Cidades

APREENSÃO

Adolescente é preso com carregamento de droga em ônibus que seguia para Dourados

As autoridades perceberam o nervosismo do jovem que transportava 8,3 kg de maconha no transporte coletivo, na rodovia MS-156

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Um adolescente de 16 anos foi preso por policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF), nesta quarta-feira (14), em Amambai. O jovem transportava 8,3 kg de maconha em um ônibus, na rodovia MS-156.

Os militares realizavam bloqueio na região, entre os municípios de Amambai e Caarapó, quando abordaram o coletivo. Segundo as autoridades, durante o processo de entrevista dos passageiros, o adolescente apresentou excesso de nervosismo.

Ele transportava duas bolsas, onde foram localizados 16 embalagens da droga. Questionado, o menor confessou que pegou o entorpecente no município de Coronel Sapucaia e que o destino final seria a cidade de Dourados.

A droga e o adolescente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Amambai.

A ação ocorreu no âmbito do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, uma parceria da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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MPMS

Ministério Público abre inquérito para investigar altas de atropelamentos de animais em rodovia

As investigações buscam investigar como são recolhidas as carcaças, de quem é a responsabilidade e quais medidas estão em andamento para erradicar as ocorrências

14/01/2026 17h30

Tamanduá atropelado em rodovia de Corumbá

Tamanduá atropelado em rodovia de Corumbá FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar o aumento na quantidade de atropelamentos de animais nas rodovias do município de Três Lagoas, além da falta de recolhimento das carcaças dos pavimentos. 

A decisão foi motivada por um ofício do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e formalizado pela 1ª Promotoria da Justiça do Meio Ambiente de Três Lagoas, com informações detalhadas nos autos como relatórios, fotos e protocolos de manejo. 

Segundo os dados da Polícia Federal, entre 2020 e 2025, somente o município de Três Lagoas registrou 16 ocorrências de atropelamento de animal, sendo 6 casos na BR-158  e 10 casos na BR-262. 

A classificação das ocorrências não difere se o animal era silvestre ou doméstico, nem registrou a destinação das carcaças, motivo que motivou a Promotoria a pedir o reforço da padronização do registro e aperfeiçoamento da resposta das autoridades. 

Uma das medidas implantadas pelo Promotor de Justiça Antônio Carlos Garcia de Oliveira foi estabelecer a responsabilidade para empresas de celulose. 

Além disso, foram oficiados a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Militar Ambiental (PMA), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), a Polícia Militar Rodoviária (PMR), o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e uma concessionária local, sendo requisitados relatórios completos sobre a quantidade de animais mortos, a destinação das carcaças, as causas dos atropelamentos e fotografias das ocorrências.

A Agência Estadual de Regulação (Agems) informou que na MS-306 já foram implantadas duas passagens de fauna, presentes no km 147+160 e 210+700 e está prevista a instalação de 23 passagens no sistema do Leste, como exigido no licenciamento do Imasul. 

Serão 10 trechos na MS-112, 12 trechos na BR-158 e 1 na BR-436, todos com câmeras de monitoramento 24 horas por dia em cada ponto. 

As concessionárias também apresentaram dados de tráfego, sendo que na MS-306, depois da instalação das praças de pedágio em 2021, passam, em média, 3.032 veículos por mês. Na MS-112, desde fevereiro de 2024, a média é de 2.522 veículos por mês. 

Respondendo às manifestações da Agems e do MPMS, as concessionárias relataram que seguiam protocolos de remoção rápida e sepultamento controlado das carcaças para evitar a atração de animais como urubus e reduzir o risco de novos acidentes. 

Afirmaram, ainda, que possuíam convênios com a Polícia Militar Ambiental para o encaminhamento de animais sobreviventes ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e a hospitais veterinários. 

Também mencionaram sinalizações específicas e planos de passagens de fauna em andamento para implantação. 

“Com o inquérito civil, o MPMS busca organizar responsabilidades, padronizar registros e acelerar o atendimento às ocorrências, evitando que carcaças permaneçam às margens da pista e agravem riscos sanitários e de trânsito. Além disso, segue cobrando protocolos claros, indicadores de desempenho e cronograma de obras de mitigação, bem como avalia a necessidade de recomendações e ajustes operacionais junto aos órgãos e empresas”, afirmou o Ministério Público. 

Plano de Mitigação

Em novembro de 2025, o Correio do Estado noticiou que está em execução um Plano de Mitigação de atropelamentos de fauna silvestre ao longo da BR-262, uma das rodovias com maior incidência de atropelamentos de animais do País. 

As intervenções devem abranger 278,3 quilômetros entre os municípios de Anastácio, Aquidauana, Miranda e Corumbá, região de áreas sensíveis do Pantanal. 

O investimento previsto é de R$ 30,2 milhões e prevê a instalação de 18 trechos de cerca condutora de fauna, somando 170 quilômetros. 

Estão previstas, ainda, sete passagens superiores e dez novas passagens inferiores, além da adequação das oito já existentes. 

A necessidade das obras ganha relevância devido ao alto número de incidências ao longo da rodovia. Entre 2023 e abril de 2024, ao menos 2,3 mil animais silvestres morreram ao longo da via, no percurso entre Campo Grande e a ponte sobre o Rio Paraguai, próximo a Corumbá, o que representa, em média, quase 200 registros por mês. 


 

Campo Grande

Suspeito de tráfico de drogas é morto pelo Batalhão de Choque dentro de condomínio

Roger da Costa Gonçalves usava tornozeleira eletrônica e foi atingido com ao menos seis tiros dentro de casa

14/01/2026 15h15

Policias dentro do condomínio, na tarde desta quarta-feira (14)

Policias dentro do condomínio, na tarde desta quarta-feira (14) Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Roger Costa Gonçalves, de 31 anos, morreu na tarde desta quarta-feira (14) após embate com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, dentro do Residencial Reinaldo Busanelli, condomínio em que vivia junto da mãe, no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande.

Morto no horário de almoço, o homem era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica. Conforme apurou o Correio do Estado, os disparos ocorreram no 3°andar do condomínio, localizado na Rua Cláudio Coutinho. Em meio ao ocorrido, a versão dada pelos moradores é diferente da repassada pelos policiais. 

Na versão dos moradores, não houve confronto. Uma moradora que não quis se identificar disse à reportagem que os policiais chegaram por volta do horário de almoço e questionaram uma condômina para que abrisse o portão. Sem dar muitas explicações, ela teria dito que a autorização deveria ser concedida pela portaria do local, o que ocorreu. 

Após entrar, os policiais teriam permanecido cerca de 15 minutos no local, disparado ao menos seis vezes contra Roger e só após o ocorrido, decidiram ligar a sirene da viatura e se dirigiram à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Bairro Universitário, onde Roger morreu. 

"Subiram na maldade, foi papo de 6 tiros. Só estava a polícia lá em cima, nem a mãe deixaram subir. Não veem nada e já chegam atirando. Deram o primeiro tiro e um monte em seguida, um tiro atrás do outro, não dá para justificar", disse a mulher. 

Policias dentro do condomínio, na tarde desta quarta-feira (14)

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado 

Versão da polícia 

Roger respondia por associação criminosa e respondia por tráfico de drogas. Anos atrás, teria sido responsável por levar celulares à presos faccionados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção de São Paulo com ramificação em Mato Grosso do Sul.  Sem dar detalhes, a polícia disse que dentro da casa de Roger foram encontradas porções de maconha e cocaína. 

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