Do Estado Brasileiro podemos esperar de tudo, principalmente no tocante daqueles que supostamente governam este País. Enfim, um total desrespeito a população, aliás, elegemos políticos que na Câmara irão nos representar. Mas... Que representantes são esses? Não sabemos, até por que, não há confiabilidade nesses políticos.
Recentemente, a população brasileira se viu diante de um “impeachment” de uma presidente eleita pelo povo, não podemos dizer que o cidadão brasileiro teve a sorte de reeleger uma representante de um partido que permaneceu cerca de catorze anos no poder, aliás, votar não é o forte do brasileiro, tanto, que podemos perceber que continuamos mantendo no poder candidatos que não tem nenhum comprometimento com a pátria, um sinal que o ato de nacionalidade e patriotismo nesse País anda esquecido, num total desrespeito ao cidadão de bem.
É bom lembrar que a presidente eleita foi afastada com base no Artigo 52, Parágrafo Único, que no seu entendimento, diz o seguinte: funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Esse é o entendimento que traz a Carta Magna, e se espera que seja cumprido por todos e não somente pelo cidadão comum.
Entretanto, essa realidade, de maneira inversa, começa a se tornar corriqueira neste País, pois os nossos representantes fazem leis beneficiando a si próprios, seja financeiramente, seja para construir seu futuro político e pessoal, seja para saciar sua avidez de poder. Um exemplo é o entendimento adotado pela Suprema Corte quando habilitou a presidente afastada a exercer função pública, sem dizer às despesas, eternamente, que um ex-presidente gera aos cofres públicos, ou seja, todos têm a sua disposição, oito funcionários, dois automóveis, tudo pago com o dinheiro do contribuinte. Enfim, basta um mandato para ter todos esses direitos sem a necessidade de um concurso público.
Então: Que lei é essa que fere os direitos constitucionais?! Que lei é essa que assegura somente a alguns o direito?! Onde se aplica, então, a Carta Magna, se o próprio Supremo Tribunal Federal assegura o direito a algum cidadão?!Meu Deus! Que País é esse??!! Ora! É evidente que tudo isso acontece porque todos são “iguais perante a lei”, sem distinção de qualquer natureza, digo isso, entre “aspas”, porque ao nosso entender, presume-se, que a Constituição Federal seja inviolável.
Fato estranho! É algo para se pensar. Recentemente, na posse da segunda mulher a ocupar a Suprema Corte, tivemos o desprazer de assistir pelos meios de comunicação, personagens ilustres ocupando a cadeira de honra, personagens que respondem a processos no Supremo Tribunal Federal, personagens que publicamente disse, “Nós temos uma Suprema Corte totalmente acovardada”. Cabe, aqui, um instante de reflexão, é a chance de renovar, de levar ao poder pessoas compromissadas com o povo; uma nova classe de políticos, mais honestos e menos interesseiros, no intuito de organizar um Congresso responsável e idôneo.
Creio que há ainda esperança para o Brasil, se algum resquício de espírito democrático ainda estiver presente na vida e no espírito dos brasileiros, estamos próximos da eleição, é hora de separar o joio do trigo, o que virá demonstrar que a população já amadureceu o suficiente para escolher com responsabilidade e seriedade os seus representantes. Nesta eleição, tomemos como lição, e examinemos com atenção os candidatos que serão nos apresentados, pois, devemos evitar o continuísmo e o contágio das doenças politicamente transmissíveis inseridas na nossa cultura.