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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta terça-feira: "É melhor vacinar do que adoecer"

Deflagrada a campanha nacional de vacinação contra a influenza. Idosos e profissionais da área de saúde são os primeiros da fila

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Hoje começa mais uma importante etapa da luta pela proteção da saúde da população, agora com enfoque na prevenção contra a influenza, com destaque para o vírus H1N1. Mas, como toda campanha de vacinação, não basta somente os esforços governamentais – sejam eles municipais, estaduais ou federal – na aquisição da vacina e fornecimento de estrutura de atendimento. É preciso que a população também dê a sua parcela de colaboração, comparecendo aos locais indicados para imunização, principalmente agora, quando o mundo tem um problema extra, que é a pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A partir desta terça-feira, com o início da primeira etapa da campanha nacional de vacinação contra influenza, os públicos prioritários são pessoas acima de 60 anos e trabalhadores da área de saúde. Posteriormente, serão três etapas em datas e para públicos diferentes. Ao todo, cerca de 67 milhões de pessoas devem ser vacinadas em todo o País. Mato Grosso do Sul recebeu perto de um milhão de doses.

O diferencial deste ano é que o Ministério da Saúde mudou o início da campanha de abril para março, para proteger de forma antecipada os públicos prioritários contra os vírus mais comuns da gripe. Apesar de a vacina contra influenza não ter eficácia contra a Covid-19, neste momento auxiliará os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para esse novo coronavírus, já que os sintomas são parecidos, e ainda ajudará a reduzir a procura por serviços de saúde. Estudos e dados apontam que casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados em pessoas acima de 60 anos, grupo que corresponde a 20,8 milhões de pessoas no Brasil. Por isso, a primeira etapa da campanha contempla esse público.

Não se pode perder de vista que, para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde investiu R$ 1 bilhão na aquisição de 75 milhões de doses da vacina, que é composta por vírus inativado, é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul em 2019: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. Contudo, todos os esforços e gastos não terão o resultado esperado se não houver interesse dos públicos prioritários em se dirigir aos postos de vacinação, instalados em tendas de atendimento em unidades de saúde e até em e drogarias – especialmente em tempos de Covid-19. A regra de ouro continua sendo a mesma: sempre é melhor prevenir do que remediar.

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