Uma experiência muito rica em sentimentos e em atitudes os cristãos viveram nesta semana que está findando. Sentimentos de compaixão, atitudes de fé e momentos de profunda reflexão sobre os acontecimentos que envolveram o Mestre dos mestres.
No primeiro dia da nova semana tudo mudou. Até esse dia havia uma expectativa profunda, muita apreensão, medo e até desânimo. As mentes estavam transtornadas sem ter como entender e como explicar o que havia acontecido. Tudo era trevas, escuridão e decepção.
Mas no primeiro dia, após tudo isso, a história mudou. O que era trevas se transformou em luz. O que era tristeza se transformou em alegria. O que era desânimo mudou em euforia. O que era decepção se transformou em contentamento. O que parecia derrota se transformou em vitória. O que era medo mudou em festa.
A vida venceu a morte. A luz derrotou as trevas. A alegria voltou aos semblantes. O amor encheu os corações. A euforia tomou conta dos gestos. E a paz voltou a ser celebrada e partilhada. Aquilo que parecia o fim de tantos sonhos voltou a transbordar em alegria, amor e confiança. Agora tudo passa a ter um novo brilho, um novo gosto e um novo visual. Aquele que estivera morto ressuscitou. E isso causou decepção aos que se haviam organizado para eliminá-lo. Tudo fizeram para impedir que sua doutrina se difundisse. Sepultaram sob pesadas pedras para que nunca mais interferisse em seus planos.
Mas enganaram-se. Quando se preparavam para celebrar a vitória, eis que surge a notícia de que aquele que estivera morto estaria vivo. Aquele que haviam sepultado estaria andando junto a seu povo.
Decepção de um lado e alegria de outro. Derrota para os poderosos e vitória para os humildes. O fato da ressurreição marcou a história da humanidade. Mesmo que nem todos acreditem, os fatos estão aí para atestar a veracidade dessa história e desses acontecimentos.
Diz o evangelista João: “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de madrugada, ainda escuro ao sepulcro, e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi dizer a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse: “Tiraram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram” (Jo.20,1)
Tanto Maria Madalena quanto os demais discípulos tiveram suas experiências com ele. E agora se encontram numa situação nada agradável. Confiavam que ele viesse e mudasse tudo. E veem com tristeza o fim de uma experiência amarga de vazio e de desânimo por não terem prestado atenção ao que ele prevenira e dissera.
Isso acontece para todos aqueles e aquelas que andam no mundo apoiados apenas nos sentimentos, nas emoções e na afetividade. Esquecem a necessidade do raciocínio, do pensamento efetivo e das atitudes adultas em face aos desafios.
E a ressurreição do Mestre supera todos os planos e todos os sonhos. Agora é hora de celebrar a alegria da vida que é eterna. Agora sabemos que a ressurreição não será algo que irá acontecer após a morte, mas uma realidade que celebramos todos os dias vividos em comunhão com o ressuscitado. Feliz Páscoa!