Cidades

decreto de prisão

Gaeco de MS caça ex-deputado do PL condenado por assalto

Neno Razuk, que perdeu o mandato de deputado estadual em maio, foi condenado, em dezembro do ano passado, a 15 anos e sete meses de prisão, mas segue em liberdade

Sem foro privilegiado desde maio, quando perdeu o cargo de deputado estadual em decorrência de recontagem geral dos votos do Partido Liberal, o ex-deputado estadual Neno Razuk está correndo o risco de ser obrigado a cumprir sua pena de 15 anos e sete meses em decorrência de seu envolvimento com crimes como assalto a mão armada e jogatina ilegal. 

Neno Razuk foi condenado no âmbito da Operação Successione, comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público. Em dezembro de 2025 ele foi condenado pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande. 

Na manhã desta quarta-feira (8), investigadores e policiais a serviço do Gaeco estiveram na residência do pai do deputado, o também ex-deputado estadual Roberto Razuk, em Dourados. Porém, Neno não foi localizado. 

Seu advogado, Ricardo Pereira, confirmou a visita do Gaeco à residência do pai de Neno. Ele não revelou, porém, se os agentes estavam tentado cumprir um mandado de prisão que teria sido expedido contra o ex-deputado. O advogado informou que não teve acesso aos autos e não sabia informa se havia sido emitido decreto de prisão contra Neno. 

Em maio, quando perdeu o mandato, Neno Razuk chegou a confidenciar para deputados que possivelmente deixaria o país por conta do temor de ser preso, já que estava perdendo a imunidade garantida pelo cargo de deputado. 

Neno Razuk perdeu o mandato em em decorrência da decisão da Justiça Eleitoral que cassou o diploma de suplência de Raquelle Trutis (PL), fazendo com que os votos dela fossem anulados. A medida provocou uma recontagem dos votos, o que mexeu com o coeficiente eleitoral, resultando na perda de mandato de Neno e na diplomação de João César Mattogrosso (PSDB).

Segundo relatos de parlamentares, desde a perda do mandato o ex-deputado praticamente rompeu contato com antigos colegas, alimentando dúvidas até mesmo sobre a manutenção de sua pré-candidatura à Câmara dos Deputados. Nos bastidores, integrantes do partido avaliam que a forma como Neno Razuk conduziu a saída da Assembleia Legislativa enfraqueceu a possibilidade de uma campanha eleitoral.

SUCCESSIONE

Segundo a sentença de primeira instância, Razuk integrava e exercia função de liderança em uma organização criminosa armada voltada à exploração ilegal do jogo do bicho, além da prática de crimes de roubo majorado e corrupção.

Apesar da condenação, a Justiça permitiu que o ex-deputado recorresse em liberdade. Em janeiro deste ano, os embargos de declaração apresentados pela defesa foram rejeitados, mantendo a condenação enquanto o processo segue para análise das instâncias superiores. 

Até o trânsito em julgado, ele continua sendo presumido inocente para fins penais. Mas, a visita do Gaeco à residência de familiares evidencia que a Justiça reverteu decisão anterior e decretou sua prisão. 

Entre as denúncias que levaram à condenação de Neno Razuk estão dois registros de assalto a mão armada sofridos por motociclistas que recolhiam dinheiro de revendedores de apostas do jogo do bicho.

Estes assaltantes, segundo a investigação, estavam a serviço de Neno Razuk, que estaria tentando intimidar um grupo rival que estava assumindo a jogatina em Campo Grande depois da derrocada da família Name. 
 

Oportunidade de Emprego

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