No dia 24 passado, Lula fez o que gosta: discursou para um público onde o aplauso é a condicionante para ser sua plateia. Lula abusou ao se lançar em “defesa da Petrobras” . O povo brasileiro sabe que foi o PT, que pariu, amamentou nas tetas do governo, onde foram dados os primeiros passos e sustentação para a roubalheira na Petrobras, vergonha nacional formada pela maioria petralha. Não foram adversários políticos nem a imprensa quem levantaram as acusações, contra os que lesaram e pelo jeito outros continuam lesando a pátria. Foi a Polícia Federal e o Ministério Público Federal que agiram com lisura, coragem, competência e encontraram na fibra, eficiência e eficácia jurídica do juiz Sérgio Moro da Justiça Federal do Paraná a energia que os amalgamaram.
Lula ao atropelar seus achismos comparou famílias desestruturadas moralmente com a Petrobras, ao tentar fazer a defesa dos ladrões companheiros que assaltaram sistemicamente a Petrobras por tantos anos. Lula tentou justificar a roubalheira na Petrobras, ao dizer que os pais não teriam como saber o que se passa na vida de seus filhos a cada dia... Esse é um argumento desprezível porque as famílias brasileiras não podem ser comparadas a quadrilhas criminosas, pois os pais sabem administrar seus lares a não serem alguns desajustados.
A Petrobras tem sim responsabilidade nos crimes de tráficos de influência, de desvio de dinheiro público, de duplicação de custo de obras etc., ao afrouxar as cordas de controle. Lula agora tenta incendiar a Nação através de discurso demagógico e bem à vontade de marqueteiro inescrupuloso. O povo e a economia nacional sofrem horrores por causa das promessas mentirosas da campanha de Dilma. Outros discursos maquiados, não visam objetivamente a Petrobras, mas aos companheiros presos que podem requerer mais delação premiada e ainda comprovar sujeiras de mais cabeças super coroadas e até agora blindadas. Esse é o medo da cúpula petista, Lula e Dilma.
Acontece que a Petrobras passou a ter problemas de 1996 pra cá, mas de maneira individual, e nenhum depoimento ou documento apontou o governo de Fernando Henrique ou a ele individualmente, segundo Renato Duque e só de 2003 em diante a corrupção passou a ser arranjada, continuada já no governo petista de Lula. A Petrobras era uma das maiores empresas petrolíferas do mundo. Virou uma empresa rebaixada, que todo dia tem denunciados membros e ex-membros de sua ex-diretoria envolvidos em crimes. Parece que Lula em seu discurso ardiloso tentou encobrir a corajosa e limpa ação da Polícia Federal e Ministério Público Federal na operação Lava Jato.
Lula em recente discurso gritou, para sua plateia comprometida em aplaudi-lo, que estão “condenando inocentes sem provas”. O dúbio, pobre e abastado Lula vociferou contra “aseliti”. Lula de há muito não pertence à classe dos desfavorecidos nem aos sindicalistas. E ao defender ladrões compromete-se, na medida em que os réus têm contra si provas documentais e as demais permitidas no direito.
Com as descobertas das corrupções, desde o mensalão com Lula na presidência, o Brasil e o mundo ouvem promessas não cumpridas para o controle da corrupção e a roubalheira aumenta. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal ao investigarem, apreenderem documentos, prenderem suspeitos com ordem judicial, soltos alguns que ainda respondem processo, outros já em condição de réu, enquanto poderosos sentem-se ameaçados pelas denúncias que podem vir. Para controlar a corrupção acredito em duas medidas.
Primeiro, Dilma deveria eliminar a prática partidária para fazer arranjos. É preciso ter um governo não para os companheiros do partido, mas para os brasileiros. O contratado pode até não ser de carreira de órgão público, mas para dirigir tem que ser obrigatoriamente competente e do ramo para o qual for indicado.
Outra medida que pode barrar a corrupção na licitação e andamento das obras até final, coibindo vários superfaturamentos e mais roubalheiras seria a contratação de Seguradora que se incumberia da gestão dos controles das licitações com 100% de garantia. Afinal, o maior temor dos ladrões são as seguradoras que viram e reviram tudo e até podem revolver túmulos para não terem prejuízos e zelarem pelos seus nomes. Acredito nas Seguradoras para o controle e moralização do setor público na gestão de obras. Os legisladores deveriam se ocupar com essa possibilidade. Este é um tema que trago para conhecimento e discussão. Voltarei a ele, por enquanto lhe dou o meu bom dia, o meu bom dia pra você.