Artigos e Opinião

OPINIÃO

Aldo Rebelo: "Defender o futuro"

Ministro da Defesa

Redação

06/01/2016 - 00h00
Notícia sem imagem

As crises são efeitos de problemas do passado que servem para reforçar o planejamento estratégico do futuro. Daí a iniciativa do Ministério da Defesa de projetar um percentual maior do orçamento do Brasil para suas atividades, garantindo a continuidade de programas que, em vez de interrompidos, devem ser acelerados. Em recente audiência na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, sugerimos que o Brasil siga o exemplo dos demais países do Brics, e, como Rússia, Índia, China e África do Sul, aplique um percentual próximo de 2% do Produto Interno Bruto na Defesa Nacional.

Além da manutenção das atividades regulares e conservação de equipamentos do aparato militar, programas estratégicos já em estágio avançado de produção precisam ser continuados. Um exemplo eloquente é o de submarinos, que inclui um navio de propulsão nuclear em construção pela Marinha, capaz de proteger nosso imenso mar jurisdicional com discrição e rapidez.  

Destaque-se ainda o programa cibernético e também o aeroespacial, no qual muito já investimos em satélites. Estamos próximos de concluir o cargueiro KC-390, em associação com a iniciativa privada, novo símbolo da irradiação de investimentos injetados na economia pela indústria de defesa. Há muitos outros projetos, de tecnologia da informação a radares, a depender de investimentos.

A iniciativa é semeada num tempo de contenção para florescer na bonança, ou seja, no vindouro ciclo de prosperidade que o País vai desfrutar após os ajustes que estão em curso. A vocação brasileira é de progresso e desenvolvimento, com clareza das prioridades determinadas por sua importância geopolítica como potência regional e força em ascensão no cenário internacional.

A ideia de que o mundo atravessa uma era de paz é falácia a que não devemos sucumbir. Apesar de vivermos em harmonia com os vizinhos, a Defesa Nacional precisa revigorar-se com forte poder de dissuasão num cenário de preocupante instabilidade. 

Artigos

Entre a estabilidade e o crescimento: o dilema dos juros no Brasil

O diagnóstico merece debate, mas reduzir a Selic por decreto ou a submeter a um conselho político não elimina os riscos de inflação, fuga de capitais e desvalorização cambial

05/11/2026 07h35

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Chega de caixa-preta nos cofres estaduais

A estagnação no faturamento estadual ocorreu em um período em que as autoridades locais se vangloriavam do crescimento em ritmo chinês do Produto Interno Bruto (PIB) local

05/11/2026 07h20

Artigo Correio do Estado

Artigo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).