O país do pleno emprego, vendido na campanha eleitoral de Dilma Rousseff no ano passado já não existe mais.
Nos últimos quatro meses, a crise econômica brasileira passou a entrar em seu estado mais devastador: o desemprego crescente. Conforme informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, só no mês de setembro foram fechados 2.815 postos de trabalho em Mato Grosso do Sul, e no acumulado dos últimos quatro meses de sequência negativa, a quantidade de vagas encerradas chega a 6.606 em todo o Estado.
No Brasil, o mesmo Caged aponta números ainda mais impressionantes: 1,2 milhão postos de trabalhos fechados no mercado formal, nos últimos 12 meses. Dado que equivale a 100 mil vagas encerradas por mês, em média, em todo o País.
Os preocupantes números são o reflexo da crise financeira que teve início no fim do ano passado. Os dados do Caged são nada menos que um choque de realidade na vida do brasileiro.
O país do pleno emprego, vendido na campanha eleitoral de Dilma Rousseff no ano passado já não existe mais. Basta revisar a série histórica do levantamento do Ministério do Trabalho para perceber que tivemos em Mato Grosso do Sul o pior setembro desde 1992. Ou seja, um jovem de até 23 anos de idade nunca viu tão pouco emprego disponível na praça como agora. Exemplo intrigante e, assustador.
Foram 19.770 contratações contra 22.585 desligamentos no mês: mais gente na rua, procurando emprego. Menos pessoas com renda mensal e, consequentemente, menor movimento no comércio, na indústria e no campo. Todos componentes de uma crise econômica.
O exército de 1,2 milhão de desempregados em todo o Brasil também provoca outra consequência terrível para os governos federal, estadual e municipal. Sem renda dos trabalhadores, com pouco dinheiro circulando, a arrecadação também é menor, ao contrário dos compromissos de despesas assumidos por estes administradores, que se mantêm ou aumentam, gerando desequilíbrio fiscal.
O cenário econômico atual dá muito pouca margem para otimismo. Se houver alguma luz no fim do túnel desta crise econômica, ela está muito distante.
As contratações, o aquecimento nas vendas do comércio e da indústria só voltarão se houver grande dose de investimento. O problema é que o pessimismo instalado, a instabilidade política, e a incompetência do governo federal, dificultam qualquer aposta na recuperação do País em um médio prazo.
O estelionato eleitoral de Dilma Rousseff, como visto, se configura neste desemprego crescente. No ano passado, a presidente da República vendeu justamente a suposta estabilidade econômica e bons índices de geração de emprego até então, para conquistar votos decisivos que lhe garantiram sua reeleição para mais quatro anos. Flagrantemente, Dilma mentiu, e a população certamente cobrará caro esta traição.