Artigos e Opinião

ARTIGO

Vicente Mota de Souza Lima: "Aspectos da sustentabilidade ambiental"

Advogado ([email protected])

Redação

09/10/2014 - 00h00

Nós seres humanos somos responsáveis direta ou indiretamente pelo impacto negativo sobre o meio ambiente, à medida que produzimos ou consumimos algum produto ou serviço. Tal afirmação é verdade, pois, para se produzir algo com vistas ao consumo, necessita-se de insumos que são a matéria-prima dos produtos ou serviços. Os insumos são considerados recursos ambientais, quais sejam: atmosfera, água, solo, fauna e flora, etc., que por sua vez constituem a “natureza”, e esta é representada pelo “meio ambiente”. Daí se verifica a existência da dualidade entre o consumo cada vez mais exacerbado em face do atendimento das necessidades ilimitadas do ser humano, cada vez mais crescentes, e as possibilidades de atendimentos a tais demandas que estão se exaurindo em face da capacidade limitada de disponibilidade.

Com isso, percebemos que os recursos ambientais são finitos, mas as necessidades dos seres humanos são cada vez mais ilimitadas e sempre crescentes, justificadas pela ideologia de crescimento da economia, numa forma competitiva desmedida e irracional entre as grandes nações e povos, que estão se esquecendo da preservação da qualidade ambiental do ar, da água, e do solo.
Diante desse quadro, o ser humano no ambiente “capitalista” busca incessantemente o lucro acima de tudo e não consegue enxergar os limites que são impostos pela necessidade do consumo consciente e a utilidade de se implantar boas práticas visando à sustentabilidade socioambiental.
A mentalidade do ser humano moderno tem sido forjada no sentido de acumular riquezas a um grande custo social e ambiental, pois, o sistema econômico é capitalista, nossa Constituição de 1988 é capitalista, de modo que permite a exploração dos seres humanos sobre outros.

Tal exploração egoísta passa a ser irracional, sem se preocupar com os aspectos da dignidade da pessoa humana, com os direitos humanos, muito menos com os direitos fundamentais, desprezando a própria vida em todas as suas formas, fato esse que foge a toda e completa lógica e ao bom senso; com isso surge a necessidade de intervenção estatal para regular tais relações. Dito isso, verifica-se que as normas de proteção ao meio ambiente, ou seja, as que visam coibir determinados comportamentos nocivos, são, na verdade, normas que protegem ou preservam a dignidade do ser humano, ainda mais considerando que o próprio “homem” é parte integrante ou constituinte do meio ambiente natural.

Observa-se que é necessário desenvolver a sensibilização para a importância do tema, posto que o ser humano, como ator principal, tem sido responsável pelas mudanças climáticas em virtude de sua ação, modificando a paisagem natural, bem como gerando resíduos de toda sorte; alterando a qualidade da água e do ar, com o lançamento de efluentes sem tratamento, tanto nos cursos d’água como na atmosfera; fazendo desvirtuar o “efeito estufa” pela elevação da temperatura; com isso, alterando a normalidade de funcionamento dos sistemas integrados da natureza.

Tais alterações têm gerado grande repercussão na própria vida e saúde dos seres vivos, tanto animal como vegetal, e, consequentemente têm diminuído a qualidade de vida no meio urbano e rural. Nas cidades como no campo, todo tipo de produção é efetuada por meio de “empresas”, que é o mecanismo encontrado para maximizar a eficiência no lucro, entretanto, observa-se como decorrência da necessidade de preservação ambiental que seja compartilhada a Responsabilidade e Gestão Socioambiental. 

Com essa mudança de paradigma, ou forma de pensar, nota-se que as empresas têm se atentando para as novas necessidades de atendimento das exigências dos “consumidores conscientes”, os quais demandam serviços e produtos certificados, indicando a origem legal e fases produtivas ambientalmente corretas e/ou ecologicamente menos impactantes, que de alguma forma minimizem ou compensem os danos gerados pelas atividades produtivas, no sentido de impor ao meio ambiente o menor sacrifício.

Sendo assim, em vista dos fatos mencionados, somos levados a crer que o meio ambiente realmente está sendo afetado impiedosamente pela ação do “homem”, tendo em vista a sua sede por crescimento econômico, o que nos leva à reflexão sobre a forma atual de consumo, que é desmedida, posto que o consumo consciente implica em minimizar os impactos ambientais, reutilizar, reciclar, reduzir o consumo e recusar consumir produtos que agridam o meio ambiente. Se assim fizermos, estaremos contribuindo para manutenção do equilíbrio ecológico, bem como para preservação da qualidade ambiental do nosso lar – o planeta Terra.

Artigo

A vingança da natureza promete ser terrível!

As florestas tropicais, como a Amazônia, as florestas da África Central e as do Sudeste Asiático, desempenham papel fundamental para o equilíbrio climático do planeta

06/11/2026 07h30

A vingança da natureza promete ser terrível!

A vingança da natureza promete ser terrível! Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Aversão à vigilância da atividade policial

Se não existe procedimento padrão seguro dentro das delegacias, que dirá fora delas

06/11/2026 07h20

Aversão à vigilância da atividade policial

Aversão à vigilância da atividade policial Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).