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Gilson Cavalcanti Ricci: "Ressurreição da ferrovia em MS"

Advogado

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Notícia alvissareira publicou o Correio do Estado na edição de 30 de março p.p. A Alemanha cogita associar-se ao Brasil na reconstrução das ferrovias brasileiras, projetando inicialmente a recuperação da antiga linha de Bauru a Corumbá, com 1.700 quilômetros de extensão, que integrará a futura Ferrovia TransAmericana interligando o Atlântico ao Pacífico. É um sonho que colocará Mato Grosso do Sul como um dos maiores exportadores brasileiros de produtos agrícolas e industriais. Tal perspectiva começa a surtir bons frutos à balança comercial brasileira, com sinais efetivos de um final feliz para a crise econômica. A economia nacional ressurge impulsionada pelo trabalho silencioso do agronegócio e da indústria. Nesse mister, a produtividade de ambos os segmentos econômicos recomeça a dar passos firmes rumo ao equilíbrio da economia brasileira. Segundo estatísticas idôneas recentes, a economia cresce auspiciosamente, projetando-se o índice de 2,8% de crescimento em 2018. Em 2017, Mato Grosso do Sul, sozinho, produziu mais de 15 bilhões de dólares, graças à exportação para o exterior de grande tonelagem de grãos, carnes, produtos industrializados e minérios, produção essa que, somada a de outros estados exportadores, não tardará a levar o Brasil a fulgurar novamente entre as maiores economias mundiais.

O sucateamento das ferrovias brasileiras constituiu imperdoável descaso do governo, que encareceu e emperrou o escoamento da produção agrícola e industrial, em gritante prejuízo aos produtores. Um crime que passou desapercebido pelos poderes competentes, cuja inércia foi a responsável maior pela deterioração da economia nacional. O desprezo nefasto às ferrovias ganhou grande amplitude durante a construção de Brasília. Poderosos grupos empresariais do ramo de transporte pesado passaram a ter influência política no âmbito do governo federal, e assim forçaram a expansão da malha rodoviária brasileira, para atendimento da grande demanda de carga pesada empregada na construção da nova capital brasileira. Surgiram dessa forma várias rodovias pavimentadas de longo percurso, de norte a sul do País, por onde passou a circular a totalidade de tudo quanto o Brasil produz, provocando de uma hora para outra o desaparecimento das ferrovias. Paralelamente, surgiram pesados impostos e taxas para atender a conservação das rodovias. Na vastidão do território brasileiro não tardou a deterioração do leito carroçável das rodovias, provocando o colapso da malha rodoviária, que não resistiu ao tráfego intenso de veículos pesados. Várias rodovias ficaram intransitáveis, e o governo impotente para recolocá-las em funcionamento satisfatório.

Criou-se então o Dnit, um órgão do governo destinado a administrar e zelar as rodovias. Implantou-se o pedágio a cargo de empresas particulares, incumbidas de zelar pela boa qualidade da estrada contratada, com a contraprestação do governo por meio do pedágio pago pelos usuários. Esta solução simples e criativa cuida das estradas contratadas sob fiscalização do Dnit, as quais empregam no serviço boa infraestrutura operacional, garantindo aos usuários segurança e conforto. Todavia, muitas rodovias brasileiras não podem dispor do sistema de pedágio por ordem econômica, ou por inaceitável falta de vontade política. Lamentável observar que muitas rodovias se deterioram mormente em épocas de chuva, constituindo uma real ameaça à vida dos usuários, enquanto outras modernizadas pelo pedágio oferecem conforto sofisticado, como serviço mecânico, telefone, pronto socorro médico, etc.
Com as ferrovias funcionado novamente a pleno vapor desfrutaremos radical melhoria no sistema de transporte de cargas e passageiros e, sobretudo, vantajosa redução dos custos operacionais. Como antigamente, poderemos viajar no mais romântico de todos os meios de transporte que o homem inventou: o trem. Quiçá em um luxuoso vagão do Trem Bala! 

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Editorial

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