Há algum tempo, o homem do campo teve orgulho de ser denominado Fazendeiros, usavam bonés, camisetas e até estampavam nos carros adesivos com a frase - Fazendeiro mesmo!
Atualmente, não vemos mais isso. Sumiu! Graças ao marketing pesado das ong’s e o barulho dos ambientalistas e ecologistas de plantão (financiado por quem?), o homem do campo se sentiu, talvez, envergonhado da denominação Fazendeiro, e então, passou a usar uma denominação mais “suave” aos ouvidos da sociedade - Produtor Rural. Qual o problema? Nenhum! Mas, não deixou de ser Fazendeiro (aquele que cuida e cultiva sua terra). O próprio homem do campo sentiu-se incomodado com a titulação Fazendeiro, pois, os ambientalistas de plantão transformaram a palavra, Fazendeiro, e a figura do mesmo parecer uma coisa ruim, uma pessoa do mau.
Pois bem, uma mentira repetida mil vezes, parece ser verdadeira.
É isso? Não! Claro que não! Hoje, vejo o uso, com certa timidez, de adesivos com a frase “Produtor Rural, com orgulho”.
Ser Fazendeiro e/ou Produtor Rural da na mesma.Talvez, nossa defesa e a visão de opinião pública esteja equivocada, isso mesmo!
Vejo muita gente, falando, como se estivessem desabafando, “quem põe comida na sua mesa é o Produtor Rural”. Na verdade, não é bem assim que funciona...Porque o cidadão urbano não ganha seu alimento e tantos outros produtos do agro, de graça. Ele tem que trabalhar para comprar seus alimentos. Isso mesmo, simples assim. Portanto, não colocamos o alimento na mesa do povo. Nós o produzimos! Este é o milagre da comida nossa de cada dia, este é o papel mais nobre do Fazendeiro, e de quebra, além da vocação de produzir, temos a obrigação, como se fosse somente nossa, de preservar o meio ambiente. Sustentabilidade!
E se nós, Fazendeiros, não produzirmos o alimento, a matéria prima para as vestimentas e tantos outros produtos, preservando o que temos de mais sagrado, que é a terra e os rios, aí sim, o cidadão não terá o que comer e vestir. A isto, dar-se-á o nome de VOCAÇÃO. O médico se especializa em salvar vidas, o Fazendeiro, produz alimentos para todos. O engenheiro, faz casas e prédios, o Fazendeiro, produz alimentos para todos. O mecânico conserta carros, o Fazendeiro produz alimentos para todos. O marceneiro constrói móveis, o Fazendeiro produz alimentos para todos. A dona de casa cuida da família, o Fazendeiro produz alimentos para todos.
A investida desenfreada e imprudente dos ambientalistas, com interesses obscuros, contra os Fazendeiros incomoda, porém, estamos acostumados a lidar com as adversidades, ou não?! Sol, calor, chuva de mais, chuva de menos, seca, frio, pragas, exploração no preço dos insumos, impostos, etc., mas, mesmo assim, o Fazendeiro está lá, no campo, produzindo e vai continuar assim. Produzindo!
Como podemos mostrar, esta vocação divina, à sociedade? Da forma mais simples, e que é a mais sagrada do mundo - COMIDA e ROUPA.
Se a população for informada e entender que a comida sagrada do nosso dia-a-dia é produzida por um Fazendeiro, que a roupa e sapatos que vestem são produzidos por um Fazendeiro, tenho certeza que mudaremos a opinião pública, sem estresse.
Afinal, a nossa missão é esta, produzir com sustentabilidade! Depois que a produção passa pela indústria e chega no varejo, poderia o industrial ou o varejista colocar nas embalagens, nos outdoors, nas propagandas em geral - Produzido por um Fazendeiro!
É verdade que em alguns casos, muito timidamente, já se faz isto.
Acho que está na hora de propormos esta simples parceria com a indústria e varejo.
Eles ganham muito, mas muito mesmo, com a nossa produção.
A sociedade precisa saber que, nesta história, quem paga mais caro é o cidadão e o Fazendeiro.
O Agro não é só pop, o Agro não é só Tech, o Agro, é muito mais, é amor, é vocação! Em outros países, o Fazendeiro é reverenciado! Aqui, somos apedrejados. Porém, quem apedreja, não sabe o que realmente está fazendo.