Somos mensageiros. Todo e qualquer ser humano leva em sua bagagem intelectual alguma mensagem. Uns, conscientes de seus talentos, têm o espirito atento aos acontecimentos e sentem-se muito felizes em interpretá-los e em difundi-los no ambiente em que se encontram.
São seres humanos como os demais. Porém, mais espertos e mais hábeis em analisar a realidade e em semear boas notícias e espalhar novidades e ideias que contribuam para melhorar o ambiente e aperfeiçoar o relacionamento.
São seres humanos iluminados pela fé e alimentados pelos dons divinos. São povo com o povo, mas com dons especiais. Sabem como se posicionar em face aos acontecimentos. Sua sensibilidade é muito bem trabalhada. E descobrem maneiras nobres de influenciar o ambiente.
Tanto é verdade que, ao encontrar alguém desanimado, prontamente sugerem palavras e atitudes de entusiasmo, de alegria e de confiança. Ao encontrar alguém ferido pela descrença elaboram imediatamente mensagens de otimismo e de esperança mostrando que nesse mundo há lugar para todo tipo de comportamentos. Orientam para não desanimar, mas desafiar a própria fé.
Assim caminha a humanidade. Será preciso não apenas marcar presença, mas possuir um conteúdo de pensamentos, de projetos e de objetivos definidos e claros, edificantes e convincentes. E sabemos que a grandeza do ser humano se mede pelos pensamentos que elabora em sua mente e pelas atitudes que expressa em suas atividades.
Ninguém é perfeito. Todos temos nossos defeitos e nossas limitações. E Deus, ao criar o mundo, criou-o imperfeito. Entregou-o ao homem para que o aperfeiçoasse. E, ao criar o homem, também o fez imperfeito.
Se o tivesse criado perfeito, tornar-se-ia outro deus. Somente Deus é perfeito. E desafia a inteligência humana a aperfeiçoar-se a tal ponto que chegue à sua intimidade: “Sede perfeitos como vosso Pai do céu é perfeito” (Mt5,48).
Esse é o convite mais carinhoso que Deus possa fazer. E o faz a todos sem distinção de classe, de cor ou de crença. Quer ver todos os homens e mulheres partilhando os mesmos dons do amor, convivendo num mesmo relacionamento harmonioso e celebrando na mesma alegria a comunhão dos mesmos sentimentos e dos mesmos anseios.
A partir dessa realidade cada qual precisa assumir uma tarefa muito pessoal. E o mundo se tornaria um constante milagre. Por onde andasse o ser humano se tornaria um mensageiro feliz. Uns seriam mensageiros da alegria. Outros, mensageiros da fé. Outros, mensageiros do amor. Outros, mensageiros da misericórdia, do perdão e da paz
E o mundo se transformaria num imenso e maravilhoso jardim multicolorido e perfumado. As várias e atraentes mensagens dariam um tom especial à convivência humana .
Não haveria tristeza. Somente alegria. Não haveria guerra. Somente paz. Não haveria violência. Somente partilha. Não haveria o mal. Somente o bem.
Desse modo ninguém se incomodaria em ter medo da morte porque o mundo já seria um lindo e aconchegante Paraiso.