Cidades

DEVASSA

Auditoria da CGU identifica caos no sistema de regulação da saúde municipal

Falta de confirmação se demandas foram efetivamente executadas estão entre principais problemas apresentados

Continue lendo...

Relatório de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) no Sistema de Regulação (Sisreg) do Sistema Único de Saúde (SUS), gerido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande, apontou uma série de irregularidades na distribuição dos atendimentos, o que, segundo o documento, impacta na forma de cuidar dos pacientes e no tempo de espera.

Falta de informações no Sisreg, falta de tentativa de reagendamento dos atendimentos e gestão ineficaz da fila de espera são alguns dos problemas apontados no relatório.

De acodo com a CGU, o caos instalado na regulação começa pela utilização incorreta do sistema do Sisreg pelos operadores.

Os dados analisados, tendo como referência o ano base de 2023, demonstraram que não há confirmação de execução sobre muitos dos procedimentos marcados (serviços ambulatoriais, consultas, exames), o que significa, para o sistema, que eles não teriam sido efetivados.

“Os resultados dos testes apontaram que o processo de regulação se desenvolve preponderantemente via Sisreg, mas há: subutilização do sistema na etapa de confirmação da execução dos serviços por parte das unidades executantes dos serviços, acarretando perda de informações gerenciais, alta incidência de agendamentos sem registro de efetiva execução; subutilização na etapa de cadastramento, por intempestividade do lançamento dos pedidos médicos no sistema, resultando em prejuízo ao correto estabelecimento dos critérios de urgência, prioridade e de cronologia; e serviços executados pelos prestadores sem qualquer trâmite pelo sistema de regulação, inexistindo cadastramento dos pedidos médicos e consequentemente registro das etapas de regulação, agendamento, confirmação de execução, resultando em perda de controle do gestor municipal”, listou o relatório.

Com relação aos serviços ambulatoriais, por exemplo, o relatório aponta que cerca de 60% do volume desses serviços, agendados em 2022, não teria tido suas execuções confirmadas no Sisreg.

“O alto nível de absenteísmo lato sensu observado no Relatório (procedimentos agendados sem execução confirmada no Sisreg) pode ser explicado segundo dois cenários, não mutuamente excludentes: a inexecução dos procedimentos ambulatoriais (devido ao não comparecimento do paciente ou à indisponibilidade do prestador) ou a negligência dos estabelecimentos de saúde em confirmar os procedimentos executados no Sisreg”, conclui o relatório.

Conforme a CGU, em caso da falta pelo próprio paciente isso signica a “baixa eficácia ou baixo desempenho no aproveitamento de serviços de saúde”, porém, a maior preocupação é que o grande número de serviços não executados, na verdade, sejam causados por falta de informação no sistema, “implicando perda de confiabilidade dos dados e distorção dos indicadores – insumos necessários tanto para a tomada de decisão pelos operadores do sistema de regulação, quanto para a prestação de contas pelos gestores”, acrescenta a auditoria.

A mesma abstenção, ou falta de confirmação de execução, também foi encontrado pela devessa na regulação da Capital no caso dos exames e das consultas com especialistas. 

Outro ponto importante, segundo a Controladoria Geral da União, para evitar que haja esse grau de abstenção dos pacientes é o contato da Sisreg com quem pleteia um vaga para algum tipo de atendimento pelo SUS, essa prática, chamada overbooking, não tem sido praticado em Campo Grande.

“A rotina de agendamento/reagendamento seriam adequados para amenizar o absenteísmo e garantir máximo aproveitamento da oferta mensal de serviços contratada/disponibilizada (...). Verificou-se que a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande/MS não adota política de overbooking na regulação do acesso da população aos serviços de saúde ambulatorial”, diz o documento.

Tudo isso, de acordo com o relatório, afeta no crescimento da fila de espera no SUS, situação que já foi mostrada em diversas matérias do Correio do Estado, que resulta em grandes filas nos postos de saúde e vários meses e até anos de espera por uma consulta com especialistas.

“A carência de informações e indicadores gerenciais confiáveis relacionados ao absenteísmo [não comparecimento] afeta a tomada de decisão para maximizar a oferta contratada, impactando no tamanho e tempo em fila de espera”, aponta a CGU.

Além da falta de celeridade para atendimento aos pacientes, a CGU ainda afirmou que a forma com que a fila de espera é gerida não segue, em todos os casos, um ordenamento estimado pela auditoria.

Saiba

A maior espera apontada pelo Sisreg é referente a consulta em ortopedia para o joelho, que tinha 3.136 pessoas na fila em junho do ano passado.

Assine o Correio do Estado

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

Continue Lendo...

Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).