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CORREIO DO ESTADO

Editorial desta quinta-feira: "Aquário: novos capítulos"

Editorial desta quinta-feira: "Aquário: novos capítulos"

Redação

07/01/2016 - 00h00
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Veremos, agora, depois da paralisação quantos milhões a mais terão de ser desembolsados

Novos impasses devem protelar ainda mais a retomada da obra do Aquário do Pantanal. Agora, o Governo de Mato Grosso do Sul cobra a devolução de R$ 3,6 milhões por serviços pagos e não executados. Da Anambi Análise Ambiental, responsável por cuidar dos peixes, a gestão estadual quer R$ 2 milhões.

Da Egelte são exigidos R$ 1,6 milhão, montante pago por construção que não foi executada. Caso não haja acordo, será necessário judicializar os pedidos para retomar a verba e sabe-se-lá quando esse dinheiro público será retomado.

Gastos muito acima do previsto, atraso da empreiteira vencedora da licitação, subcontratação da Proteco para finalizar os trabalhos, compra dos peixes antes da obra estar concluída, suspensão para auditoria interminável e até focos de dengue no empreendimento paralisado.

Estes foram alguns dos capítulos acompanhados pelos sul-mato-grossenses que esperavam benefícios para o turismo e economia local depois do investimento milionário. A obra começou orçada em R$ 84 milhões e já ultrapassava os R$ 200 milhões.

Com a paralisação, inevitavelmente, há tendência de encarecer ainda mais o empreendimento.

A atual gestão suspendeu os trabalhos no início do ano passado, mesmo com verba garantida para conclusão do Aquário. O secretário estadual de Obras, Marcelo Miglioli, chegou a garantir que os R$ 34 milhões - assegurados no Fundo de Compensação Ambiental pela gestão de André Puccinelli - seriam suficientes para terminar a construção.

Veremos, agora, depois da paralisação quantos milhões a mais terão de ser desembolsados. Por mais que fosse importante auditar a obra, era inevitável concluí-la, considerando que já estava praticamente em estágio final. Portanto, a ideia de suspender os trabalhos só implicaria em prejuízos.

Agora, infelizmente, os moradores precisam conviver com o mais novo criadouro do mosquito transmissor da dengue que custou milhões aos cofres públicos. Depois que o Correio do Estado constatou a existência de focos no local, a Secretaria Estadual de Obras restringiu o acesso ao empreendimento público.

Ou seja, não foi possível verificar se o problema foi, de fato, resolvido. Em plena epidemia, e com o surgimento dos casos de zika e chikungunya, não podemos conviver com este tipo de descaso. O poder público deveria ser o primeiro a dar exemplo.

A população, certamente, teme que o Aquário do Pantanal torne-se o mais novo “elefante branco” que custou milhões, mas foi abandonado pelo poder público.

Temos exemplo do Centro de Belas Artes e do Hospital do Trauma, esse último que, finalmente, deve ter a obra retomada. Enfim, o Governo Estadual  age com o devido rigor ao cobrar as verbas que foram recebidas para a obra do Aquário, sem que os serviços fossem executados.

Infelizmente, ainda faltou celeridade para que o prejuízo da paralisação não acabasse custando ainda mais os cofres públicos. Estamos aguardando por novos capítulos para que a novela da conclusão do Aquário encerre o quanto antes.

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