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OPINIÃO

Senador Ruben Figueiró: "Novos tempos"

Presidente de honra do PSDB-MS

Redação

31/12/2014 - 00h00

Quem, como eu, tenha participado de eleições para governador de Estado, desde Mato Grosso uno, inclusive do primeiro pleito realizado em 17 de janeiro de 1947, decorrente da queda da ditadura Vargas com seu rótulo de “Estado Novo”, há de sentir, desde aquela, as emoções repetidas nesta de outubro de 2014.

Passaram-se, portanto, 67 anos, afloraram a mesma sensação cívica de se libertar das amarras da política administrativa esclerosada por costumes encarquilhados advindos de propósitos tisnados pela prepotência ora de um partido, ora de um governador cheio de si.

Essa sensação cívica mostrou a sua vibração de forma tênue a partir de final de abril último. De um manso olho d’água, agregaram-se outros, tornando uma corrente irrefreável com o correr dos meses, desaguando no leito maior da vontade popular. Desse processo, somos testemunhas.

Nesse longo espaço de tempo, assisti a vitoriosos, alguns com meu voto, os governadores Arnaldo Estevão de Figueiredo, Fernando Correa da Costa, João Ponce de Arruda, Fernando Correa da Costa e, novamente, Pedro Pedrossian. Por voto da Assembleia Legislativa, José Manoel Fontanillas Fragelli e José Garcia Neto. Isto quando Mato Grosso uno.

Já em nosso ainda novel Mato Grosso do Sul, Wilson Barbosa Martins, Marcelo Miranda, Pedro Pedrossian, José Orcírio Miranda dos Santos e André Puccinelli. Registro que, em curto período, isto no final dos anos 70 e nos dois primeiros da década de 80, por indicação presidencial, dirigiram o Estado Harry Amorin Costa, Marcelo Miranda e Pedro Pedrossian.

Todas as campanhas eleitorais tiveram seu timbre caracterizado pela natural efervescência das paixões, que explodiam como o pipocar de metralhadoras giratórias, cujas balas lançadas atingiam propósitos e ideias confrontantes.

Dessas campanhas, e das quais participei com ardor – afirmo nestes derradeiros instantes da minha militância política –, a recente que conduziu Reinaldo Azambuja ao governo teve sentido almejado, acalentado pelos seus conterrâneos por novos tempos.

Dela participei desde os primórdios de seu lançamento. Senti o palpitar das emoções de nossa comunidade pela oxigenação nos costumes políticos para uma nova administração pública, voltada para uma autêntica cidadania. O PSDB e partidos aliados captaram esse sentimento.

Posso afirmar, convencido estou pela razoável convivência com o governador Reinaldo Azambuja, que ele tem amplo descortino sobre os problemas que terá de enfrentar. Tem – como disse Gil Vicente – estilo, engenho e arte. Qualidades as quais terá que colocar à prova, por conta das dificuldades econômicas e sociais que advirão em 2015. O grande homem, sabe-se, é testado nas adversidades da vida.

O governador Reinaldo terá a seu lado a alavanca propulsora daquela legião que a ele se somou na campanha eleitoral, assinale-se muito além das siglas partidárias – o povo. Este lhe dará o fogo cívico para que, em nosso Estado, acenda-se o clarão dos novos tempos. Nisto, confio.

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