Artigos e Opinião

CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Alerta no preços dos combustíveis"

Petrobras reduziu preços da gasolina e do diesel nas refinarias. A expectativa é saber quando isso refletirá nas bombas.

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A Petrobras anunciou nesta quinta-feira a redução do preço da gasolina em 9,5%, ou R$ 0,1600 o litro, e do diesel em 6,5%, em R$ 0,1250 o litro nas refinarias, com reflexo em todas as praças do País. Com a medida, a grande pergunta feita pelos proprietários de veículos, com certeza, é quando essa redução vai - e se vai - chegar nas bombas de combustíveis. Isso porque, como se tornou rotina, quando se trata de redução há uma demora impressionante, mas quando  refere-se a aumento, ocorre da noite para o dia.

Os consumidores ainda não se esqueceram, por exemplo, daquilo que aconteceu no mês passado, quando muitos donos de postos de combustíveis de Campo Grande e de algumas cidades do interior do Estado, promoveram aumentos irregulares nos preços do etanol e mesmo da gasolina, aproveitando o vácuo da entrada em vigor de novas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS).

Depois de várias denúncias, a Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon) constatou que muitos estabelecimentos estavam abusando. A alíquota de ICMS que era de 25% para ambos os produtos passou a 20% para o etanol e para 30% sobre a gasolina. A intenção do governo do Estado, ao promover alteração de alíquotas, era aumentar o preço  da gasolina e reduzir  do etonal, para que houvesse maior competitividade no abastecimento com este segundo combustível. Mas, na prática, isso acabou não acontecendo, já que donos de postos embutiram os próprios reajustes. Houve polícia e Procon na frente de vários estabelecimentos e o caso chegou a ser denunciado ao Ministério Público pela ocorrência de crimes contra a economia popular e uma possível formação de cartel. Cartelização não na fixação de preços dos produtos, mas uma combinação dos reajustes indevidos.  

Ontem, ao falar sobre os novos preços da Petrobras, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis de Mato Grosso do Sul informou que ainda não dava para saber, quando e de quanto efetivamente será a redução nas bombas, pois ela ocorreu na ponta, ou seja, lá na refinarias e, conforme o sindicato, era preciso aguardar e ver o que realmente a distribuidora repassará para os postos, em termos de valores.  

Diante disso, e com base nas situações antecedentes, os consumidores sul-mato-grossenses deverão estar novamente atentos e verificar se realmente a redução dada pela Petrobras será repassada pelos estabelecimentos, nas bombas. O mesmo alerta fica para a fiscalização do Procon, a fim de que os proprietários de veículos não sejam enganados novamente.

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