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Contra alta do combustível e taxas abusivas, motoristas de aplicativo protestam na Capital

Para tentar fugir dos altos valores, grupo de motoristas da Capital se reuniu e criou o próprio aplicativo

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Motoristas de aplicativo protestaram nas ruas da Capital na manhã desta quarta-feira (17) contra o alto preço do combustível taxas cobradas pelas empresas multinacionais.

O grupo formado por grande número de veículos passou pelo Parque dos Poderes, onde fez buzinaço na frente da Governadoria, pela Afonso Pena, onde teve mais buzinas em frente ao Paço Municipal, e seguiu para a Câmara Municipal.

Os motoristas que não participaram da carreata manifestaram de casa e ficarão sem rodar durante todo o dia. Com poucos carros ativos nas plataformas, passageiros vão encontrar preços mais altos pelas corridas, além da demora para terem a solicitação atendida.

Cleber da Rocha Silva, 37 anos, trabalha exclusivamente como motorista de aplicativo e reclama das taxas cobradas pelas empresas Uber e 99 POP. Segundo o profissional, 30% do que recebe de cada corrida fica para as plataformas, com o preço do combustível e manutenção do veículo, o lucro é baixíssimo.

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"Em Campo Grande é aplicada a mesma tarifa desde 2016, de lá para cá o preço da gasolina aumentou, do imposto também, e a tarifa não abaixou. Pelo contrário, agora estão fazendo promoções e deixando as corridas mais baratas", disse.

Cleber explicou que recentemente, quando há baixa procura de passageiros, as plataformas começaram a enviar promoções de incentivo para que o passageiro solicite alguma corrida. O problema é que o valor não é ressarcido ao motorista.

"Praticamente não compensa o preço normal, que já é barato, imagina com promoção", completou Cleber.

Em Mato Grosso do Sul, o litro da gasolina já é comercializado acima de R$ 5, é o maior preço médio já registrado na série histórica da agência que começou em 2001. 

No Estado, ele pode representar até 20% do salário mínimo. De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa da Fecomércio de Mato Grosso do Sul, Daniela Dias, em média, o preço do combustível corresponde a 8% do salário dos campo-grandenses.

Para tentar fugir dos altos valores, Cleber explicou que um grupo de motoristas da Capital se reuniu e criou o próprio aplicativo, o Mou Driver.

"Já tem 2 mil motoristas cadastrados e mais de 5 mil clientes. Está rodando há um ano e cobra mensalidade de R$ 30, diferente da Uber, por exemplo, que no mês chega a custar R$ 1.500", apontou.

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crime ambiental

Lama da mineração invade fonte que abastece comunidade pantaneira

Cerca de cem moradores da comunidade Antônio Maria Coelho amanheceram nesta quinta-feira com a água de consumo doméstico totalmente tomada pela lama

29/10/2026 14h10

Água da chuva foi direcionada para o córrego que abastece a comunidade Antônio Maria Coelho na noite desta quarta-feira (28)

Água da chuva foi direcionada para o córrego que abastece a comunidade Antônio Maria Coelho na noite desta quarta-feira (28)

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Os cerca de cem moradores do povoado Antônio Maria Coelho e praticamente toda a estrutura turística do Balneário Menck, a cerca de 45 quilômetros da área urbana de Corumbá, foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira (29) com a água que abastece a comunidade totalmente tomada pela lama procedente das atividades da mineração desenvolvidas pela LHG Mining, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Segundo Edevaldo Santana de Oliveira, a água que abastece a comunidade é captada e canalizada a partir do Córrego Piraputanga, a cerca de 3,5 quilômetros de distância. E, de acordo com ele, próximo ao local de captação existe uma espécie de muro de arrimo para impedir que água barrenta das estradas chegue ao córrego.

Na noite passada, porém, algum funcionário da mineradora, utilizando uma máquina, destruiu esta proteção e direcionou a água da chuva em direção ao local onde ocorre a captação, explica Edevaldo, que há 58 anos mora na comunidade Antônio Maria Coelho.

E, de acordo com ele, a chuva não foi intensa e não existe explicação lógica para fizesse a manobra. “Acho que foi para desviar a água que ficava empossada próximo de uma guarita da mineradora. Isso é um crime ambiental e alguém precisa ser responsabilizado por isso”, opina Edevaldo. 

Historicamente a comunidade, instalada às margens da desativada ferrovia (estação Antônio Maria Coelho) captava água de córregos mais próximos. Mas, por conta da mineração, estas nascentes secaram e eles tiveram de improvisar a tubulação para trazer a água de longe.

Na comunidade existe um reservatório de dez mil litros e a partir dele a água é direcionada para as caixas dos moradores. Por volta do meio dia desta quinta-feira a coloração da água procedente do Piraputanga já havia melhorado, mas os reservatórios estão todos tomados pela lama, reclama Edeltrudes Correia Olveira, mais conhecida como Edil.

Por conta da lama, a água dos reservatórios foi despejada nesta quinta-feira. Porém, as escorrer ela invadiu o pátio da escola da comunidade, inviabilizando até mesmo as atividades lúdicas das crianças, reclamaram os vereadores (veja vídeo). 

Os moradores da região consomem a água do Corrego Piraputanga sem qualquer tipo de tratamento. Eles chegaram a receber filtros, mas praticamente todos já abandonar os equipamentos, pois a cada semana eram obrigados a substituir os refis, pois ficavam tomadas pela lema e a água simplesmene não passava mais, segundo Edevaldo. 

"Antigamente tinhamos água mineral aqui. Prova disso é que vinha gente de tudo que é lado para buscar água, já que que tinha a fama se ser medicinal. Hoje, não temos água mineral, mas temos água com minério de ferro", lamenta a senhora Edil antes de enviar uma série de vídeos mostrando a água avermelhada. 

O Correio do Estado procurou a LGH Mining e a informação que obteve é de que uma equipe que fica na área urbana de Corumbá foi enviada à comunidade para tentar entender o que ocorreu

Mas, a água barrenta não é o único problema da comunidade. Mais grave que isso, reclamam, é a poeira procedente da atividade de mineração. Na região circulam diariamente em torno de 300 carretas que levam minério de ferro até o Porto Esperança, localizado a cerca de 45 quilômetros de distância, às marges do Rio Paraguai.

Além da poeira procedente da extração de minérios, eles convivem com a fuligem da siderúrgica da empresa Vetorial, que utiliza dezenas de toneladas de carvão carvão diariamente para produzir ferro gusa.

Por conta das reclamações, a LHG Mining assumiu o compromisso de umidificar as estradas, o que ameniza, mas não acaba com o problema da poeira. E a tendência é de que a situação se agrave, pois a mineradora conseguiu autorização para aumentar a extração anual de 12 para 25 milhões de toneladas de minério.

Neste projeto, porém, existe a previsão de que boa parte dos caminhões seja retirada das estradas. O projeto prevê a construção de uma correia de 12 quilômetros para levar o minério até a estação ferroviária. Esta correia, conforme o projeto, será coberta e praticamente elimina a poeira que existe atualmente.

Depois, tudo será carregado em vagões e levado pela ferrovia até o Porto Gregório Curvo, em Porto Esperança, onde estão previstos investimentos de R$ 1,9 bilhão para ampliar a modernizar o sistema de carregamento do minério nas barcaças que descem pelo Rio Paraguai. A meta da LHG é despachar até 15 milhões de toneladas de minério por ano a partir deste porto.

Os investimentos bilionários previstos na mineração da região se explicam pela qualidade do material. O minério extraído no Maciço do Urucumpossui alto teor de pureza e qualidade excepcional, sendo uma das principais províncias minerais do Brasil. Como a região é rica tanto em ferro quanto em manganês, os níveis de pureza variam de acordo com o mineral, entre 62% e 67%. Em outras minas, este teor é da ordem de 40%.

Nos primeiros oito meses deste ano foram ocorreu aumento de 11% nas exportações de minério feitas a partir de Corumbá, passando de 6,349 milhões de toneladas para 7,080 milhões de toneladas, tudo sendo escoado pela hidrovia do Rio Paraguai. É o maior volume da já exportado neste período e praticamente tudo isso passou pela comunidade Antônio Maria Coelho. 

Tempo

Alerta de temporais vale até domingo e prevê chuva forte em MS durante feriadão

Inmet indica precipitações de até 50 milímetros por dia, ventos intensos e possibilidade de graniz

29/10/2026 13h58

Chuva chega no fim de semana

Chuva chega no fim de semana Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A previsão de temporais durante o feriadão de Finados colocou Mato Grosso do Sul em alerta. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos para a ocorrência de chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo. Em Campo Grande, a previsão indica pancadas de chuva e trovoadas no domingo (1º), enquanto o sábado (31) deve ter muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada.

A Defesa Civil de Campo Grande divulgou dois alertas amarelos nesta quinta-feira (29). O primeiro prevê chuva intensa entre as 23h de hoje e as 22h59 de sexta-feira (30). O segundo, para tempestades, começa às 23h de sábado e termina às 22h59 de domingo.

Os avisos indicam possibilidade de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos intensos. Há risco de queda de galhos, interrupção no fornecimento de energia, alagamentos e descargas elétricas. O alerta para tempestades também prevê possibilidade de granizo.

Segundo a previsão consultada para Campo Grande, as temperaturas devem variar entre 21°C e 30°C na sexta-feira, com chuva isolada. No sábado, os termômetros ficam entre 20°C e 31°C, com possibilidade de chuva isolada. No domingo, a previsão é de mínima de 22°C e máxima de 33°C, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.

Em Corumbá, a previsão aponta chuva no sábado e no domingo, com temperaturas entre 21°C e 34°C no sábado e de 22°C a 39°C no domingo. As condições podem mudar ao longo dos próximos dias, por isso a orientação é acompanhar as atualizações meteorológicas.

Como acionar

Em Campo Grande, ocorrências podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo telefone 199. Para solicitar serviços, como remoção de árvores, o contato é o 156.

Se uma árvore cair sobre a fiação e houver risco de choque elétrico, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193. Durante tempestades, a recomendação é evitar abrigo sob árvores, não estacionar perto de torres ou placas de propaganda e não utilizar aparelhos eletrônicos conectados à tomada.

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