Que barulho faz o silêncio dos pobres, necessitados, injustiçados e aflitos desta Nação! Não escutam, entretanto, os que mais deveriam ser atentos aos murmúrios e lamentos da voz de milhões de almas nativas de um País extenso territorialmente.
Seria por isso, pelas longínquas distâncias que separam, uns dos outros, que persista a desigualdade e pobreza entre o povo? Será que o tamanho do Brasil justifica a fome, a doença e sede de sua gente?
Os mais de oito milhões de quilômetros quadrados do País certamente se configuram como um obstáculo na consecução e efetivação de políticas sociais seguras e exitosas à população mais necessitada.
Isso pode até ser uma justificativa para algum deslize aqui ou ali, contudo, não pode, jamais, ser a desculpa para qualquer acontecimento mais grave ou desastroso, que comprometa a segurança alimentar e da vida do cidadão brasileiro que precisa e só tem o Estado para lhe atender em suas necessidades mais básicas.
Não se pode aceitar nenhum argumento de extensão territorial para atendimento à população, pois os mandatos dos políticos são escolhidos por todas as regiões do País e cada um deles tem a obrigação e competência de cuidar do lugar onde representa.
Recentemente, aliás, quase que frequentemente, vimos noticiários na mídia de falta de medicamentos e vacinas nos centros de saúde, da merenda escolar nas escolas, de dinheiro para consertar viaturas da polícia, da superlotação nos presídios, enfim, da falta da infraestrutura mínima para serviços básicos da educação, saúde, segurança e o serviço social aos cidadãos. Isso para não falar da insatisfação dos recursos humanos dessas áreas, que reclamam dos baixos salários e descaso com as suas reivindicações.
Essas faltas, essas reclamações, insatisfações são eternas, Nunca são resolvidas, pois quando o poder público resolve atender, outras já se fazem evidentes. É como se quando se conserta a suspensão do veículo policial, depois de tanto tempo estragado, já se faz necessária a compra da bateria nova.
Quando chega a vacina no posto de saúde, já acabaram faz tempo os medicamentos diários do povo. Quando chega o uniforme escolar, a merenda está em falta.
E assim, por aí vão as coisas neste Brasil de inocentes, que nunca podem reclamar. Mas e aos seus representantes legais, no Congresso Nacional, falta alguma coisa? Será que existe também alguma dificuldade aos senhores senadores e deputados federais do estado e/ou cidades dessa gente que eles representam?
Obviamente que nada falta a esses indivíduos. O sistema político brasileiro é surreal e a ignorância do seu povo o torna ainda mais letal, na medida em que seus cidadãos não se conscientizam de que só a educação os libertará desse jugo maldito de políticos corruptos.
Uma terrível, criminosa e espúria onda vicejante paira sobre este País, insuflada pelos que detêm as chaves dos grilhões do povo, e pela constante afirmação por esses canalhas de que as coisas são assim mesmo, que este País é grande e que tudo deve caminhar como está. Balela.
Uma nação só muda se o seu povo mudar suas atitudes. Nada detém a força conjunta, única e invisível de pessoas. A Força silenciosa dos inocentes é imbatível, todavia, nem sempre a multidão humana consegue se organizar sem uma liderança forte e sábia, o que não existe atualmente no Brasil. O País está órfão de líderes. Faz tempo. Estão mortos seus heróis e uma importante eleição se avizinha.
Aventureiros, oportunistas, velhas raposas, demônios travestidos de anjos, salvadores da pátria e tantos outros se apresentam aos inocentes. Silêncio. Na única hora, no melhor, definitivo e fatal momento aos seus algozes será que mais uma vez os inocentes silenciarão e concederão, mais uma vez, as chaves de seus grilhões aos seus torturadores?
A inJustiça Eleitoral abrirá e fechará o espetáculo, ou as masmorras. Mais uma vez. Será?
Como comer a carne do seu algoz, ó povo? Descubra! Ou seja, devorado!