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Após auditoria, vereador denunciará Samu para os tribunais de contas do Estado e da União

Documento do Ministério da Saúde aponta para um investimento de R$ 3,6 milhões na manutenção de ambulâncias, mas os reparos não são vistos na prática

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Cumprindo o Plano Anual de Auditoria do Sistema Único de Saúde, o Ministério da Saúde realizou uma auditoria na Secretaria Municipal de Saúde, que verificou a gestão e a regularidade da aplicação de recursos financeiros na operacionalização do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Capital.

Foram levantados dados de 1º de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2023 - um período de 18 meses. Um dos pontos do documento que chamou a atenção do vereador Professor André Luis foi o gasto de R$ 3,6 milhões na manutenção de ambulâncias, investimento que não reflete no avaliado pela auditoria.

"O que nos preocupa é o gasto de R$ 3,6 milhões com a manutenção de ambulâncias do SAMU, sendo que elas estão em péssima condição. Além disso, três delas estão paradas a um período bastante longo, de mais de seis meses. Então é estranho você gastar um valor dessa proporção para manutenção de ambulâncias, sendo que a ambulância está toda quebrada. Está faltando material, ela não tem estrutura boa, é muito complexo isso", declarou o vereador. 

A partir das constatações feitas pelo relatório, o vereador denuniará o caso ao Tribunal de Contas do Estado e ao Tribunal de Contas da União, além de buscar explicações da Secretaria de Saúde e acionar a Organização dos Advogados do Brasil (OAB/MS).

"Eu vou fazer uma denúncia para o Tribunal de Contas do Estado e também para o Tribunal de Contas da União, porque tem dinheiro da União envolvido nessa história. Vou fazer uma comunicação à Secretaria de Saúde, para que abra uma auditoria interna para apurar o funcionamento dessa coordenação de SAMU. Tá muito esquisito isso, vou fazer essa comunicação também para a Comissão de Saúde da OAB e para o Ministério Público da Saúde, porque eu acho que isso exige acompanhamento", garantiu.

Segundo Prof. André Luis, com o valor investido em manutenção seria possível realizar a compra de novas ambulâncias.

"R$ 3,6 milhões dariam para comprar, nos preços de hoje, 10 ambulâncias. Nós estamos gastando por ano 10 ambulâncias. Tem uma coisa muito esquisita aí, né? A gente precisa apurar isso mais a fundo", concluiu.

A frota do Samu no município é composta por 18 ambulâncias, 4 motolâncias e 1 veículo de intervenção rápida (VIR). No entanto, segundo o relatório, oito ambulâncias estavam fora de atividade durante as visitas da auditoria.

Conforme observado no relatório, existem contratos de manutenção vigentes, mas as manutenções não têm sido feitas no tempo ideal, que garantiria a disponibilidade dos veículos para ocupar as bases.

Além disso, existem alguns veículos cujas manutenções não foram realizadas, além de veículos que permanecem em manutenção e rotatividade por longos períodos. No material, são citadas como exemplo três ambulâncias, que estão em manutenção a 176 dias, 263 dias e 355 dias.

Não bastassem as ambulâncias já paradas, as que estão em rotatividade também apresentam problemas e necessitam de manutenção prefentiva e corretiva, apresentando defeitos em sirene, giroflex, lâmpada de ré, assoalho, pneus, pedal do freio, além de possuírem compartimentos e maca soltos.

Foi verificada ainda a falta de seis medicamentos de 26 obrigatórios para os veículos de Suporte Avançado, materiais e equipamentos obrigatórios, como estetoscópio infantil e protetores para queimados ou eviscerados, por exemplo.

Também foi constatado que todas as ambulâncias estão com o ar condicionado danificado.

Por fim, a maior parte da frota não teve renovação do seguro contra sinistro e outras coberturas.

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LEVANTAMENTO

Bombeiros de MS estão entre os mais requisitados do País

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2025 a corporação fez 41,6 mil atendimentos de busca e salvamento, o 4º maior número entre os estados

23/02/2026 08h40

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Entre buscas e salvamentos na água, no céu e em rios, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (CBMMS) realizou 41,6 mil atendimentos em 2025, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) ao jornal O Globo. Isso faz da corporação do Estado a quarta mais requisitada do Brasil.

Segundo dados do MJSP, publicado pelo jornal O Globo, os bombeiros de Mato Grosso do Sul só ficam atrás quando o assunto é busca e salvamento pelos Bombeiros no Rio de Janeiro (com 130,3 mil registros), em São Paulo (72,3 mil) e em Minas Gerais (61,5 mil casos) – todos registrados em 2025.

O curioso é que esses estados são muito mais populosos do que Mato Grosso do Sul. No caso de São Paulo, ele chega a ter 10 vezes mais habitantes do que MS. Porém, tem apenas 57,4% a mais em número de chamadas para o Corpo de Bombeiros.

Os registros de busca e salvamento englobam uma gama grande de atendimentos, que são dos acidentes de trânsito, quando há necessidade de retirada de vítmas, até as buscas por afogados nos rios do Estado.

Os dados do ano passado por MS são semelhantes a soma de ocorrências dos três estados da região sul do País, que juntos chegaram a marca de 44,9 mil atendimentos.

Com 41,6 mil casos de busca e salvamento em 2025, isso significa dizer que, no ano passado o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul registrou 114 ocorrências por dia nos 79 municípios do Estado.

COMPARATIVO

Conforme dados do Mapa da Segurança Pública, feito pelo Ministério da Justiça, o ano passado teve um número 16 vezes maior do que o registrado em 2024, quando apenas 2,5 mil buscas e salvamentos foram computados em Mato Grosso do Sul.

O número, porém, parece ser um ponto fora da curva em socorros feitos pelos bombeiros de MS, já que em 2023 foram computados 58,5 mil atendimentos deste tipo pela corporação.

A queda drástica de 95,56% nos dados levou Mato Grosso do Sul a apresentar a maior redução daquele ano entre os estados, seguido pelo Distrito Federal (-80,50%) e pelo Amapá (-25,69%).

Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul realizou mais de 41 mil atendimentos relativos a busca e salvamento no ano passado - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

BRASIL

Segundo dados obtidos pelo O Globo, os dados de 2025 representam um recorde no número de buscas e salvamentos realizados pelos bombeiros de todo o Brasil desde o início da série histórica feita pelo Ministério da Justiça, que começa em 2015.

Em todo o País, no ano passado foram feitos 510,3 mil atendimentos de busca e salvamento, números que representam quase o dobro do total de casos reportados em 2015 (287,6 mil). Isso significa dizer que, em média, uma ocorrência é informada por minuto no País.

Segundo a reportagem, entre os motivos do Rio de Janeiro liderar entre os estados nesse tipo de ocorrência está o fato de a região ter um grande pontencial turístico, com praias e também ter uma região serrana, com grandes encostas e morros, onde podem ocorrem desmoronamentos.

*Saiba

O quesito busca e salvamento dos bombeiros engloba afogamentos, resgates por deslizamentos de terras, soterramentos em silos, atendimentos a pessoas presas em ferragens de automóveis, socorro a animais, resgate de locais elevados, entre outros.

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tragédia

Acidente com tirolesa em casamento termina com dois mortos em Bonito

Jovens morreram eletrocutados e não afogados

23/02/2026 08h25

Açude em que ocorreu a tragédia

Açude em que ocorreu a tragédia Foto: redes sociais

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Dois homens, identificados inicialmente como Gustavo e Henrique, morreram após pularem de uma tirolesa, neste domingo (22), durante uma festa de casamento, em uma chácara localizada a 20 quilômetros de Bonito (MS), a 276 quilômetros de Campo Grande (MS).

Os jovens morreram eletrocutados e não afogados. Eles eram residentes em Vicentina (MS). Conforme apurado pela reportagem, Gustavo desceu a tirolesa, pulou em um açude e recebeu um choque elétrico.

Em seguida, Henrique entrou na água para salvar o amigo, mas também acabou levando o choque.

Ambos foram socorridos por convidados da festa e levados até o hospital pelo Corpo de Bombeiros (CBMMS).

Henrique não resistiu e faleceu na manhã de domingo (22). O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Aquidauana.

Já Gustavo teve que ser transferido para a Santa Casa de Campo Grande devido à gravidade do caso, mas, também não resistiu e faleceu na noite de ontem (22).

Possivelmente a água estava energizada por conta de algum fio elétrico que encostou no açude. A água é capaz de distribuir a carga elétrica facilmente, sendo um condutor perigoso, ampliando o alcance de choques.

As causas da morte serão apuradas pelas autoridades competentes. A Polícia Civil e Polícia Científica estiveram no local para apurar os fatos e realizar levantamentos técnicos.

RECOMENDAÇÕES

A água é capaz de propagar a carga elétrica facilmente, sendo um condutor perigoso, ampliando o alcance de choques.

O Correio do Estado trouxe algumas recomendações em relação ao assunto:

  • Ao ouvir trovões, saia imediatamente de piscinas, lagos ou mar.
  • Em caso de enchentes, evite tocar na água, pois fios da rede elétrica podem ter caído
  • Se um aparelho elétrico cair na água, desligue a energia antes de tocá-lo.

* Com informações de Jardim MS News

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