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André promete a Murilo vaga no TCE para disputar o Senado

André promete a Murilo vaga no TCE para disputar o Senado

Redação

08/04/2010 - 20h27
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lidiane kober e maria matheus

 

O vice-governador Murilo Zauith (DEM) recebeu lista de propostas do governador André Puccinelli (PMDB) para concorrer ao Senado. O objetivo é eliminar qualquer dúvida do risco de Murilo ficar desamparado na hipótese de sair derrotado da eleição. De olho nos votos da região da Grande Dourados, Puccinelli fez questão de deixar claro que não abre mão do apoio do seu atual vice, por isso, está disposto a abrir espaço de secretário de Estado ao democrata em uma eventual segunda administração, ou no Tribunal de Contas do Estado (TCU), ou na coordenação de campanha e ainda prometeu apoio para elegê-lo a senador ou a deputado federal.

Anteontem à noite, por pelo menos três horas, Murilo e Puccinelli discutiram, acompanhados do deputado estadual Zé Teixeira (DEM), do vereador Airton Saraiva (DEM) e do ex-presidente da Sanesul, José Carlos Barbosa (DEM), a candidatura ao Senado. Aos líderes do DEM, o peemedebista reiterou estar decidido a contar com o apoio irrestrito de Murilo em sua campanha e não trabalha com outra hipótese.

Conforme Zé Teixeira, na lista de propostas apresentadas por Puccinelli figuram a chefia da Casa Civil ou da Secretaria de Planejamento, em um eventual segundo mandato. Também foi cogitada, revelou o parlamentar, a hipótese de Murilo coordenar a campanha do governador ou assumir uma vaga de conselheiro do TCE. No caso de resistir à ideia de disputar o Senado, o governador ainda propôs apoiar o democrata para deputado federal.

"Emprego eu não quero, quero é ser senador", respondeu Murilo às propostas de Puccinelli. Mas o fato é que as ofertas acabaram aproximando o democrata da chapa majoritária, pois ele sentiu confiança em contar com o apoio do governador. "Depois da conversa com o André, senti que o Murilo vai concorrer ao Senado", comentou o presidente regional do PSDB, deputado estadual Reinaldo Azambuja.

No entanto, o vice-governador ainda resiste. Ele teme a infidelidade de lideranças do PMDB, dispostas a apoiar a "dobradinha" do deputado federal Waldemir Moka (PMDB) com o senador Delcídio do Amaral (PT). "Acho que até o final desta semana, o Murilo se decide", arriscou Zé Teixeira. "Até o dia 15, ele (Murilo) precisa se manifestar", pressionou Azambuja.

 

Segunda versão

À imprensa, o governador confirmou ter oferecido a vaga de coordenador de sua campanha a Murilo e admitiu abrir espaço em uma eventual segunda administração. "Se o Murilo não quiser ser candidato a senador, eu o quero como coordenador-geral da campanha", afirmou ontem, na inauguração da V Dinapec (Dinâmica Agropecuária), na Embrapa Gado de Corte. "Mas não abro mão, em primeira hipótese, de ele ser candidato a senador", reiterou, em seguida.

Sobre a possibilidade de o seu atual vice assumir secretaria em um eventual segundo mandato, Puccinelli destacou a capacidade do democrata, mas afastou ter feito tal convite. "O Murilo tem nível técnico excelente. Não estou dizendo que foi oferecido ou foi pedido, tem que ser bem colocada essa questão", esclareceu. "Se ele quiser hoje ser secretário, tem lugar para ele, pela qualidade dele", acrescentou.

CONTROLE

MPF instaura processo administrativo para fiscalizar "emendas pix" em municípios do MS

Em 2025, os municípios de MS receberam R$ 89,424 milhões das emendas individuais por transferências especiais. O Estado ocupou a 4ª colocação no ranking dos que mais tiveram acesso a este recurso

17/03/2026 19h15

Entre as cidades de MS, Dourados foi a que mais recebeu as chamadas

Entre as cidades de MS, Dourados foi a que mais recebeu as chamadas "Emendas PIX", em 2025 Divulgação / Governo do Estado

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos federais oriundos das "emendas pix", aquelas referentes a emendas parlamentares individuais impositivas sem finalidade definida, transferidas aos municípios. A ação foi vinculada à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR), que é o órgão dedicado ao combate à corrupção, improbidade administrativa e crimes contra a administração pública. 

A proposta de trabalho encaminhada pela 5ª CCR do MPF é saber onde e como os recursos são aplicados e coibir atos de corrupção. As transferências especiais, ou "emendas PIX", devem atender aos requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade, de acordo com o artigo 163-A da Constituição.

Em 2025, Mato Grosso do Sul ocupou a 4ª colocação no ranking de estados que mais receberam recursos das "Emendas PIX". Ao todo, foram repassados R$ 33,53 milhões, segundo o site de transparência do Tesouro Nacional.

O Estado só ficou atrás da Bahia, que recebeu R$121,70 milhões; São Paulo, R$40,70 mi; e Amapá, com R$36,33 mi recebidos pelo Governo Federal através da emenda individual por meio das transferências especiais.

Além disso, os municípios de MS receberam, no total, R$ 89,424 milhões destas emendas individuais especiais.

Entre os municípios que mais receberam os recursos estão:

  1. Dourados - R$ 9,90 milhões
  2. Sidrolândia - R$ 4,16 milhões
  3. Maracaju - R$ 3,96 milhões
  4. Ponta Porã - R$ 3,20 milhões
  5. Caarapó - R$ 3,16 milhões

Campo Grande recebeu apenas R$ 500 mil durante o ano de 2025, segundo o site do Tesouro Nacional.

Emenda PIX

As "Emendas Pix" são uma modalidade de emenda parlamentar individual impositiva, ou seja, recursos destinados pelos parlamentares diretamente para ações em sua cidade.

O diferencial destas emendas é que elas são liberadas de forma rápida, sem precisar estar vinculadas a projetos ou convênios específicos. Isso torna ainda mais importante o acompanhamento e controle social sobre o uso desses recursos.

"O artigo 166-A, I, e §§ 2º, 3º e 5º, da Constituição Federal, dispositivos acrescidos pela Emenda Constitucional n° 105/2019, instituíram as transferências especiais conhecidas como "emendas PIX", as quais, nos termos da Constituição, serão repassadas diretamente ao ente federado beneficiado, independentemente de celebração de convênio ou de instrumento congênere, pertencerão ao ente federado no ato da efetiva transferência financeira e serão aplicadas em programações finalísticas das áreas de competência do Poder Executivo do ente federado beneficiado", é o que considera o MPF na análise que instaurou o procedimento administrativo de acompanhamento.

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Travamento

INSS suspende empréstimos consignados do banco C6 e cobra devolução de R$ 300 mi a aposentados

Controladoria-Geral da União identificou pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos

17/03/2026 19h00

Foto: Divulgação / INSS

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu novos empréstimos consignados do banco C6 em razão de irregularidades nos contratos da instituição financeira com aposentados pela Previdência Social. O órgão quer que o banco devolva R$ 300 milhões a segurados.

A decisão foi tomada após a Controladoria-Geral da União (CGU) identificar pelo menos 320 mil contratos de consignados com seguros e pacotes de serviços embutidos, em uma espécie de venda casada.

Auditores concluíram que a irregularidade é grave porque reduz o valor líquido disponibilizado pelo banco a aposentados. O INSS proíbe a inclusão de custos extras, como taxas, prêmios e seguros que não tenham a ver com os empréstimos.

O banco só poderá voltar a fazer novos empréstimos consignados quando restituir os valores cobrados indevidamente.

Para poder vender o produto e descontar as parcelas de consignados diretamente na conta dos aposentados pelo INSS, o banco mantinha um acordo de cooperação técnica com o órgão. Este foi o termo rescindido pelo órgão como parte da penalidade.

A decisão do INSS foi tomada com base em uma apuração da CGU, que identificou irregularidades em milhares de contratos de empréstimos entre o C6 e aposentados.

Entre os achados, auditores entenderam que o banco embutiu indevidamente um seguro de R$ 500 em meio ao contrato de consignados. O serviço é fornecido por uma seguradora do JP Morgan, que é acionista de pouco menos da metade do C6.

Dados obtidos pela Lei de Acesso à Informação mostram que, entre 2020 e 2025, o C6 faturou R$ 20 bilhões com créditos consignados No primeiro ano, quando entrou para esse mercado criando o C6 Consig, tinha 514 clientes. Em 2025, já tinha uma carteira de 3,3 milhões de consignados.

O banco chegou a ser condenado judicialmente a indenizar aposentados que afirmaram ter sofrido descontos sem terem contratado empréstimos consignados. Também já firmou acordo com o Ministério Público Federal para cessar fraudes nesses contratos.

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