Com o Domingo de Ramos inicia-se, para as igrejas cristãs, a Semana Santa. Jesus Cristo é admirado e amado como um homem simples e humilde. Entra em Jerusalém montado num burrinho, símbolo da simplicidade e pobreza do povo.
É testemunho de fé e amor de uma comunidade que acredita nele e o reconhece como o enviado do Pai. Sua simplicidade contrasta com a imponência e arrogância dos poderosos desse mundo. Seu gesto humilde se opõe à força dos temíveis exércitos. Sua resignação perante o julgamento e a condenação apenas evidencia a maldade dos que exigem o seu fim.
Toda essa semana será lembrada e vivenciada com o amor e a gratidão dos que professam a fé cristã. Pois os acontecimentos lembram os momentos decisivos da vida e da pregação daquele que veio como o enviado do Pai para salvar a humanidade de seus pecados e garantir-lhe um lugar de glória junto de Deus.
É uma semana rica de ensinamentos sobre a misericórdia e o perdão. É uma semana em que se aprofunda o sentido do amor e da compaixão. É uma semana em que se celebra o sentido e o valor do sacerdócio e da eucaristia.
É uma semana que não apenas lembra acontecimentos passados, mas faz memória dos acontecimentos salvíficos na pessoa de Jesus Cristo que se fez alimento para sustentar a fé cristã e coroar de glória a todos quantos se nutrem desse alimento e se colocam como continuadores dessa obra salvífica doando a própria vida a exemplo do que fez Jesus.
Talvez permaneça em muitas mentes certa dúvida a respeito da validade dessas atitudes e dessas manifestações. Talvez pairem dificuldades em entender um Deus que, sendo soberano, se faz servidor. Principalmente pelo fato de, sendo Deus, nos convidar, não para cultuá-lo, mas para segui-lo.
Ainda está difícil, como o foi para seus discípulos, entender o gesto do Mestre e Senhor em assumir a tarefa humilhante de lavar os pés de seus seguidores. Gera estranheza às mentes menos esclarecidas o fato de, numa ceia tradicional, colocar sua carne e seu sangue como comida e bebida de salvação.
O impacto se torna mais marcante ainda quando afirma que havia chegado a hora em que iria ser preso, julgado, açoitado e condenado à morte e morte na cruz. Isso causou um mal-estar fora do comum em todos os que eram do grupo de seguidores. E na hora que fora preso, todos o abandonaram. Ficou sozinho.
Mas o amor tudo vence. Após Jesus ser crucificado, morto e sepultado, os inimigos festejaram. Enquanto festejavam, ele ressuscita e põe por terra todas as pedras que haviam colocado sobre ele.
E em seu caminho agora só aparecem luzes, alegrias e glórias. A vida venceu a morte. O amor venceu o ódio. A luz dissipou as trevas. E ele será glorioso para sempre.
A semana santa é oportunidade em que celebramos a vitória da graça sobre o pecado, do amor sobre o ódio, do perdão sobre a maldade e da glória sobre o sofrimento. O triunfo de Cristo será o triunfo dos cristãos. Feliz Páscoa!