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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira (2): "Segurança e responsabilidade"

Confira o editorial desta terça-feira (2): "Segurança e responsabilidade"

Redação

02/10/2018 - 03h00
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Independentemente da nomenclatura, a Guarda Municipal de Campo Grande deve ter pessoal preparado e treinamento correto para lidar com a população, dentro de suas atribuições

O tema segurança pública é que a população vê como mais urgente para resolução nos dias atuais. Há quatro anos, por exemplo, os cidadãos estavam muito mais preocupados com a saúde pública. Não que o atendimento aos pacientes do Brasil e de Mato Grosso do Sul tenha piorado, mas é que a criminalidade - sobretudo os crimes contra o patrimônio e contra a vida - tiveram uma escalada impressionante. Não se pode ignorar o fato de que, no período, o país passou a enfrentar uma severa crise econômica.

Pergunte ao seu vizinho, ao seu colega de trabalho, ou ao seu familiar. Além de mais segurança, o que o brasileiro mais quer é segurança. Desde a segurança para caminhar tranquilamente pelas ruas de sua cidade, a até mesmo a segurança necessária para se investir, ou fazer planos. O país precisa de confiança.

Diante de um cenário de caos, o poder de polícia é o principal meio para se chegar à tão requisitada segurança. Neste contexto, em Campo Grande, 16 vereadores apresentaram projeto de lei para mudar o nome da Guarda Municipal para Polícia Municipal.

Pode ser que, ao trocar o nome da instituição criada inicialmente para proteger o patrimônio público e que - aos poucos - foi ganhando novas atribuições, como a de de fiscalizar degradações ao meio -ambiente, ou o mesmo o trânsito da cidade. Ao passo que os guardas ganhavam novos deveres, eles também obtiveram a autorização legal  de usar armas. Hoje, podem portar revólveres e pistolas, assim como qualquer outro policial.

Eis que os vereadores de Campo Grande deram o passo que faltava para que, a instituição rompesse de vez a barreira psicológica que ainda a diferenciava de outras instituições: o nome polícia. Há quem diga que, ao ser tratada como polícia, a Guarda Municipal de Campo Grande receberia com facilidade recursos federais da área de segurança pública. A capital de Mato Grosso do Sul, diga-se de passagem, foi uma das poucas cidades brasileiras a requerer financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para equipar suas instituições ligadas a este setor.

Como 16 vereadores são autores da proposta, ela certamente será aprovada no Legislativo municipal. O que nos resta saber é se o prefeito irá sancioná-la. O que se espera é que, independentemente do nome atribuído à Guarda Municipal, é que seus integrantes tenham a formação necessária, e o trato correto com a população, sempre dentro de suas atribuições.  Certamente, tal força é importante para ajudar a transmitir a sensação de segurança que a população precisa.

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