Em um ambiente organizado, as chances de as leis serem respeitadas e de a própria população zelar pelo patrimônio são maiores.
Qualquer bem de consumo tem uma durabilidade preestabelecida. Mesmo os considerados duráveis não duram para sempre. Fosse assim, as pessoas não trocariam geladeiras e alguns veículos como caminhões, por exemplo. O mesmo também vale para as edificações: sempre será necessária a manutenção e a troca de alguns itens. Redes elétrica e hidráulica também necessitam de revisões, trocas de peças e ajustes.
Nem mesmo nosso corpo escapa da necessidade de conservação. Envelhecemos a cada dia e, por isso, sempre é necessário ir ao médico, fazer exames de rotina e experimentar atividades saudáveis, de modo a prolongar a expectativa de vida.
Apesar de na gestão pública alguns ainda considerarem que o patrimônio não precisa de manutenção, é lá que ela se faz mais necessária do que nunca – certamente por causa da dificuldade de se contratar empresas para se fazer a recuperação e a manutenção e pelos serviços não serem prestados a contento. Se esta constatação não fosse real, estaríamos aqui, por exemplo, afirmando que as estradas brasileiras estão entre as melhores do mundo. Gostaríamos que tal alegação fosse real, mas basta transitar em algumas rodovias mantidas pelo poder público para saber que a realidade é que elas têm de melhorar – e muito.
Nesta edição, mostramos uma decisão acertada do Executivo municipal de Campo Grande: a de priorizar o recapeamento das vias públicas para reduzir os gastos com manutenção das vias. A infraestrutura das ruas e avenidas certamente esteve entre os principais problemas da cidade nas últimas décadas. E não seria tapando buracos continuamente, como quem enxuga gelo, que o problema seria resolvido.
A melhor – e mais inteligente – maneira de resolver o problemas do piso irregular das ruas da capital de Mato Grosso do Sul é substituindo o asfalto velho por asfalto novo, que prolonga a vida útil das vias (e dos carros que trafegam nelas também), aumenta a segurança no trânsito e leva ao cidadão a sensação de organização. Não há nada mais civilizador do que o bom exemplo de que em uma cidade as coisas funcionam.
Em um ambiente organizado, as chances de as leis serem respeitadas e de a própria população zelar por seu patrimônio são maiores. Esperamos que ainda mais vias em Campo Grande recebam asfalto novo. O dinheiro que era usado para tapar os buracos delas, sem dúvidas, será aplicado melhor em outras áreas.