Cadê a isonomia que deveria ser aplicada no caso do vazamento da tratativa da delação premiada de Léo Pinheiro, no âmbito da Lava Jato? A Constituição Federal determina: “Todos são iguais perante a lei” – brasileiros e estrangeiros residentes no País... Por isso, essa máxima tem de ser respeitada, sobretudo quando em processo judicial na mais alta Corte da Justiça. Assim, quando o procurador-geral da República Janot resolveu anular a delação premiada do senhor Léo Pinheiro, presidente da OAS, que se encontra condenado, e sob a crítica de Gilmar Mendes, ministro do STF, de “vazamento seletivo”, dá a impressão de que tal decisão encobre sérias acusações que pesam contra Lula, sua esposa e outras figuras de destaque no então governo de Lula, além da citação do nome do ministro Toffoli, em reportagem da revista Veja.
Sobre a questão da revista Veja que citou o nome do ministro Toffoli, acredito que, antes do cancelamento da delação de Léo Pinheiro, o STF, na sua unidade maior, deveria ter checado se é verídica ou falsa a pretensa acusação ou citação, e por qual motivo. Na verdade a delação, antes de ser seletiva, ao ter a “solução” da PGR, deixou o processo inconcluso.
Demais a mais, como ficam as outras delações que também vazaram e não tiveram “solução” intempestiva, como a do presidente da OAS? As delações da Odebrecht e do ex-senador Delcídio, apenas como exemplos, também vazaram, mas estão validadas. E vejo como pior o fato de o ministro Gilmar ter acusado “giratoriamente” a PGR pela “delação seletiva”, além de acusações sérias que foram ditas sem comprovação. Afinal, todas as delações, em princípio, têm acordo de confiabilidade entre as partes, mesmo as acima citadas.
Acredito que, após a segunda versão do ministro do STF, que, na primeira vez, parecia estar indignado até com a ação da Operação Lava Jato e, na segunda entrevista ou depoimento, deixou desanuviada essa parte ao considerar valioso o desempenho e alcance da Lava Jato, também a PGR pode reavaliar com mais profundidade a delação de Léo Pinheiro e acabe a validando. Veja que a revista Isto É já deu chamada de capa para uma reportagem que mostra a atuação do principal assessor da presidente ré Dilma, Giles Azevedo, que estaria implicado em esquema de desvio de recursos que teriam calçado as campanhas da então presidente Dilma em 2010 e 2014. Elas estão na delação premiada da proprietária da agência de publicidade Pepper, de Danielle Fonteles. Segundo a reportagem, Giles administrou por determinação de Dilma repasses de mais de R$ 58 milhões, por meio de contratos falsos com quem? Exatamente com a OAS, mais a Odebrecht, Andrade Gutierrez e Queiroz Galvão nos governos de Dilma.
O depoimento de Danielle, que parece esquecido pelos “cabeças coroadas” do petismo, acaba com o discurso do golpe, comprovando o envolvimento pessoal de Dilma nos esquemas de corrupção. Sobretudo os municípios, desde o litoral até às áreas interioranas, diante de tanta desfaçatez e pouco caso de palacianos e seus “chegados”, acenderam fogueiras de vibração patriótica, destemor e organização nacional sem cor partidária. Embora os ladrões com sistema de corrupção tenham, de início, ficado abobalhados, logo se recuperaram e passaram a dar entrevistas até e principalmente para a imprensa internacional, como se não estivessem preparados para serem os coveiros de nossas esperanças quase sepultadas. E continuam os mesmos: não mudaram os cansativos e enjoados discursos. Ainda querem o poder pelo poder com objetivos pessoais. Espezinham a miséria do povo e as forças produtivas. Impatriotas ainda teimam em querer enterrar nossas esperanças. Assim, confiante no impeachment de Dilma e na capacidade de resistência das brasileiras e dos brasileiros na reconstrução nacional, dou-lhe hoje o meu bom-dia, o meu bom-dia pra você.