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Confira o editorial deste sábado/domingo: "Impasses intermináveis"

Confira o editorial deste sábado/domingo: "Impasses intermináveis"

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Obras paralisadas e as que se arrastam são prova de que o sistema padece de uma incompetência crônica, que o impede de concluir projetos.

Uma das características que despertam indignação no cidadão brasileiro que está em dia com suas obrigações, ou, pelo menos, que se esforça para isso, é a ineficiência do poder público. E sobre este tema, um dos exemplos que podem ser encontrados mais facilmente, seja em qualquer cidade brasileira, seja até mesmo nas estradas, são as obras paralisadas, ou as que caminham em ritmo lento. 

Quando se fala em obras que começaram e não foram concluídas, o Brasil mais parece um país de projetos incompletos, que também podem ser traduzidos em sonhos não realizados e soluções não efetivadas para problemas da população. Isso é lamentável, porque ninguém projeta nada para não ficar pronto, a não ser que exista má intenção desde o início. 

Nesta edição, mostramos que dois projetos que já foram um sonho do morador de Campo Grande e dos usuários das rodovias que passam por Mato Grosso do Sul se encontraram não somente no papel, o que já era previsto, mas também nos problemas que impedem sua conclusão. Isso indica que estes sonhos que um dia motivaram a criação das iniciativas estão prestes a se transformar em pesadelos, se é que para alguns que poderiam se beneficiar com a conclusão deles já não são.

O Anel Viário, que há quase uma década está em obras, e a duplicação da BR-163, que vive um interminável impasse há quase dois anos, deveriam se encontrar na saída para Cuiabá. Mas, ao que tudo indica, o dia em que eles vão se conectar está longe: em primeiro lugar, porque o poder público não consegue fazer com que seus contratos e concessões tornem-se eficientes e, por isso, empreiteiras descumprem prazos e concessionárias ignoram compromissos previstos em contrato. 

Certamente, as empresas responsáveis pela obra do Anel Viário e pela concessão da BR-163 não enfrentam as mesmas dificuldades que o usuário das rodovias, a quem elas deveriam servir e dar satisfação. Mais uma vez, por causa da ineficiência do poder público, que não executa devidamente seus contratos e convênios, quem leva a pior é sempre a população. Talvez porque os gestores percam a noção de coletividade (algo muito difuso) ao ocuparem seus cargos. Se lembrassem do conceito, recordariam que o coletivo, o povo, é nada mais que a reunião de muitas pessoas, de muitos cidadãos, em um só grupo. 

No Brasil da nova década que está por começar, seria muito bom se a eficiência e a transparência prevalecessem. Obras paralisadas e as que se arrastam são uma grande prova de que o sistema padece de uma incompetência crônica, que o impede de concluir projetos.

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