Nessa época, as atenções estarão voltadas para o Carnaval, mas a esperança é a de que essa mudança de foco ajude a acomodar as coisas no mercado de combustíveis. Depois de dias para lá de tumultuados, com denúncias de aumentos abusivos nos valores cobrados pela gasolina e pelo etanol, nada como uma trégua para que a situação seja ajustada – ou desandada de vez.
Por isso, a indicação dos organismos de defesa do consumidor é a de que os proprietários de veículos estejam com os olhos e os bolsos atentos. O caminho ainda é fazer pesquisa antes de abastecer, dando preferência para aqueles postos que efetivamente estiverem praticando preços menores. A medida, ao mesmo tempo em que serve de alerta contra possíveis abusos, serve para fazer com que oportunistas sejam forçados a colocar novamente os seus preços dentro da legalidade.
A Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon-MS) realizou um levantamento em mais de 120 postos de Campo Grande e encontrou variação de mais de 10% no preço da gasolina entre os estabelecimentos pesquisados. O litro do combustível é vendido a R$ 4,729 no pagamento à vista no dinheiro e chega a R$ 4,879 quando o pagamento é no cartão de crédito. Já o litro da versão aditivada da gasolina chega a R$ 4,929, tanto no pagamento em dinheiro quanto no cartão.
Desde o dia 12 deste mês, quando houve alteração nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) (aumento na alíquota de 25% para 30% para a gasolina e queda de 25% para 20% para o etanol), o Procon vem realizando blitze nos postos de combustíveis. Houve mais de 50 notificações. Com a pesquisa se constatou uma variação de 10% na gasolina e de 14% no caso do etanol. A variação não é tão alta, mas é importante que o consumidor esteja atento, fiscalizando e denunciando.