Vivenciamos neste ano eleitoral inúmeras particularidades, com tantas mudanças, sobre tudo no que diz respeito ao fundo partidário, que nada mais é do que verba subtraída do orçamento da União.
O candidato Jair Messias Bolsonaro, do nanico PSL, fez com que o Brasil e o mundo constatassem uma nova realidade, em que, sem recurso do fundo partidário, sem participação de debates, sem promover comícios, elegeu-se presidente da República, com 55,15% dos votos, representando 57,7 milhões de votos, escrevendo uma nova história até certo ponto intrigante, em um País que o poder econômico é sinônimo de fazer e acontecer, deixando as grandes agremiações atordoadas.
Na vida, é preciso sempre estarmos esperando pelas mutações que podem ocorrer, provocadas pelas ações da pessoa humana.
Existem fatos extremamente relevantes no ponto de vista legal, senão, vejamos: a cláusula de desempenho dos Partidos Políticos foi criada a partir de uma reforma constitucional realizada em 2017, em que, pelas novas regras, só terá acesso aos recursos públicos para o financiamento dos partidos e ao tempo de tevê a sigla que receber, ao menos, 1,5% dos votos válidos nestas eleições para a Câmara dos Deputados. Esse desempenho eleitoral precisa estar distribuído em, ao menos, nove Estados, com, pelo menos, 1% dos votos em cada um deles. As legendas que não alcançarem esses porcentuais podem ainda conquistar uma fatia do fundo público e do horário gratuito no rádio e na televisão, se elegerem, ao menos, nove deputados federais, desde que distribuídos em nove estados.
Se não, vejamos o fenômeno Bolsonaro: questiona-se nos quatro cantos o que ocasionou a debandada histórica em massa pró-campanha Bolsonaro. Poderíamos até arriscar alguns comentários de como isso ocorreu, ou seja, o candidato Bolsonaro, em suas diversas aparições, mesmo antes das eleições, sempre disse coisas que uma gama expressiva dos brasileiros gostariam de dizer; outro fato que merece destaque foi o atentado sofrido pelo mesmo, que provocou um efeito de crescimento de crença na candidatura, ou seja, se tentaram matá-lo é porque é o candidato que pode promover as mudanças que o Brasil precisa. Ironicamente, a maldade foi como fermento no pão.
O eleitorado já fez sua parte, agora cabe a Bolsonaro promover as mudanças necessárias para que os brasileiros voltem a acreditar que o Brasil ainda tem jeito, não sendo o salvador da Pátria, mas alguém que pode dar início às mudanças para uma nova realidade.
Agora é preciso muita coragem e determinação para atacar os entraves que existem em todas as direções da administração pública federal.
É preciso avalizar a atitude do eleitorado por ter mandado pra casa grande parte das velhas raposas. Um outro ponto positivo desse pleito eleitoral foi a evidência clara da necessidade de uma reforma política, não uma reforma de apenas diminuir o número de partidos, a reforma requer muito mais que isso. Vamos nos reportar à cláusula de desempenho dos partidos políticos, criada a partir de uma reforma constitucional realizada em 2017. Em que pelas novas regras, que só terá acesso aos recursos públicos para o financiamento dos partidos e ao tempo de tevê somente aqueles que atendam a cláusula de desempenho, ou seja, não se pode ditar regras que jogam na lata de lixo o princípio da isonomia, esquecendo-se que partidos políticos são meramente portas de entrada para a política, não priorizando o princípio primeiro da política, que é tornar realidade os anseios do povo.
Poderíamos fazer tantas outras considerações, mas isso fica para uma outra oportunidade.
O momento agora é de parabenizar o povo brasileiro pela coragem de depositar tamanha esperança no presidente eleito. Um grande abraço a todos e que Deus dê a Bolsonaro apenas serenidade, é o suficiente para que ele faça um governo exemplar.