Dois drones usados para tentar levar celulares e drogas para dentro do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, conhecido como Máxima de Campo Grande, foram interceptados nesta quinta-feira (20) durante uma operação de segurança realizada na unidade prisional.
Além das duas aeronaves não tripuladas, as equipes apreenderam três aparelhos celulares e porções de substâncias com características semelhantes a cocaína e haxixe. O material seria introduzido irregularmente no presídio e acabou recolhido antes de chegar aos detentos.
A interceptação ocorreu durante uma ação conjunta de integrantes da Força Penal Nacional (FPN) e da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul. O trabalho faz parte da etapa prática de implantação e aprimoramento de protocolos de segurança adotados nas unidades prisionais do Estado.
Tentativa frustrada
Os drones foram identificados pelas equipes enquanto eram utilizados para transportar os materiais ilícitos em direção ao complexo penitenciário. Após a interceptação, os equipamentos, celulares e entorpecentes foram recolhidos e ficaram sob responsabilidade da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.
A ocorrência deverá seguir os procedimentos administrativos e legais previstos para esse tipo de situação. As informações divulgadas até o momento não apontam quem teria operado os drones nem para quais internos a carga seria destinada.
O uso de aeronaves não tripuladas representa um desafio para a segurança de estabelecimentos penais por permitir que objetos sejam transportados pelo ar, ultrapassando barreiras físicas como muros, cercas e áreas de controle de acesso.
Celulares e drogas estão entre os materiais que podem ser enviados dessa maneira para o interior das unidades.
Protocolos de segurança
A apreensão aconteceu justamente durante uma atividade destinada a colocar em prática procedimentos de segurança desenvolvidos conjuntamente pelas forças envolvidas.
A etapa permite que policiais penais estaduais e integrantes da Força Penal Nacional executem, em situações concretas, técnicas discutidas durante as capacitações, além de identificar pontos que possam ser aperfeiçoados na rotina operacional dos presídios.
A atuação integrada busca padronizar procedimentos e ampliar a capacidade de resposta a ocorrências dentro e no entorno das unidades prisionais de Mato Grosso do Sul.
No caso registrado nesta quinta-feira, a tentativa de entrada dos materiais acabou servindo como uma situação real para aplicação dos protocolos trabalhados pelas equipes. Os dois drones, os três celulares e as porções apreendidas foram encaminhados para os procedimentos cabíveis.