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OPINIÃO

Benedito Rodrigues da Costa: "Brasil: um país travado"

Economista

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A sensação que temos hoje é de que estamos vivendo apenas de esperanças, porque os nossos caminhos estão interrompidos. Basta olhar as nossas rodovias em estado lastimáveis, onde as concessionárias alegam falta de recursos por parte do governo para recuperá-las. Com isso, o preço dos produtos produzidos no campo sofrem as consequências da falta de competitividade; as ferrovias ficaram apenas na memória, porque os projetos não evoluíram, e os recursos aplicados viraram sucatas, um monte de ferro literalmente enferrujados. Hidrovias?  Nem pensar!

O Poder Executivo está engessado, o chefe do poder preocupa-se com a salvação do seu mandato, situação que se arrasta há algum tempo. Com isso, as rotinas imprescindíveis sofrem soluções de continuidade, o que tem causado frequentes quedas de arrecadação do Tesouro Nacional pela desconfiança do empresariado em relação ao futuro político do atual presidente, Michel Temer, que abriu as torneiras para atender às gulosas pretensões dos senhores deputados que podem, mais uma vez, livrá-lo do processo pelo STF, que poderá absolvê-lo ou cassá-lo. Com isso, falta verba para tudo no País. 

Somos um povo tranquilo e pacífico e, aparentemente, tudo corre sem nenhum nervosismo que possa preocupar os detentores do poder, mas, se houver mais uma acentuada queda na arrecadação e a folha dos salários, dos benefícios e das pensões não for paga, aí com certeza esse comportamento mudará por completo, até porque, a parte mais sensível do corpo humano se chama “bolso”.

Assim sendo o “deitado eternamente em berço esplêndido” num piscar de olhos se transformará em “de cabelo em pé e arrepiado”. Por enquanto, as instituições estão sendo respeitadas e há a esperança de que tudo se resolva dentro dos princípios de justiça e de direito, respeitando principalmente o que preconiza os ideais da democracia.

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