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esfaqueou Bolsonaro

Adélio Bispo passa por avaliação psiquiátrica que pode colocá-lo em liberdade

Esfaqueador de Bolsonaro é considerado inimputável e está na Penitenciária Federal de Campo Grande desde 2018

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Adélio Bispo, responsável por desferir uma facada em Jair Bolsonaro em 2018, passa por nova avaliação psiquiátrica, cujo laudo irá definir se ele pode ser colocado em liberdade. Atualmente, ele está preso na Penitenciária Federal de Campo Grande.

De acordo com o Metrópoles, um perito oficial esteve no presídio para realizar os testes e exames que irão atestas as condições mentais de Adélio.

Adélio Bispo está preso em Campo Grande desde 2018 e é considerado inimputável por transtorno mental no processo criminal, ou seja, ele não pode ser condenado por nenhum crime, mas também não pode ser colocado em liberdade.

Na nova avaliação, devem ser utilizados trechos do laudo que fundamentou a inimputabilidade de Adélio a novos exames para determinar se ele é ainda é portador de patologia ou transtorno mental que justifique a manutenção da custódia como medida de segurança.

Também é avaliado se ele apresenta condição psíquica que represente risco para ele mesmo ou para outras pessoas.

Caso seja constatado que sim, deverá ser mantida a internação e estabelecida data para novo reexame de avaliação de eventual cessação da periculosidade. Já em caso negativo, há possibilidade dele ser colocado em liberdade.

No entanto, segundo o Metrópoles, agentes do sistema prisional federal teriam relatado que a saúde mental de Adélio teria se deteriorado ao longo dos anos em que ele está em cárcere, além de não ter conhecimento de nada que ocorre fora do presídio.

Desde 2018, Adélio não leu nenhum livro na cadeia, que é uma das formas de remição de pena, e também não interage com outros internos.

Desta forma, especialistas avaliam que a chance dele deixar a penitenciária é remota e que os magistrados responsáveis pelo caso e que irão analisar o laudo tendem a priorizar mantê-lo no sistema prisional para manter a ordem pública.

Caso continue preso, ele deve permanecer no presídio federal de Campo Grande, que, dentre as cinco unidades prisionais federais do País, é considerada a que tem melhor estrutura para custodiar detentos com transtornos mentais, apesar de não ser adequada para este tipo de tratamento.

Transferência negada

No ano passado, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a transferência de Adélio Bispo da Penitenciária Federal de Campo Grande para Minas Gerais. Segundo a Defensoria Pública da União (DPU), houve um conflito de competência que impediu a transferência, cujo prazo se encerrava no dia 5 de julho.

O pedido de transferência foi feito pela Defensoria Pública da União (DPU), com base na Lei Antimanicomial e resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que proíbem a prisão de pessoas com transtorno mental em presídios comuns.

Após essa decisão, houve o chamado conflito negativo entre as varas federais. O juiz da 5ª Vara Federal de Campo Grande entende que compete ao Juízo da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG) determinar as providências necessárias para receber Adélio.

Já a vara mineira declarou que falta vaga no hospital de custódia de Minas Gerais e que as unidades médico-psiquiátricas penais com têm capacidade de prestar a assistência adequada. Como houve a indecisão, ele permanece em Campo Grande.

Atentado

No dia 6 de setembro de 2018, o então candidato e agora ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alvo de uma facada no abdômen, no momento em que era carregado por apoiadores em ato de campanha, em Juiz de Fora (MG).

Adélio Bispo de Oliveira, 47 anos, foi preso em flagrante no dia do crime e confessou o ataque, afirmando ter agido sozinho e, em depoimento à Polícia Federal, disse ter desferido o golpe a mando de Deus. 

Adélio foi indiciado por prática de atentado pessoal por inconformismo político, crime previsto na Lei de Segurança Nacional, e transferido para a Penitenciária Federal de Campo Grande dois dias após o atentado.

Em maio de 2019, após a realização de laudos periciais oficiais, o juiz do processo criminal concluiu que Adélio é inimputável, ou seja, de acordo com as leis penais, não pode ser responsabilizado criminalmente por seus atos. De acordo com a perícia, o acusado é portador de transtorno delirante persistente.

No dia 14 de junho de 2019, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora (MG), aplicou a figura jurídica da "absolvição imprópria", na qual uma pessoa não pode ser condenada. Como, no caso de Adélio, ficou constatado que ele é inimputável, não poderia ser punido por ter doença mental.

A prisão foi convertida em internação em manicômio judiciário por tempo indeterminado. Por conta da periculosidade do acusado, ele permanece no presídio federal de Campo Grande.

A sentença transitou em julgado no dia 12 de julho de 2019, ou seja, o processo foi encerrado. Bolsonaro e o MPF não recorreram.

Após isto, em 2020 houve nova frente de investigação para saber se havia coautores, onde o Ministério Público Federal em Minas Gerais se manifestou pelo arquivamento provisório do inquérito policial. No documento enviado à Justiça Federal, a Procuradoria afirmou ter concluído que Adélio concebeu, planejou e executou sozinho o crime.

Naquele mesmo mês, a Justiça Federal homologou o arquivamento.

Novo exame psiquiátrico foi realizado em 2022 para apontar se Adélio Bispo tinha condições de retornar ao convívio social. O laudo, divulgado no dia 25 de agosto do ano passado, apontou que Adélio Bispo ainda representa perigo para a sociedade. Ele passa agora por novo exame do tipo.

Os peritos ressaltaram que ele deveria cumprir a medida de segurança determinada pela Justiça em um hospital psiquiátrico de custódia. Como não há vaga em instituição deste tipo, ele permanece no sistema penitenciário.

POSSÍVEL FEMINICÍDIO

Idosa é morta a facadas dentro de casa e polícia investiga possível feminicídio

Vítima foi encontrada pelo marido na madrugada deste domingo (22), no bairro Senhor Divino

22/02/2026 09h30

O corpo foi encontrado pelo marido da idosa

O corpo foi encontrado pelo marido da idosa Divulgação/ Pedro Depetriz

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Uma idosa, identificada até o momento apenas como Nilda, foi assassinada na madrugada deste domingo (22) dentro da própria residência, localizada na Rua Walmor Rocha Soares, no bairro Senhor Divino, em Coxim - município localizado a 253km de distância de Campo Grande. A vítima apresentava ferimento provocado por arma branca e morreu ainda no local.

Conforme informações divulgadas pelo portal Coxim Agora, o corpo foi encontrado pelo marido da idosa. Ao se deparar com a cena, ele procurou auxílio de um mototaxista que estava nas proximidades. O profissional acionou a Polícia Militar, que se deslocou até o endereço e isolou a área para os trabalhos da perícia.

Equipes da Polícia Civil e da perícia técnica também estiveram no imóvel para coletar vestígios e iniciar os procedimentos investigativos. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico para confirmar a causa da morte e estimar o horário do óbito.

De acordo com a perícia, a vítima tinha uma única perfuração na região do abdômen. O ferimento teria sido suficiente para provocar a morte imediata. Não foram identificados, a princípio, outros sinais aparentes de agressão.

Durante os trabalhos no local, não foram localizados documentos pessoais que confirmassem oficialmente a identidade da mulher. O nome “Nilda” foi informado por vizinhos e conhecidos da família. Segundo relatos de moradores da região, discussões no imóvel seriam frequentes. A casa, ainda conforme apurado, é alugada.

Agora, a Polícia Civil deve ouvir o marido, vizinhos e possíveis testemunhas para esclarecer a dinâmica do crime e verificar se há histórico de ocorrências envolvendo o endereço.

O caso poderá ser enquadrado como feminicídio, a depender da confirmação das circunstâncias e da motivação, especialmente se ficar caracterizado contexto de violência doméstica ou familiar. A tipificação será definida ao longo do inquérito policial.

Dados recentes de monitoramento da violência apontavam que Mato Grosso do Sul havia registrado dois feminicídios até fevereiro e acumulava 29 dias sem novos casos. Caso a morte seja oficialmente confirmada como feminicídio, o intervalo sem registros será interrompido.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou prisões relacionadas ao crime. A investigação segue em andamento.

Cronologia

Em 2025 Mato Grosso do Sul registrou um total de 39 feminicídios ao longo do ano, quatro casos a mais que o registrado em 2024, que contabilizou 35 feminicídios. O primeiro caso do ano passado havia sido registrado apenas em fevereiro, tendo janeiro sido o único mês sem mortes do tipo registradas.

Já neste ano, até o dia 22 de fevereiro, com este novo caso, são três, sendo eles: 

O primeiro caso de feminicídio ocorreu em 16 de janeiro de 2026. Josefa dos Santos, de 44 anos, foi morta pelo companheiro, Fernando Veiga, com um tiro de espingarda nas proximidades da Capela Santo Antônio, na zona rural de Bela Vista. Após o crime, Veiga tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em 24 de janeiro, quando Rosana Candia, de 62 anos, foi morta a pauladas pelo ex-companheiro, Antônio Lima Ohara, de 73 anos, no bairro Guarani, em Corumbá.

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NEGOCIAÇÃO

Policiais federais de MS irão participar de mobilização por fundo contra o crime organizado

Em nota, o sindicato reforçou que protesto "não possui prazo definido para encerramento" e que depende do andamento das negociações com o governo federal

21/02/2026 19h00

Policiais federais de MS irão se mobilizar na próxima terça-feira (24) pela criação do FUNCOC

Policiais federais de MS irão se mobilizar na próxima terça-feira (24) pela criação do FUNCOC Ilustração / Polícia Federal

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Os policiais penais federais, policiais federais e policiais rodoviários federais de Mato Grosso do Sul irão realizar uma mobilização, de caráter nacional, na próxima semana para cobrar o governo federal sobre a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC).

Em nota enviada à reportagem na tarde deste sábado (21), o Sindicato dos Policiais Penais Federais em Mato Grosso do Sul (SINPPF-MS) informou que o protesto será realizado na terça-feira (24), às 10h30, em frente à Penitenciária Federal em Campo Grande.

“O objetivo da mobilização é cobrar do Governo Federal o envio ao Congresso Nacional do Projeto de Lei que cria o FUNCOC, fundo público destinado ao financiamento permanente das ações de enfrentamento às organizações criminosas, incluindo investimentos em inteligência, tecnologia, estrutura operacional e fortalecimento das atividades de segurança pública federal”, explica o sindicato.

Ademais, a classe deixa explícito que mesmo com a criação do fundo em novembro do ano passado, até o momento não foi encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação, o que motiva a mobilização nacional nesta terça-feira.

Na última quarta-feira (18), a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) já havia anunciado que no dia 24 de fevereiro iria ocorrer a mobilização em todo o território nacional.

O sindicato ainda destaca que o protesto “não possui prazo definido para encerramento, podendo novas medidas serem adotadas conforme o andamento das negociações com o Governo Federal, conforme deliberação das assembleias das categorias". Por fim, cita que serão afixadas faixas em frente à unidade para reforçar a cobrança pelo FUNCOC.

Mas, afinal, o que é FUNCOC?

O FUNCOC é um Projeto de Lei que propõe a criação de um fundo permanente destinado a direcionar recursos provenientes da apreensão e do confisco de bens do crime organizado para o fortalecimento da Polícia Federal. Em suma, o dinheiro "arrecadado" com as atividades criminosas seriam usados pelas forças federais para combater o próprio crime organizado.

No dia 5 de fevereiro, o diretor-Geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando, reuniu-se com representantes da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), na sede da instituição, em Brasília, para tratar dos termos do projeto de lei que propõe a criação do FUNCOC. Mesmo assim, até o momento, o projeto não foi levado ao Legislativo.

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