma série de árvores e ficou completamente destruído. E, apesar de estar com o abastecimento completo, não ocorreu explosão. 

Funcionários do aerporto ouviram o barulho da queda e acionaram os bombeiros, que levaram cerca de 90 minutos para localizar os destroços. Seis equipes, com 22 militares e drones foram por terra. Mas, como a neblina estava muito densa, os drones tiveram pouca utilidade. Por conta disso, um helicóptero foi acionado e após cinco minutos de voo foi possível visualizar o local da queda. Os ocupantes, porém, tiveram morte instantânea. 

A aeronave, um Seneca EMB-810D, pertencente à Amapil, era pilotada por Henrique Martin. Ele estava a caminho do Pantanal, para onde levaria a a jornalista alemã e zoóloga especialista em tamanduás, Lydia Theresia Möcklinghoff. Procedente do Rio de Janeiro, ela havia chegado fazia poucas horas a Campo Grande. 

Entre os destroços da aeronave foi encontrado um exemplar de um livro de autoria da jornalista, com o título "Ich Glaub, Main Puma Pfeit", que em tradução literal significa "Eu acho que meu puma assobia". 

Segundo a editora do livro, "por nove anos, Lydia Möcklinghoff viveu em um rancho no coração da selva brasileira, conduzindo pesquisas de campo sobre tamanduás. Sua vida lá é uma aventura. Seja abrindo caminho pela vegetação rasteira com um facão ou terminando a noite com uma deliciosa caipirinha, a rotina diária incomum da bióloga certamente fará o coração de qualquer habitante da cidade bater mais forte", diz trecho da sinopse do livro. 

Segundo o delegado Sam Suzumura, o corpo da pesquisadora será liberado somente depois que familiares da Alemanha fizerem a identificação oficial do corpo, o que ainda não tem data para ocorrer.

Entre os destroços foi encontrado um exemplar do livro escrito pela jornalista e pesquisadora alemã morta no acidente aéreo / Foto: Karina Varjão / Correio do Estado

Oportunidade de Emprego

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Prefeitura de Campo Grande abre processo seletivo com salário de R$ 2,5 mil e inscrições gratuitas a partir de segunda-feira (9).

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Previdência Social

INSS muda auxílio-doença e dá 10 dias para nova análise em MS

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Segurados aguardam atendimento em setor de perícia médica do INSS; novas regras permitem pedir reanálise do auxílio-doença negado em até dez dias. Foto: Agência Brasil

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