É desastrosa a atuação dos dois. Quanto à presidente Dilma, inquestionavelmente levou o país para um balaio de consequências quase insuperáveis. Enfim, atolou o Brasil numa ingovernabilidade total.
Tanto que Lula determinou a Dilma que viaje mais, tanto no Brasil como para o exterior. Agora com Michel Temer (vice-presidente), fora das articulações politicas e governamentais, Lula sentenciou: Joaquim Levy e Nelson Barbosa (contragosto) ficam na economia e Jaques Wagner e Ricardo Berzoini na política.
E Eu? Bem, fico de fora, governando esta continental federação de glorias mil. Dilma protestou: Querem me transformar na rainha da Inglaterra? Razão assiste ao missivista Marcelo Medeiros (Revista Veja, 10/08/15), quando ponderou com contundência: “É o mesmo sentimento. O grito era “Fora Collor”, será “Fora Dilma” e “Lula na Cadeia””.
O leitor (a), perguntar-me-á: Qual é o juízo que se faz do governo da presidente Dilma? Passo a palavra ao articulista e jornalista da revista Veja, J.R.Guzzo, oportunidade em que traduzia as manifestações populares realizadas em nosso país: “o povo está dizendo que este governo de farsa montado por Lula, rouba, mente, desperdiça, não trabalha, trapaceia, entrega-se a escroques, cobra cada vez mais impostos e fornece serviços vergonhosos”.
A operação Lava-Jato, sob a regência do Juiz Federal Sérgio Moro, a cada dia, vem desbaratando o rolo compressor dos corruptos aos cofres da Petrobrás. Hoje, a investigação dos danos causados ao patrimônio da estatal chegam a 380 bilhões de dólares. Só a ação coletiva, de acionistas da Petrobrás, na justiça dos Estados Unidos, pode custar à estatal, R$400 bilhões.
Ricardo Pessoa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás, já foi um dos homens mais poderosos da República. É dele, a declaração: A título de suborno, para não “atrapalhar” a decisão da presidente Dilma, recebi R$4,2 milhões. Que decisão foi essa da presidente?
Ora, na compra da refinaria de Passadena, no Texas, USA. Quando presidia o Conselho de Administração da estatal, Dilma autorizou a compra de 50% das ações da empresa “Astral Oil”, por US$360 milhões, negócio fechado no dia 03/03/06. Agora, o destempero dessa compra, teve o seu contorno melhor delineado, quando, hoje, se conhece o pai da matéria, ou seja, o autor do dossiê fagulhoso referendando a compra das citadas ações.
Quem foi ele? O engenheiro Nestor Cerveró, preso na operação Lava-Jato. E quem indicou Cerveró como diretor da área internacional da Petrobrás? Foi o Senador Delcidio do Amaral, quando presidia a Diretoria de Gás e Energia da estatal. E quem denunciou aos Procuradores, na condição de delator, sobre a participação de Delcídio no esquema de propinas da Petrobrás? Foi seu discípulo Nestor Cerveró.
Na compra dos 50% das ações restantes, foram desembolsados US$820,5 milhões. Prejuízo total da refinaria sucateada R$624 milhões.
As últimas investigações da Polícia Federal, trazem à lume, que a deslavada corrupção não se cinge apenas ao petrolão, mas atinge os filhos, parentes, amigos, amigos íntimos, amigas intimas e ex-assessores do ex-presidente Lula. Na Lava-jatos, a ordem é buscar elementos consistentes, a fim de se incluir Lula, formalmente, no rol de suspeitos.
Como bem asseverou FHC: “Dilma perdeu o rumo e Lula está enterrando a própria história”. Quanto a mim, acompanho o voto do missivista Marcelo Medeiros: ”Fora Dilma” e “Lula na Cadeia”.

