Artigos e Opinião

ARTIGO

J. Bandeira: "Soerguimento do Brasil? só com o impeachment de Dilma e Lula na cadeia"

Auditor fiscal aposentado, ex-vereador em Campo Grande

Redação

07/11/2015 - 00h00
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 É desastrosa a atuação dos dois. Quanto à presidente Dilma, inquestionavelmente levou o país para um balaio de consequências quase insuperáveis. Enfim, atolou o Brasil numa ingovernabilidade total.

Tanto que Lula determinou a Dilma que viaje mais, tanto no Brasil como para o exterior. Agora com Michel Temer (vice-presidente), fora das articulações politicas e governamentais, Lula sentenciou: Joaquim Levy e Nelson Barbosa (contragosto) ficam na economia e Jaques Wagner e Ricardo Berzoini na política.

E Eu? Bem, fico de fora, governando esta continental federação de glorias mil. Dilma protestou: Querem me transformar na rainha da Inglaterra? Razão assiste ao missivista Marcelo Medeiros (Revista Veja, 10/08/15), quando ponderou com contundência: “É o mesmo sentimento. O grito era “Fora Collor”, será “Fora Dilma” e “Lula na Cadeia””.

O leitor (a), perguntar-me-á: Qual é o juízo que se faz do governo da presidente Dilma? Passo a palavra ao articulista e jornalista da revista Veja, J.R.Guzzo, oportunidade em que traduzia as manifestações populares realizadas em nosso país: “o povo está dizendo que este governo de farsa montado por Lula, rouba, mente, desperdiça, não trabalha, trapaceia, entrega-se a escroques, cobra cada vez mais impostos e fornece serviços vergonhosos”.

A operação Lava-Jato, sob a regência do Juiz Federal Sérgio Moro, a cada dia, vem desbaratando o rolo compressor dos corruptos aos cofres da Petrobrás. Hoje, a investigação dos danos causados ao patrimônio da estatal chegam a 380 bilhões de dólares. Só a ação coletiva, de acionistas da Petrobrás, na justiça dos Estados Unidos, pode custar à estatal, R$400 bilhões.

 Ricardo Pessoa, ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobrás, já foi um dos homens mais poderosos da República. É dele, a declaração: A título de suborno, para não “atrapalhar” a decisão da presidente Dilma, recebi R$4,2 milhões. Que decisão foi essa da presidente?

Ora, na compra da refinaria de Passadena, no Texas, USA. Quando presidia o Conselho de Administração da estatal, Dilma autorizou a compra de 50% das ações da empresa “Astral Oil”, por US$360 milhões, negócio fechado no dia 03/03/06. Agora, o destempero dessa compra, teve o seu contorno melhor delineado, quando, hoje, se conhece o pai da matéria, ou seja, o autor do dossiê fagulhoso referendando a compra das citadas ações.

Quem foi ele? O engenheiro Nestor Cerveró, preso na operação Lava-Jato. E quem indicou Cerveró como diretor da área internacional da Petrobrás? Foi o Senador Delcidio do Amaral, quando presidia a Diretoria de Gás e Energia da estatal. E quem denunciou aos Procuradores, na condição de delator, sobre a participação de Delcídio no esquema de propinas da Petrobrás? Foi seu discípulo Nestor Cerveró.

Na compra dos 50% das ações restantes, foram desembolsados US$820,5 milhões. Prejuízo total da refinaria sucateada R$624 milhões.

As últimas investigações da Polícia Federal, trazem à lume, que a deslavada corrupção não se cinge apenas ao petrolão, mas atinge os filhos, parentes, amigos, amigos íntimos, amigas intimas e ex-assessores do ex-presidente Lula. Na Lava-jatos, a ordem é buscar elementos consistentes, a fim de se incluir Lula, formalmente, no rol de suspeitos.

Como bem asseverou FHC: “Dilma perdeu o rumo e Lula está enterrando a própria história”. Quanto a mim, acompanho o voto do missivista Marcelo Medeiros: ”Fora Dilma” e “Lula na Cadeia”.

EDITORIAL

Mordomias no Legislativo: reflexão necessária

No período eleitoral, o parlamentar naturalmente larga em vantagem em relação aos adversários que não dispõem da mesma estrutura custeada com recursos públicos

13/01/2026 07h15

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Nos últimos dias, este jornal publicou uma série de reportagens revelando as mordomias de deputados estaduais, federais e senadores de Mato Grosso do Sul. Os dados, oficiais e obtidos por meio de documentos públicos, expõem um padrão de gastos que causa indignação e exige reflexão.

Não se trata de casos isolados ou exceções pontuais, mas de um modelo de funcionamento que parece naturalizado nos bastidores do poder.

As mordomias são variadas e, em muitos casos, difíceis de justificar. Há dinheiro público destinado ao pagamento de pilotos, a aluguel de veículos, a despesas elevadíssimas com combustíveis, além de outros custos que, somados, representam cifras expressivas.

Tudo isso bancado pelo contribuinte, que enfrenta dificuldades cotidianas para arcar com impostos, tarifas e serviços básicos cada vez mais caros.

A explicação apresentada pelos parlamentares costuma ser a mesma: os gastos seriam necessários para atender às bases eleitorais e viabilizar o exercício da atividade parlamentar.

Mas é preciso perguntar, com honestidade: isso é realmente indispensável? Em tempos de tecnologia, comunicação instantânea e agendas cada vez mais digitais, faz sentido manter um modelo de despesas tão elevado e pouco transparente?

Há um ponto ainda mais delicado nessa discussão. Se um parlamentar utiliza dinheiro público para atender sua base eleitoral, o Estado passa a financiar, direta ou indiretamente, a sua atividade política.

Quando chega o período eleitoral, esse parlamentar naturalmente larga em vantagem em relação aos adversários que não dispõem da mesma estrutura custeada com recursos públicos. Isso distorce a disputa, compromete a isonomia e enfraquece a democracia. É uma reflexão que não pode ser ignorada.

Enquanto isso, a demanda por recursos para políticas públicas é imensa. Falta dinheiro para saúde, educação, infraestrutura, assistência social.

Em meio a tantas carências, é legítimo questionar: desde quando a gasolina de um parlamentar se tornou política pública? O salário já é elevado e deveria ser suficiente para garantir o exercício da função com dignidade, sem excessos.

Por isso, é fundamental que o eleitor esteja atento. Mais do que isso, é necessário que essas mordomias sejam revistas com seriedade. Política é função pública, não carreira vitalícia. Cargo não é prêmio, nem privilégio.

Apostar em políticos profissionais, sustentados por benefícios permanentes, é apostar na desconexão entre representantes e representados. O momento exige responsabilidade, sobriedade e respeito ao dinheiro de quem paga a conta.

ARTIGOS

FGC e a crise de notas: a responsabilidade sob exame

A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros

12/01/2026 07h45

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Com os sobressaltos que ocorrem a cada dia nos inusitados caminhos do banco e da banca (rumos do sistema bancário), causa espanto constatar, segundo informações de autorizado especialista do setor, que certa agência classificadora de risco deu nota A para o banco liquidado e “desliquidável” (sem salvação).

Aliás, o mesmo especialista indicou como funcionam as coisas. São solicitadas as avaliações às abalizadas agências, de reconhecida idoneidade, e divulga-se tão somente as melhores ou, até mesmo, só a melhor nota. As más avaliações são guardadas no sexto arquivo.

É bem possível que, se algum dos órgãos investigadores fosse atrás de saber o que motivou a nota A, sairia correndo para comprar títulos podres remasterizados, para guardar como relíquia dessa época atípica.

A chancela oficial, concedida sob o manto de uma tecnicidade questionável, mascara o risco real que corrói o patrimônio de terceiros. Esse descompasso entre a classificação e a realidade operacional denota uma fragilidade alarmante nos mecanismos de controle vigentes.

Diante de tal cenário, a confiança, que deveria ser o pilar mestre do sistema financeiro, transforma-se em mercadoria volátil e de procedência duvidosa. O investidor, desamparado por laudos de conveniência, torna-se a peça vulnerável em um tabuleiro de interesses opacos.

Um respeitável e sóbrio economista não teve dúvida em asseverar que, no caso presente – o do banco nota A – “tem muita gente que quer assar uma pizza do tamanho do Maracanã”.

Sei que, para a maior parte dos leitores, inclusive para mim, a pizza é quase um bem de consumo direto carregado de unanimidade. Pode-se dizer, parafraseando o sambista, que quem não gosta de pizza bom sujeito não é.

Entretanto, o odor insuportável dos ingredientes estragados torna esse tão apreciado alimento algo repugnante.

O odor que perpassa essa preparação da imensa pizza deixa, em seu rastro, a podridão dos consignados que, já exalando mau cheiro de outros locais, avançam pela pimenta vermelha estragada das invasões de competência – em que todos querem aparecer, sempre em cumprimento daquela missão que Chacrinha ironicamente atribuía a si: “Eu vim para confundir, não para explicar”.

Nessa linguagem cifrada, que pouco ou nada significa para nós, os leigos, aparece uma tábua de salvação que, talvez, tenha de salvar a si mesma. É o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Este fez sua parte, emitindo nada menos que 38 alertas sobre os ingredientes estragados que poderiam matar quem ingerisse a deformada pizza.

Agora, os custos serão repartidos entre todos. Até os beneficiários de fundos de pensão – que confiaram no zelo de aplicações destinadas a um futuro menos aflitivo – serão forçados a engolir um naco de pizza podre.

Ainda bem que foi vetada a compra do banco nota A por um banco público, cujos avaliadores internos deveriam estar comprando gato por lebre, ou seja, recebendo, em suas sofisticadas due diligences, apenas os laudos enviesados de agenciadores que torciam pelo sucesso da transação. Essa foi a pizza que desandou antes de ir para o forno.

A crise mundial – na qual o Brasil se encontra perfeitamente inserido – revela que a capacidade de previsão tem falhado em quase tudo.

Agora já se chegou ao ponto de um órgão do poder público projetar a organização de um dos maiores eventos de certa cidade mediante a previsão de um falecido cacique de que não haveria chuva naquele dia.

O sistema, envolto em fumaça de conveniência, prefere ignorar o óbvio em favor de uma estabilidade de fachada. Enquanto os ingredientes da má gestão apodrecem à vista de todos, as notas oficiais seguem perfumando o que já não tem mais salvação.

Essa cegueira deliberada, que ignora alertas técnicos para servir fatias de prejuízo ao público, é o sintoma de uma ética em colapso. No banquete dos conchavos, o custo da indigestão recai sempre sobre o cidadão que acreditou na higidez do cardápio.

Caminhemos, pois, para um ponto final de previsões. Chega de invasão de competências, preparatórias de montagem de pizzarias falidas, vendedoras de ilusões.

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