Existem interrogações que desafiam constantemente a inteligência humana: “Deus existe?” “Quem é ele e o que faz?”. Essas e muitas outras interrogações perturbam e inquietam. Revelam as limitações em que nascemos e nos criamos.
Existe quem crê convictamente num Deus criador de todas as coisas. Existe quem duvide disso. Existe quem prefira acreditar na ciência e em sua evolução. Cada qual é livre em seu pensar, em seu interpretar e em seu modo de orientar o próprio viver.
Contudo, não poderemos nos acomodar em nossos conhecimentos e em nossos conceitos. É pertinente ao ser humano pesquisar e buscar incansavelmente a verdade a respeito de tudo isso. Em sã consciência, ele não pode se contentar com o que conhece ou com o que lhe foi transmitido pelos antepassados.
E são muitas as pessoas que preferem viver do jeito que sempre viveram por não suportarem o incômodo de terem que estudar, pesquisar e se atualizar nos conhecimentos históricos e religiosos.
Existe muito comodismo nas questões de fé. Elas preferem deixar como está, para não terem maiores dificuldades a enfrentar.
E isso não é bom. No campo da administração de uma empresa, sobrevive quem estiver atualizado tanto nas técnicas quanto na ciência de bem administrar. No campo da educação, é eficiente quem estiver atento à constante evolução da ciência pedagógica e psicológica. No ambiente familiar, viverá mais ou menos tranquilo quem participar frequentemente de reuniões e debates que dizem respeito à educação.
E no campo da fé? Existe quem se empenha em buscar conhecimentos e aprimoramentos para melhorar seu relacionamento com Deus e com os irmãos. Existe quem prefira organizar da melhor forma possível seus negócios e seus empreendimentos pensando que isso seja tudo. Este não abre espaço para o espiritual. Existe quem se inquiete constantemente por não entender esse mistério e não ver perspectivas seguras em sua fé.
E a sociedade se torna um túnel de incógnitas e de incertezas. Questiona-se o valor dos princípios da moral. Questiona-se o valor dos princípios cristãos. Questiona-se até a existência de Deus, sua presença entre nós e sua ação.
Não é proibido questionar. Faz parte da bagagem de quem não se contenta com o que conhece.
Busca algo mais seguro e mais esclarecedor a fim de garantir que a fé que alimenta é duradoura e verdadeira. Não aceita andar nas trevas da dúvida. Prefere a luz.
Quero deixar claro que não é Deus quem nos inquieta. Somos nós que nos inquietamos e nos questionamos. Deus aceita e ama cada um com um amor que é só dele. E o será daqueles que a ele se afeiçoarem e construírem comunhão de sonhos e de sentimentos.
Creio nesse Deus que respeita meu modo de pensar e minha maneira de interpretar. Creio nesse Deus que continuamente abre caminhos e possibilidades desafiando minha inteligência para descobrir e construir novos caminhos e novas possibilidades de ser feliz.