Recentemente, tivemos o desprazer de assistir pelo meio de comunicação, um candidato sendo levado algemado pela polícia e, ao mesmo tempo aplaudido pela população que votou nele, não só isso, fez toda a sua campanha dentro da cadeia. Inacreditável, isso é coisa que bole com os princípios da gente? Ah! Isso lá é mesmo! Faltou discernimento para o eleitor que votou nesse candidato. Pergunto: que tipo de contribuição esse candidato dará a sua cidade?
Ah! A televisão também nos mostrou outro candidato eleito pela população local e também sendo preso, por que em sua fazenda foi encontrado tonelada e mais tonelada de maconha. Alegação do candidato? Como sempre! Alegou ser inocente, o que foi encontrando não me pertence, em fim, a fazenda não é minha, embora esteja no meu nome e, por aí vai... Fato estranho, esse! A forma como as populações elegem os seus candidatos. Analisemos o seguinte: Com tanta operação sendo realizada pelos policiais neste País, aliás, que não são poucas... São tantas que os políticos também têm imaginação. Enfim, fica, então, uma reflexão: em quem confiar?
Convém lembrar aos desavisados que o significado de candidato vem do latim “candidatus”, ou seja, vestido de branco “candidus”. Assim, na antiguidade, aquele candidato que pleiteava um cargo público e precisava angariar votos se vestia de branco para simbolizar sua pureza. No entanto, não é bem isso que estamos presenciando, quisera os candidatos pudessem se vestir de branco, iguais às noivas na igreja, só assim, teríamos um casamento perfeito do “político” e o “eleitor”. Importante ressaltar que devemos exigir de um candidato ou candidata que a sua vida, e não apenas as suas roupas, estejam limpas!? Sem mancha.
Devemos tomar como exemplo esta última eleição para vereador e prefeito, quando a população, com certeza, refletiu no momento de depositar o seu voto, realizando uma limpeza na Câmara de Vereadores, porém, infelizmente, passaram despercebidos aos olhos dessa mesma população que não souberam distinguir o certo do errado e acabaram reelegendo candidatos que poderia ser renovado. Bem! Nem sempre se ganha, porém, é bom tomarmos isso como lição e, então, examinar, inclusive com cautela, as falas que nos são apresentadas pelos candidatos.
É preciso, agora, no segundo turno para prefeito, atenção redobrada, se não quiser se deparar novamente com manchetes folhetinescas que mancham de vergonha a fronte da nossa carinhosa Cidade Morena, por que, a cada mandato de quatro anos, a história se repete nesse contínuo de promessas vãs, as obras inacabadas se acumulam, mostrando o descaso das autoridades com o dinheiro público.
Vejamos um exemplo: a obra que seria a futura rodoviária de Campo Grande construída no bairro Cabreúva, ali, contrastando com moderna avenida, repousam esses gigantes de concretos que compõem o vergonhoso acervo político-histórico da Cidade Morena. Enfim, um patrimônio dilapidado, desperdício ilógico do dinheiro público. Veio um prefeito, outro e mais outro, e o desejo foi se tornando infindável. Os moradores, hoje, convivem, com um local inseguro, desprotegido, a vegetação tomou conta, acúmulo de lixo, mendigos.
As chuvas transformaram o local em pequeno lagos que fazem a alegria dos sapos, eclodindo num concerto ruidoso e desconcertante, inclusive, contribuindo para a proliferação do mosquito, que tanto o município combate. Voltemos, porém, ao passado: Na época, da construção dessa obra gigantesca o Estado era de um partido oposto ao do Município, enfim, viviam num conflito judicial, ou seja, não sabia a quem imputar a responsabilidade de tão esplendorosa construção. E, ali em silêncio, o gigante continua inacabável.
Perguntamos, ora! Até quando a população terá que conviver com esse cenário? Obras inacabadas e o descaso com o dinheiro público? Não sabemos. Acorda, Brasil!!!