Cidades

Campo Grande

Alta demanda faz com que vacina da dengue esgote em 17 unidades de saúde

Público foi ampliado na última quinta-feira para pessoas de 4 a 59 anos; saiba quais unidades não possuem mais doses da vacina

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A Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) ampliou para pessoas de 4 a 59 anos o público apto a vacinar contra a dengue. A medida foi bem recebida pela população, e 17 unidades da Capital já estão sem estoque. Além disso, as unidades que ainda têm doses disponíveis estão com poucas doses restantes.

"A Sesau esclarece que é natural que as doses se esgotem ao final de uma campanha temporária, especialmente considerando a alta procura da população. É importante ressaltar que o movimento atípico observado nesta quinta-feira desde cedo nas unidades de saúde se deve a essa procura pela imunização", disse a pasta, em nota.

Segundo a Sesau, o objetivo da ação era evitar o desperdício das vacinas, que estavam prestes a vencer.

"Com isso, a comunidade respondeu com grande engajamento, com apoio da imprensa, demonstrando compromisso com a saúde pública", acrescenta.

Para essa campanha temporária, foram disponibilizadas 3.139 doses para os novos públicos. Todos que se vacinaram já têm garantido a segunda dose do esquema vacinal após completarem o período de três meses entre a primeira e a segunda dose.

A Secretaria reforça que as vacinas são seguras e protegem contra os sorotipos da dengue que estão em circulação no município. A previsão é que todas as doses sejam finalizadas ainda nesta quinta-feira, nas unidades de saúde, como já ocorre em várias delas.

Até o momento, as unidades que já estão esgotadas as doses são:

  • Seminário
  • São Francisco
  • Paradiso
  • Cox
  • Nova Bahia
  • Mata do Jacinto
  • Noroeste
  • Estrela Dalva
  • Marabá
  • Alves Pereira
  • Silva Regina
  • Cristo Redentor
  • Caiçara
  • Vila Fernanda
  • Portal Caiobá
  • Três Barras
  • Ana Maria do Couto

A Sesau destaca que, apesar do esgotamento das doses destinadas à campanha temporária, a cidade ainda conta com cerca de 16 mil doses em estoque. Estas doses são destinadas ao público inicial da campanha de 10 a 14 anos de idade, conforme o plano de vacinação definido pelo Ministério da Saúde e pelo Estado, e não fazem parte da atual ação temporária.

"A Secretaria Municipal de Saúde continua monitorando a situação e reitera a importância da vacinação para o controle da dengue. A adesão da população foi fundamental para o sucesso desta ação de saúde pública, e a Sesau agradece a todos que participaram", conclui nota.

Esquema vacinal e eficácia

A vacinação contra a dengue é realizada em duas doses, com intervalo de três meses entre uma dose e outra. A eficácia da vacina é garantida apenas com o esquema completo. A Sesau lembra que, para garantir a proteção total, é essencial que a população complete as duas doses.

Orientações à população

A vacinação foi disponibilizada inicialmente nas 74 Unidades de Saúde da Família de Campo Grande, durante o horário de funcionamento das unidades. A população deve seguir as seguintes orientações:

  • Menores de idade (4 a 17 anos) devem estar acompanhados de um responsável legal e com documento de identificação.
  • Adultos devem levar um documento de identificação com foto. Se possível, apresentar a carteirinha de vacinação, embora ela não seja obrigatória.
  • O intervalo entre as doses é de três meses, sendo importante que as pessoas que já tomaram a primeira dose retornem para completar o esquema.

Contraindicações da vacina

  • Indivíduos menores de 4 anos e maiores de 59 anos.
  • Pessoas com histórico de anafilaxia ou reação alérgica à substância ativa ou a qualquer excipiente da vacina.
  • Indivíduos com imunodeficiência ou em uso de terapias imunossupressoras.
  • Gestantes e lactantes.

Dados de dengue em Campo Grande

Em 2024, Campo Grande registrou mais de 12.000 casos notificados de dengue, com um óbito associado à doença. Em 2025, já foram notificados 119 casos, o que destaca a necessidade urgente de ações preventivas.

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Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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