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Ernesto Caruso: "Recordando 1935: intentona comunista"

Militar Reformado

Redação

07/12/2017 - 02h00
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Mais do que linhas arquitetônicas contorcidas artisticamente a cintilar e ofuscar a visão pelo brilho está a mente das gentes, que independendo do olhar sente no seu mais elevado consciente a história que se tenta mudar.

Tentativa vã, pois a mancha indelével do sangue derramado pelos brasileiros, mortos traiçoeiramente pelo sectarismo dos comunistas em 1935, não será removida pela estampa da armadilha, na forma inconsciente, que ardilosamente disfarçada, pretende substituir o algoz da intentona pelo pretenso herói da marcha/coluna, cujo comandante era o general Miguel Costa.

A suntuosidade do memorial Luiz Carlos Prestes (Palmas-TO), acolhendo uma pequena escultura de Lênin entre outros pertences do fanático adepto da extinta matriz comunista, vai fazer lembrar ao brasileiro que na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, existe um Monumento desprovido do luxo, onde o bronze representa um Soldado, tristemente atingido por um falso colega que não defendia o lábaro verde-amarelo, apunhalando-o pelas costas, à noite, como o pior dos inimigos e a mando de outra nação, ainda que no mesmo uniforme. Torpe mimetismo.

Nas suas oito décadas de existência, os seus feitos se resumem em plantar a cizânia, na destruição da sociedade e na luta de classes, lançando uns contra os outros, em lutas fratricidas, explorando as diferenças, em vez de aproximar, unir e aprimorar os costumes. Não.

Havia de aniquilar para depois erigir uma nova sociedade utópica, mesmo que fosse preciso exterminar os que assim não entendessem. Milhões de seres humanos foram mortos em nome do comunismo sob o manto da salvação.

Matar, matar e “salvar” o pouco que sobrar. Que sonho macabro entorpecia essa gente. Como ser possível render-lhes homenagens, ainda que dissimuladas? Monumento a Prestes também em Porto Alegre, loas a Marighela e a outros comunistas como Apolônio de Carvalho.

O da Praia Vermelha representa o requinte da simplicidade. Não reflete a luz, pois que suas lápides não são polidas. Tem luz própria, energia gerada pela dignidade e pelo patriotismo. É testemunha do sangrento episódio quando lá existia o 3º Regimento de Infantaria, onde tombaram verdadeiros heróis, que jamais empunhariam armas contra a sua Pátria. Nem declararam que o fariam.

As inscrições sob um esquife perpetuam os nomes das cidades onde ocorreram tais ações: Recife, Natal e Rio de Janeiro. Sob o outro, a frase que nem a ousadia do falseado revisionismo tentaria transcrever nos seus memoriais: “DVLCE ET DECORVM EST PRO PATRIA MORI”.

Os traidores da nacionalidade viveram na clandestinidade, como o memorial lhes retrata, não emergindo como heróis em pedestal, mas, sim, a conduzir ações predadoras, que ainda hoje seus seguidores fazem enaltecer, a despeito do comprovado insucesso do país que foi laboratório e disseminador do estado totalitário, que ruiu, como a estátua de Lênin, não a pequena dos que lhe prestam reverências, mas as grandes que simbolizavam a opressão, e pelas mãos do seu povo.

Merecem palmas e aplausos os que foram perpetuados como mártires de 1935, cuja chama democrática iluminou os caminhos da Nação Brasileira, livrando-nos de uma experiência vivida por outros povos que choraram por seus mortos em lamentáveis e expressivos dados estatísticos.

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