Artigos e Opinião

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Saúde é não negligenciar"

Confira o editorial desta sexta-feira:<br>"Saúde é não negligenciar"

Aline Oliveira

28/09/2018 - 03h00
Notícia sem imagem

Os problemas do sistema de saúde pública são facilmente citados, enumerados e detalhados por qualquer cidadão: falhas na estrutura, negligência em todo o processo de atendimento, desde o caso mais simples aos mais complexos e, claro, demora para oferecer a devida atenção ao paciente, sem contar a permanente falta de dinheiro de um setor que consome cifras bilionárias anualmente.

Há, alguns problemas, no entanto, que não dependem da complexidade em que o sistema de saúde se estrutura. Se os profissionais da área fossem mais zelosos em algumas situações, eles não ocorreriam, e o mau exemplo não era perpetuado.

Ontem, em Campo Grande, o maior hospital de Mato Grosso do Sul ficou praticamente todo o período da manhã sem energia. A causa (que poderíamos chamar de estopim) do apagão, foi um curto circuito em um dos setores da Santa Casa. A origem do problema elétrico - que poderia ter se tornado um incêndio - é muito mais profunda, e fácil de ter seus responsáveis apontados: trata-se do descaso e da negligência.

No início deste ano, o Correio do Estado havia denunciado que a Santa Casa funcionava sem os alvarás necessários, expedidos pelo Corpo de Bombeiros. Na edição de hoje, em que o incidente é relatado, lembramos que - mesmo após reportagem - nada foi feito pelo hospital, que continua funcionando, sem autorização.

A direção da Santa Casa, hospital que pertence à Associação Beneficente de Campo Grande, faz vistas grossas para qualquer denuncia referente ao descaso com a estrutura da unidade, por um motivo muito simples. Ele não tem concorrência na prestação de serviços de alta complexidade.

O poder público estadual, nunca teve a intenção de ampliar e equipar o Hospital Regional, nem a prefeitura de Campo Grande, gestora plena dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), teve o interesse de assumir o HR, ou de construir seu próprio hospital. Tal cenário dá à Santa Casa a segurança de desprezar autoridades sérias e respeitadas, como os bombeiros militares.

O entendimento tácito é de que o interdição da unidade por falta de alvará provocaria danos muito maiores do que manter os pacientes correndo riscos contínuos, o que é lamentável.

Esperamos que, após o incidente de ontem, a Santa Casa de Campo Grande seja mais responsável, e use parte dos mais de R$ 20 milhões que recebe mensalmente, para se adequar aos limites da lei, o que todas outras edificações privadas têm o dever de fazer.

As autoridades municipais e dos bombeiros, e também o Ministério Público Estadual, devem ser mais enérgicos com a direção da Santa Casa, para que o curto circuito de ontem, não se transforme em uma tragédia muito maior. Quem fiscaliza, também é responsável. 

Artigo

A vingança da natureza promete ser terrível!

As florestas tropicais, como a Amazônia, as florestas da África Central e as do Sudeste Asiático, desempenham papel fundamental para o equilíbrio climático do planeta

06/11/2026 07h30

A vingança da natureza promete ser terrível!

A vingança da natureza promete ser terrível! Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

Editorial

Aversão à vigilância da atividade policial

Se não existe procedimento padrão seguro dentro das delegacias, que dirá fora delas

06/11/2026 07h20

Aversão à vigilância da atividade policial

Aversão à vigilância da atividade policial Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).