Todos ganham com um mercado mais oxigenado e com mais negócios em andamento. Para que qualquer economia cresça, é preciso muito interesse em comprar e vender produtos, investir em lugares diferentes e atrair visitantes de várias partes do mundo.
Quanto mais transações, mais recursos, e é bom frisar que os recursos dos bons negócios não se destinam exclusivamente aos envolvidos diretamente nas relações comerciais.
Bons negócios geram boas expectativas e, naturalmente, geram muitíssimas oportunidades de trabalho. É dos anúncios de novos investimentos que se criam vagas de emprego. Para que o dinheiro circule mais, é necessário que as pessoas, em geral, tenham maior respeito pelo próximo.
Os brasileiros devem ajustar o foco para o que os une, e não para o que os separa. Quando há um entendimento mínimo, sem julgamentos prévios e radicalismo, o ambiente para negócios torna-se favorável.
O pragmatismo deve pautar relações comerciais, e a busca pelo bem-estar que uma economia dinâmica proporciona deve ser bem maior do que algumas diferenças de opinião. Exemplo deste pragmatismo é a China. País de economia de mercado, porém, governado pelo Partido Comunista há décadas.
Quem não quer vender para os chineses? Mato Grosso do Sul quer, tanto que o país asiático é o principal destino das exportações locais.
Reportagem publicada nesta edição mostra que a China mantém o interesse de comprar os produtos sul-mato-grossenses, como o papel e a celulose, e alimentos, como grãos e carnes. Com 1,6 bilhão de habitantes, o país tem grande demanda por mantimentos, e o Brasil tem muito a oferecer.
A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, esteve recentemente em diferentes nações da Ásia e voltou otimista do Oriente. As economias localizadas do outro lado do globo terrestre estão com muito apetite pelos produtos brasileiros. Investimentos como o da gigante BBCA em Maracaju são importantíssimos para a economia de Mato Grosso do Sul. As cifras são bilionárias e a quantidade de empregos diretos gerados na unidade passará de uma centena.
De qualquer forma, o brasileiro deve estar aberto para negociar não só com os chineses, mas também com norte-americanos, europeus e até mesmo com seus conterrâneos. Esta última necessidade de parceria parece, contudo, a mais difícil de ser estabelecida.
A reforma da Previdência é importante para que a economia volte a crescer. O mesmo podemos afirmar da reforma tributária, que deve tramitar no Congresso no segundo semestre. Mas realmente importante para o País voltar a ter um mercado pujante é que os cidadãos locais olhem para o que têm em comum, e não para as suas divergências.