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Walter Roque Goncalves: "Não existe pílula mágica"

Walter Roque Goncalves: "Não existe pílula mágica"

Redação

01/08/2016 - 01h00
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Há algum tempo escrevi uma coluna baseada no artigo “À prova de crise”, publicado na revista Exame em Março de 2016.

Neste foram citadas empresas como Johnson & Johnson, Americana Dow, Unilever e Ambev onde os resultados têm se mantido na ascendente, mesmo diante à turbulência política e econômica que vivemos.

Hoje complementarei com dados não citados no primeiro artigo e com resultados recentes da Ambev que, a exemplo das outras empresas citadas, seguiu pelo caminho da eficiência e do investimento em pessoas.

Estas empresas investem em Universidades Corporativas, promoção de MBA´s, treinamentos de executivos, incentivo a programas de treinee´s, entre outros.

Em alguns casos, executivos mais experientes são promovidos a professores. Desta forma transmitem know-how para os futuros gerentes e sucessores. Os dados apontam que 70% dos novos líderes são formados dentro das empresas.

Frente aos desafios impostos pela crise econômica e política, os programas foram estrategicamente ampliados, pois estas corporações acreditam na eficiência como o melhor caminho para superação dos desafios econômicos.

É como diz David Ulrich, professor da universidade de Michigan, um dos mais renomados especialistas em liderança do mundo: “investir em gente é uma das decisões de negócios mais acertadas em um momento de turbulência.

"A mesma pesquisa aponta o outro lado da moeda: “Três em cada quatro empresas brasileiras não têm profissionais capazes de assumir a liderança”.

Faltam líderes. Além de 63% destas não identificarem os melhores profissionais, protelam a formatação de programas de sucessão e de aceleração de carreira.

A capacidade de inovar vem de equipes coesas, contudo ainda há muito que se fazer neste sentido, pois os números da consultoria Hay Group apontam “que mais da metade dos funcionários das empresas brasileiras está mais preocupada com a própria sobrevivência do que em entregar resultados melhores”.

Evidentemente, há muito trabalho a ser feito para transformar grupo de pessoas em equipes eficazes; capazes de potencializar as competências das corporações e torná-las ainda mais competitivas.

Muitos ainda consideram utopia o foco no desenvolvimento humano, mas não é! O instituto americano Gallup, prova a correlação direta entre as pessoas engajadas e os resultados da empresa, estes chegaram até a 147% acima da média. Além de que os fatores de desenvolvimento humano são utilizados como indicadores de qualidade de gestão para novos investidores.

Recentemente, relatórios publicados pelas principais corretoras de ações, como Citi, Geral investimentos, entre outras, apontam a Ambev entre as três melhores ações para se investir no primeiro e segundo trimestre de 2016. Os resultados são inspiradores!

Contudo, é importante lembrar que não existe “pílula mágica”: administração enxuta, eficiente, alinhada com as necessidades do mercado e como diz Bernardo Paiva, presidente da Ambev: “com gente boa para continuar a crescer”.

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