Acredito que cada professora e professor, pelo menos de Campo Grande e Dourados, têm a responsabilidade de se engajar no abraço às oportunidades de aprendizado nos dois Centros de Línguas e Libra de Mato Grosso do Sul, Fernando Peralta Filho, um na Capital e outro em Dourados.
O Centro de Línguas e Libra de Mato Grosso do Sul está com os dias contados para seu fechamento.
Fui informado que está em construção uma petição virtual contra essa tesourada e que será entregue na Assembleia Legislativa, nos primeiros dias de agosto, com vistas a sensibilizar a sociedade sul-mato-grossense e o governo do Estado.
O foco é a drástica medida de corte de cursos de línguas como inglês, espanhol, alemão, francês, italiano, libras e português para os haitianos.
O que sei é que os funcionários concursados serão realocados e os convocados estarão dispensados a partir do dia 26 de agosto. Os alunos, bem, estes que se virem, para não dizer o pior.
A decisão de corte, se prevalecer sobre os anseios da sociedade, sacrificará o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, num clima de desconstrução do futuro de muita gente, direta e indiretamente. E ficará como uma espada sobre a cabeça de cada sul-mato-grossense com futuro incerto.
Trata-se de duas instituições de ensino extracurriculares, é verdade, mas, de grande abrangência educativa, social e econômica no meio de duas sociedades; a campo-grandense e a douradense.
E mais: o governo através da Secretaria de Educação não fez nenhuma audiência pública com famílias, comunidades abrangidas, alunos e corpo docente das duas escolas sobre o fechamento.
A decisão não foi nem informada oficialmente aos interessados, mas à revelia das comunidades campo-grandense e douradense através da imprensa, segundo estou informado. Prefiro não acreditar que alguma atitude de cursos pagos tenha influenciado a decisão governamental, porque as pessoas que dependem do Centro de Línguas e Libra de Mato Grosso do Sul não têm como pagar.
As oportunidades no ensino não podem ficar a reboque de dependências de ações individualizadas como se fosse mera despesa no sistema econômico, e que pouco refletem o comprometimento com as instituições às quais os cursos são vinculados.
Não dá para concordar com essa fragmentação de chances em que o País grita para criar e manter o crescimento de inteligências. É preciso oportunizar o desenvolvimento. Portanto, que todos os governos do federal, passando pelo estadual até ao municipal institucionalizem o desenvolvimento também através do ensino extraoficial e escolar.
Essa manifestação de vontade de corte governamental é uma distorção que mostra a “pouca importância” do ensino extracurricular que precisa ser reconhecida como sinal de alerta mostrado à sociedade para ser discutida antes que se infernize a vida de pessoas que acreditam que o governo é feito para pessoas que suam, correm, e aspiram crescer junto ao seu município, estado e País.
Não são números ou estatísticas sem almas. Se falam e reclamam é porque ainda acreditam que possa ter havido erro de avaliação e não má vontade administrativa.
Do lado dos alunos e familiares, professores e familiares e da sociedade em geral ainda está a esperança que não quer ser perdida. Assim, minha cara e caro amigo dou hoje o meu bom dia, o meu bom dia pra você de esperança e fé.