Cidades

BALANÇO

Acidentes em rodovias federais caem em relação a 2023 e 2024

BR-163 segue sendo a rodovia que mais registrou colisões e óbitos este ano; a estrada corta Mato Grosso do Sul de norte a sul e é a mais movimentada do Estado

Continue lendo...

Com 1.492 acidentes de janeiro a novembro, Mato Grosso do Sul apresentou redução no número de colisões em rodovias federais neste ano, em comparação com o mesmo período de 2023 e 2024. No entanto, a BR-163 segue sendo a rodovia do Estado com maior número de acidentes e óbitos, como nos anos anteriores.

Segundo dados enviados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) ao Correio do Estado, em 2023 e 2024, o Estado catalogou 1.563 e 1.621 acidentes nos primeiros 11 meses do ano, respectivamente, nas sete rodovias federais que cortam Mato Grosso do Sul: BR-060, BR-158, BR-163, BR-262, BR-267, BR-376 e BR-487.

Porém, contrariando a tendência de aumento de casos, este ano registrou 1.492 acidentes, uma queda de 4,54% em relação a 2023 e de quase 8% em comparação com 2024. Além disso, destaca-se também a queda de cerca de 20% no número de óbitos nessas rodovias: 131 neste ano; 163 em 2024; e 161 em 2023.

Em resposta à reportagem, o inspetor da PRF Fábio Sodré afirma que o órgão intensificou as fiscalizações, o que contribuiu para a diminuição de acidentes e, consequentemente, mortes. Ademais, destaca a contribuição da população, que diz estar se educando mais sobre o trânsito e com mais consciência no volante.

“Estamos com equipes especializadas também na parte de fiscalização do trânsito, investimentos na instituição, o uso da tecnologia, o uso da inteligência, dados, informações, tudo isso otimiza o nosso trabalho”, disse.

“Há também a parte de educação e conscientização por parte dos condutores. A PRF, o Detran, a Agetran e as instituições ligadas à parte da fiscalização têm feito atividades constantes de prevenção, educação e conscientização, inclusive nas escolas, e com certeza isso também contribui para que esses números venham a reduzir”, acrescentou o inspetor da PRF.

BR-163

Mesmo com essa diferença, esses três anos ainda apresentam uma característica em comum: a BR-163 como a mais perigosa ou, pelo menos, com maior número de acidentes e óbitos registrados. Neste ano, foram 702 acidentes e 42 óbitos, enquanto no ano passado foram 783 colisões e 63 mortes.

Inclusive, para este fim de ano, estima-se que 790.279 veículos trafeguem pela BR-163 entre o dia 23 de dezembro e o dia 5 de janeiro de 2026, ou seja, durante as comemorações de Natal e Ano-Novo, segundo dados da Motiva Pantanal – antiga CCR MSVia –, responsável pela concessão da rodovia.

Até ontem, eram esperados que 343.326 veículos passando pela rodovia.

No Ano-Novo, entre 29 de dezembro e 5 de janeiro, o tráfego será de 446.953 veículos. Os dias mais movimentados serão 2, 3 e 4 de janeiro de 2026, quando as pessoas começam a se deslocar de volta às suas respectivas cidades.

A BR-163 corta Mato Grosso do Sul de norte a sul. Tem 845,4 quilômetros de extensão e cruza 21 cidades, entre elas, Dourados e Campo Grande.

Em Mato Grosso do Sul, a BR-163 tem nove praças de pedágio, nos municípios de Sonora, Coxim, São Gabriel do Oeste, Bandeirantes, Campo Grande, Rio Brilhante, Dourados, Naviraí e Mundo Novo.

A rodovia é 100% monitorada por 477 câmeras, distribuídas ao longo de sua extensão, permitindo acompanhamento em tempo real das condições de tráfego e apoio às ações integradas com a PRF em Mato Grosso do Sul.

ACIDENTE

O acidente mais recente na BR-163 ocorreu na véspera de Natal, quando 2 pessoas morreram e 38 ficaram feridas em acidente envolvendo um ônibus de viagem, na manhã de quarta-feira, no Km 816 da BR-163, em Sonora.

Ônibus com 38 passageiros tombou e 2 pessoas morreram em acidente na BR-163, em SonoraÔnibus com 38 passageiros tombou e 2 pessoas morreram em acidente na BR-163, em Sonora - Foto: Sidney Assis

O ônibus saiu de Cuiabá (MT) com destino a Cascavel (PR), mas em Sonora o motorista perdeu o controle da direção e o veículo saiu da pista, tombou e foi parar às margens da rodovia, em uma plantação de cana-de-açúcar. A suspeita é de que o motorista dormiu ao volante.

No ônibus havia 40 pessoas, sendo 2 motoristas e 38 passageiros. Os feridos foram encaminhados ao pronto-socorro do Hospital Regional Álvaro Fontoura, de Coxim, a 110 km do acidente. O resgate foi feito pela Motiva Pantanal.

BR-262

Na tarde do dia 21, a quatro dias do Natal, um idoso de 80 anos e uma criança de 11 anos morreram em acidente envolvendo dois carros, na BR-262, próximo ao Autódromo Internacional de Campo Grande.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, as vítimas eram da mesma família e seguiam em um Honda Fit, conduzido por uma mulher, que era filha do homem e avó da menina, que faleceram.

Informações do Corpo de Bombeiros eram de que a vítima havia dormido ao volante, mas testemunhas disseram que ela tentou realizar uma ultrapassagem indevida e seu carro acabou batendo de frente com um HB20 que seguia no sentido contrário.

Com o impacto da colisão, o Fit saiu da pista e parou às margens da rodovia, em uma área de vegetação. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados para prestar os atendimentos às vítimas.

O pai da condutora e a criança, que estavam de passageiros, morreram no local, enquanto ela foi socorrida com fratura na perna e encaminhada à Santa Casa de Campo Grande consciente e orientada. No outro veículo estava apenas o motorista, que também estava consciente e recusou atendimento.

De janeiro a novembro de deste ano, a BR-262 registrou 266 acidentes e 34 óbitos, número semelhante ao registrado no ano passado, quando foram 307 colisões e 33 mortes. Os números só estão atrás da BR-163.

>> Orientações

> Não dirija caso consuma bebida alcoólica; 

> Não dirija cansado ou com sono;

> Use o cinto de segurança;
 
Respeite a sinalização;

Respeite o limite de velocidade da via; 

Porte documentos oficiais com fotos, os quais devem estar quitados;

Realize revisão do carro: pneus, limpadores de para-brisa, freios, nível de óleo, bateria, lâmpadas, lanterna e extintor.

*SAIBA

No dia 18, a PRF deu início à Operação Rodovida 2025/2026 em Mato Grosso do Sul, que deve se estender até o Carnaval, no dia 22 de fevereiro. O objetivo é reforçar a fiscalização das rodovias federais nas datas que devem ter maior fluxo de veículos nas estradas, como Natal, Ano-Novo e Carnaval.

Assine o Correio do Estado

Doação de órgãos

Cirurgia de captação de órgãos em Dourados vai beneficiar três pessoas em MS e na região Sul

A última cirurgia nessa categoria realizada na hospital aconteceu em outubro de 2023

19/02/2026 17h00

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário de Dourados no dia 4 de fevereiro

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário de Dourados no dia 4 de fevereiro Divulgação/Governo Federal

Continue Lendo...

O Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (UH-UFGD) realizou no início do mês de fevereiro uma cirurgia de captação de órgãos para transplante. A doadora, de 44 anos teve morte encefálica. A doação deve beneficiar três pacientes que irão receber o fígado e os rins doados. 

O procedimento foi realizado no dia 4 de fevereiro. 

A psicóloga hospitalar Larissa Beatriz Andreatta, que atua na Unidade de Terapia Intensiva do hospital explicou que a paciente estava internada na unidade de tratamento em estado grave desde o dia 27 de janeiro. Com a morte cerebral, a família foi acolhida e informada sobre a possibilidade da doação. 

Para a psicóloga, a Equipe Hospitalar de Doação de Transplante (e-DOT) acompanha todo o processo até a cirurgia, além de esclarecer dúvidas, capacitar profissionais do hospital e de outras instituições de saúde, além de promover ações de conscientização sobre o tema. 

“A Equipe é formada por profissionais que atuam no apoio para identificação e diagnóstico de potenciais doadores, notificação dos casos e acolhimento das famílias para a autorização”, explicou. 

Neste caso específico, a família aceitou a doação, pois a paciente já havia manifestado, em vida, o desejo de ser doadora. Mas, de acordo com a coordenadora da e-DOT no HU-UFGD/Ebserh, a enfermeira assistencial Ely Bueno da Silva Bispo, nem sempre é assim. 

“Ainda encontramos dificuldades, pois é um assunto pouco discutido em casa. Algumas famílias recusam a doação por desconhecer qual seria o desejo do paciente, por isso é fundamental avisar a família sobre o desejo de ser doador”, relatou.

Ely explicou que o processo tem a participação de vários profissionais, especialmente na captação dos órgãos. 

Tem a atuação Das equipes assistenciais das UTIs, das e-DOTs, do pessoal da Organização de Procura de Órgãos, que é um órgão executivo do Sistema Nacional de Transplantes, das equipes assistenciais que fazem a cirurgia de captação e muitos outros profissionais. Há uma logística muito grande para este trabalho”, resumiu.

Procedimento foi realizado no Hospital Universitário de Dourados no dia 4 de fevereiro

A cirurgia de captação durou cerca de três horas e foi feita por uma equipe de Campo Grande formada pelo médico-cirurgião Gustavo Rapassi, um instrumentador cirúrgico e um residente em Medicina, com o suporte dos profissionais e da estrutura hospitalar do HU-UFGD/Ebserh.

O fígado da paciente foi destinado a um paciente da Capital que já estava na espera a bastante tempo, e os rins foram disponibilizados pela Central Nacional para receptores no estado do Rio Grande do Sul. 

“Para qualquer modalidade de transplante, é fundamental que haja um doador e a gente tem tido muitas surpresas boas e novas aqui em Dourados, nesta área, graças a todo este trabalho em rede. Mesmo quando a gente não utiliza o órgão na região, disponibilizamos para que receptores de outras regiões do país se beneficiem”, explicou Rapassi. 

A última cirurgia de captação de órgãos feita no hospital universitário de Dourados aconteceu em outubro de 2023. Na ocasião, a família de um paciente de três anos, vítima de afogamento, autorizou a doação e os órgãos viáveis foram encaminhados para Minas Gerais, de acordo com a compatibilidade dos receptores. 

Lista de espera

Uma pesquisa referente ao primeiro semestre de 2025 feita pelo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), o veículo oficial da associação brasileira de transplante de órgãos, mostrou que 654 pacientes estão na lista de espera para transplante de órgãos em Mato Grosso do Sul. Destes, 13 são crianças. 

O levantamento referente aos meses de janeiro a junho deste ano aponta que, neste período, 297 pessoas entraram para a lista de espera no Estado. Os números começaram a ser levantados em 2016 pelo RBT. 

Segundo o relatório, em todo o Estado nos seis primeiros meses de 2025, foram enviadas 138 notificações a potenciais doadores. Destes, 77 realizaram entrevista para a doação e 42 recusaram. 

O órgão com mais pacientes em espera é a córnea, com 382 adultos e 12 crianças na lista. Em seguida, vem a espera pelo rim, com 241 pacientes. Em seguida, 16 esperam por um fígado e 3 por coração. 

"Neste primeiro semestre, as taxas de doação e transplante cresceram menos do que o projetado para o período e nos distanciaram um pouco dos objetivos previstos para este ano. A taxa de efetivação da doação (27,3%) permanece estagnada nos últimos anos, estando 14,7% abaixo da meta prevista para 2025 (32%). Apenas SC apresentou taxa de efetivação superior a 40%. Os maiores obstáculos são a persistentemente elevada taxa de não autorização familiar (45%) e de contraindicação médica (18%)", escreve o documento. 

Transplante de fígado

Mesmo com a estagnação na taxa de doação no País, Mato Grosso do Sul se destacou no procedimento de transplante de fígado. Menos de um ano após o início dos transplantes de fígado na rede pública, o Estado já ocupa a 4ª posição na lista entre os estados por milhão de habitantes. 

O sistema estadual de saúde passou a realizar esse tipo de procedimento a partir de julho de 2024. Assim, a marca no ranking representa um grande avanço para a Saúde sul-mato-grossense. 

Desde o início das operações, foram realizadas 45 cirurgias no Hospital Adventista do Pênfigo, tendo como responsável o cirurgião Gustava Rapassi e sua equipe. 

"A implantação do transplante hepático é um marco para o Estado. Em pouco tempo, conseguimos estruturar um serviço eficiente, com equipe especializada e suporte hospitalar adequado, oferecendo o procedimento dentro do próprio território e garantindo mais segurança e conforto aos pacientes", afirmou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo.

SEGURANÇA JURÍDICA

Câmara aprova mudança no Prodes e imóvel pode ser doado após 10 anos

Para o benefício da exclusão da cláusula de reversão do local acontecer, os empreendedores precisam cumprir integralmente os requisitos impostos pelo Município

19/02/2026 16h30

Votação aconteceu em discussão única, durante a 5ª sessão ordinária na Câmara Municipal

Votação aconteceu em discussão única, durante a 5ª sessão ordinária na Câmara Municipal Divulgação: Câmara Municipal de Campo Grande

Continue Lendo...

Na sessão ordinária desta quinta-feira (19), os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande aprovaram, em única discussão, a atualização da Lei do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (PRODES), com o objetivo de modernizar a legislação que visa fomentar a economia local por meio da doação de terrenos e da isenção de tributos como: IPTU, ITBI e, em alguns casos, ISSQN para empresas que gerem empregos e investimentos. O Projeto de Lei Complementar 1.019/26 é de autoria do Executivo.

A mudança busca dar mais "segurança jurídica" aos empreendedores, pois viabiliza a “possibilidade de exclusão da cláusula de reversão dos imóveis, onde os beneficiários cumpriram rigorosamente os compromissos assumidos junto à municipalidade”, criando regras claras para que as empresas possam apresentar essa solicitação.

Com isso, se for constatado que o empreendedor cumpriu integralmente com os compromissos assumidos, poderá ser realizada o cancelamento oficial das pendências para se manter o imóvel. A medida pode ocorrer após 10 anos da celebração da escrituração do local incentivado, se este for localizado nos polos empresariais, e após 20 anos, se estiver fora deles.

A mudança também reforça a previsibilidade e a racionalidade administrativa do instituto, o que contribui para o equilíbrio entre a proteção ao erário e o incentivo à atividade econômica.

A nova versão da lei reforça o objetivo de atrair novos investimentos e incentivar a expansão de empresas já instaladas, ampliando a geração de empregos e renda em Campo Grande. Além disso, o texto aprovado fortalece a desburocratização do programa, facilitando o acesso também para microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, ampliando o alcance do benefício para além das médias e grandes empresas.

O debate sobre aperfeiçoamento na Lei do Prodes acontece há bastante tempo na Câmara Municipal, com a participação de entidades como Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fiems, Fecomércio, empresários e secretários municipais.

Durante a 5ª sessão ordinária, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Epaminondas Neto, o Papy ressaltou a importância da votação, considerada histórica para a cidade e também destacou que a lei beneficia a Capital.

“Quando a cidade cria segurança jurídica e previsibilidade, o investimento vem, o emprego aparece e a renda gira. E quando a renda gira, o comércio do bairro vende, a indústria contrata, e a vida melhora lá na ponta”, ressaltou.

Ele enfatizou que se trata de uma lei estratégica para Campo Grande. Primeiro, por criar uma oportunidade extrafiscal para a cidade, que diante das dificuldades financeiras está impossibilitada de conceder novos incentivos para empresários que desejam investir na cidade. Desta forma, a doação de áreas, com as tarefas cumpridas conforme a lei, surge como uma oportunidade.

O segundo ponto salientando por Papy foi a necessidade de potencializar a industrialização de Campo Grande, que perdeu protagonismo e competitividade para os municípios do interior do Estado. 

“Campo Grande precisa urgentemente  ser uma Capital industrial. Precisamos de todas as forças para industrializar nossa cidade”. 

Para ele, essa medida é essencial para que a cidade aumente a sua participação no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cujo repasse vem caindo nos últimos anos.

A infraestrutura dos polos industriais e a celeridade na análise das consultas individuais propostas por empresários, formalizando a concessão de uso, também foi enfatizada.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).