Na hora que seu filho abrir sua mochila e retirar os inúmeros livros, cadernos e apostilas para fazer as tarefas de casa, pergunte se ele é FELIZ. Com certeza, sua resposta será NÃO.
Abarrotado de conteúdos inúteis, sua vida vai se esvaindo, assim como a sua inteligência, vítimas que são de uma educação mercantilista de escolas que ainda acreditam que para viver no futuro é necessário decorar os “afluentes do Rio Amazonas ou a formula da equação quadrática.”
Além disso, são vítimas também, de pais, que entrando nessa gincana maluca, entopem as agendas dos filhos, com outras atividades como kumon, inglês, natação, judô, acreditando que estão contribuindo para sua formação. Enlouquecemos ou pegamos o rumo errado?!
Enquanto aqui, no Brasil, discutimos quais matérias vão entrar ou não na reforma de ensino, formatando de modo diferente o mesmo, nos países desenvolvidos eles procuram fazer mudanças nos seus sistemas educacionais.
A Finlândia, país conhecido pelo sistema educacional considerado um dos melhores do mundo, fez uma mudança radical.
A partir do ano passado, começaram a aplicar um novo método conhecido como “phenomenon learning” (‘aprendizado experimental’), substituindo as aulas tradicionais, baseadas em conhecimentos isolados de matérias diferentes e estanques (matemática, literatura e ciências), por projetos temáticos nos quais os alunos, com papel ativo, se apropriam do processo de aprendizagem.
Entenderam que a forma tradicional de educação, não prepara as crianças para o futuro, quando precisarão de uma capacidade de pensamento transdisciplinar, olhar os mesmos problemas a partir de perspectivas diferentes e usando ferramentas diferentes. (Marjo Kyllonen, gerente de educação de Helsinque).
Na Dinamarca, considerada a nação mais feliz do mundo há 40 anos, os pais e as escolas estimulam a brincadeira, que faz parte do processo educativo desde 1871.
Acreditam que crianças felizes se tornam adultos felizes que, por sua vez, criam filhos igualmente felizes. As crianças ficam 14 horas na escola e no período da tarde passam no que eles chamam de “escola do tempo livre”, um lugar onde elas só brincam.
Para eles a brincadeira desenvolve empatia, estratégias de negociação e até a habilidade para lidar com o stress. Com a brincadeira eles têm a oportunidade de desenvolver a resiliência, que é um dos componentes importantíssimos para a felicidade.
Diante disso, mais do que escolher escolas por valores, estrutura física, idiomas oferecidos, propaganda em outdoor e comodidade, a pergunta que precisa ser feita é: FILHO, VOCÊ ESTÁ FELIZ?!!!