Assim chama atenção o apresentador da TV para que o espectador preste atenção àquilo que interessa na notícia. “Pensa comigo” é outro bordão com o objetivo de forçar a reflexão para o que interessa. A corrupção está presente onde existem interesses escusos, poder, dinheiro, falta de ética, moral e caráter e a maioria das pessoas não vivencia eventos que propiciem tais oportunidades.
Políticos não são corruptos e, sim, algumas pessoas que encarnam a função pública de representação da sociedade desprovidas de qualquer ideologia filosófica ou conduta moral e capazes de escamotear a verdade na representação de identidade popular, com desvio de valores éticos e que se locupletam com vantagens em benefício próprio, resultado de favorecimentos oferecidos por um corruptor.
Empresários e empreiteiros também não são corruptos e, sim, alguns escroques (atualmente um grande número), criados insidiosamente e silentes que se utilizam de relações promíscuas com autoridades públicas detentoras de poder de decisão como meio de alcançar e justificar os fins na obtenção de seus objetivos, de projetos, e de lucros a qualquer preço, por meio de lobbies, esquemas, conluios, favorecimentos, fruto correspondente às expectativas das leis de mercado e de uma política antirrepublicana.
Invertendo, o corruptor, sim, é uma figura mundial, ligado a inúmeras e diversificadas atividades econômicas, com obras faraônicas de construção civil de infraestrutura, em sua maioria financiadas pelo poder público nos diversos níveis de governos brasileiros, que datam de 1945, estendendo e diversificando suas ações internacionalizadas e obras governamentais a partir de 1979 (hidroelétricas no Peru e Chile e em Angola, em 1984). Em 2001, ganha o reconhecimento como a maior empresa na construção de usinas hidrelétricas e aquedutos, a maior construtora da América Latina e uma das 30 maiores exportadoras de serviços do mundo, após prestar serviços na Europa e nos Estados Unidos.
No Brasil, o poderio corruptor por meio da criação de setores, corporações, consórcios, tentáculos, admitindo a geração de filhotes, alguns nascidos na ditadura (as demais empreiteiras envolvidas nas investigações), vem gradativamente sendo alçado a herói pela mídia cooptada e cuja coexistência data de anos a fio, visto que os atuais atores (na economia, na política e também na comunicação) são filhos e netos (3ª geração de falta de valores) de salafrários, que se apoiaram uns nos outros e que participaram nesses anos da vida nacional por meio da compra de votos, apoios eleitorais, ações espúrias nas mais diversas administrações públicas, com notícias manipuladas e tendenciosas e outras, no entanto, silenciadas propositalmente pela mídia, conivente com o malfeito e a “pratica do se dar bem”.
A participação no desenvolvimento nacional com obras de grande vulto (Itaipu Binacional, Ponte Rio-Niterói, Transamazônica, Ferrovia Norte-Sul, Usina Nuclear, edifício-sede da Petrobras), rodovias paulistas (Imigrantes, Trabalhadores e Castelo Branco) e mais, recentemente, diversificadas e voltadas para as políticas populares, como arenas multiúso, rodovias, trens urbanos, serviços de saneamento básico, metrôs e aeroportos, foi a forma de financiamento dessa elite podre.
O poder corruptor, de força capitalista internacional, tem a capacidade de comprar agentes públicos, é capaz de envolver membros dos três poderes da República e tem um departamento chamado de Operações Estruturadas. Diversos ex-diretores, que amorais usufruíram de benesses e boa vida, extensiva a familiares, pertencentes aos altos níveis socioeconômicos, cognominados de delatores, colaboradores da justiça e que vêm a público depois de acuados pelas prisões preventivas e como forma de se desvencilharem do tacão da lei, pulverizando veneno para atingir a democracia e dificultar o andamento das investigações, estes não podem e não devem ser considerados heróis mesmo pelos 140 milhões de votantes do “BBB”.
Pessoas que confessam culpa e admitem devolver milhões ao erário, desviados indiretamente, por conta de superfaturamento na compra, dos programas sociais, projetos, propostas, orçamentos que envolvam dinheiro público, devem cumprir as mais altas penalidades, mesmo que detidos em suas ricas mansões com uma tornozeleira importada ou só cuidando dos filhos menores.
Portanto, repito: corta pra mim e pensa comigo!