Cidades

CAMPO GRANDE

Prefeitura confirma aulas presenciais nas escolas particulares a partir de 21 de setembro

Medida abrange ensino infantil e berçário; retorno das outros níveis educacionais dependerá da avaliação da Saúde Municipal

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A prefeitura de Campo Grande publicou nesta segunda-feira (14), decreto que confirma o retorno das aulas presenciais de berçários e escolas particulares de ensino infantil, no próximo dia 21 deste mês.  

Segundo a publicação, a medida pode ser revogada caso a cidade registre avanço no número de infecções ou mortes ocasionadas pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Conforme o primeiro parágrafo, o decreto prevê que “o retorno das aulas presenciais na rede particular de ensino, no âmbito do município de Campo Grande, será gradual e obedecerá ao cronograma a ser estabelecido em ato do Chefe do Executivo, em estrita observância às regras estabelecidas neste Decreto”.

Sobre o ensino fundamental, médio e superior, bem como cursinhos pré-vestibulares, o possível retorno será gradual e dependerá da avaliação como está sendo a volta dos estudantes na formação de base.  

“Fica autorizado o retorno da Educação Infantil e Berçário a partir do dia 21 de setembro de 2020, e os demais em data a ser definida, após avaliação da equipe de análise do retorno das aulas presenciais”, diz o documento.

O termo de compromisso das instituições deverá ser protocolado, em duas vias, na sede da Coordenação de Vigilância Sanitária, situada na Rua Antônio Maria Coelho, n. 76, Vila Planalto.

Para o funcionamento das aulas será necessário que as escolas apliquem uma capacidade máxima de 30% dos alunos por sala de aula, distanciamento de 1,5 metros entre as carteiras, os horário de entrada e saída deverão ser escalonados para evitar aglomerações, disponibilizar dispositivos de álcool em gel para limpeza das mães, carteiras e outros utensílios deverão ser constantemente higienizados, entre outros pontos.

 

Punição

O descumprimento das medidas deste decreto poderá acarretar a responsabilização civil, administrativa e penal dos agentes infratores. “Caso o descumprimento das medidaos for flagrado pelos órgão de Saúde Municipal, os proprietários poderão responder por crimes contra a saúde pública e contra a administração pública em geral, tipificados nos artigos 268 (crime de contágio) e 330 (crime de desobediência), ambos do Código Penal, sem prejuízo de outras sanções previstas na Lei Complementar n. 148, de 23 de dezembro de 2009, que institui o Código Sanitário do Município de Campo Grande”, explicou o documento.

 

Acordo

O acordo foi firmado no último dia 3 deste mês em reunião no Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). Como anunciado na data, a medida serve apenas para unidades de ensino de Campo Grande e não se estende às escolas da Rede Municipal de Ensino (REME), que permanecem sem previsão de retorno das aulas presenciais.

Caminhos das Nascentes

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS

Iniciativa do Instituto Taquari Vivo prevê restauração de 378 hectares e já envolveu mais de 500 alunos em ações ambientais no norte do Estado

11/05/2026 18h48

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS Foto: Agro Agência

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O projeto Caminhos das Nascentes, desenvolvido pelo Instituto Taquari Vivo (ITV) em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), tem promovido a recuperação ambiental de áreas degradadas na Bacia do Rio Taquari, no norte de Mato Grosso do Sul.

A iniciativa atua no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT) e no Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, unindo restauração ecológica e educação ambiental em municípios da região.

A proposta prevê a recuperação de 378 hectares ao longo de dois anos, com média de 190 hectares restaurados anualmente.

Do total, 250 hectares serão destinados à construção de terraços e barreiras alternativas para o manejo das águas pluviais e contenção de processos erosivos, enquanto outros 120 hectares receberão cobertura direta de vegetação nativa.

Entre as ações previstas estão o controle de voçorocas e ravinas, além do plantio e semeadura de espécies do Cerrado. O investimento estimado é de R$ 713 mil para o plantio de mudas nativas, R$ 1 milhão para a técnica de semeadura direta e outros R$ 375 mil voltados exclusivamente à contenção da erosão.

Além da recuperação do solo, o projeto também aposta na conscientização ambiental de crianças e adolescentes da região. Mais de 500 estudantes já participaram das atividades promovidas pelo ITV, que incluem plantio de mudas, coleta de sementes e visitas técnicas às áreas em recuperação.

Recentemente, alunos do 7º ano da Escola Estadual Romilda Costa Carneiro participaram de uma atividade em comemoração ao “Dia da Água”, na região de São Thomaz, em Alcinópolis, dentro da área do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

A ação contou com parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semdema).

As atividades educativas também mobilizaram cerca de 300 estudantes das escolas Municipal Miguel Antônio de Morais, Centro de Educação Infantil Brenno Crisóstomo Duarte e Escola Estadual Romilda Costa Carneiro durante ações realizadas no Monumento Natural Serra do Bom Jardim, em alusão ao “Dia do Cerrado”.

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MSIniciativa do Instituto Taquari Vivo prevê restauração de 378 hectares e já envolveu mais de 500 alunos em ações ambientais no norte do Estado. Foto: Agro Agência

Em Costa Rica, estudantes de escolas municipais e da Escola Cívico-Militar também participaram de visitas técnicas ao parque estadual, onde conheceram ações de preservação de nascentes e recuperação ambiental.

A coordenadora de restauração do Instituto Taquari Vivo, Letícia Reis, destacou que o envolvimento da comunidade é essencial para garantir resultados duradouros no processo de recuperação ambiental.

“A restauração ambiental só é efetiva quando a comunidade local se torna guardiã do território. Ao envolvermos mais de 500 alunos em atividades práticas nas Unidades de Conservação, não estamos apenas ensinando teoria, estamos permitindo que eles vejam de perto a fragilidade do nosso solo e a força da vida que retorna com o projeto. Essas crianças são os futuros tomadores de decisão da Bacia do Taquari”, afirmou.

Para fortalecer a recuperação das áreas degradadas, o projeto utiliza espécies nativas do Cerrado, como Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, consideradas fundamentais para acelerar a recomposição do solo e ampliar a diversidade ambiental da região.

O monitoramento das áreas restauradas será realizado por meio de indicadores técnicos, como cobertura vegetal e densidade de regeneração nativa, com o objetivo de garantir a estabilidade hídrica e climática da Bacia do Taquari e de áreas ligadas ao Pantanal sul-mato-grossense.

Para sustentar esse novo ecossistema, o projeto selecionou uma lista diversa de espécies nativas, incluindo o Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, que desempenham papéis cruciais tanto no recobrimento rápido do solo quanto na diversidade funcional da paisagem.

A estratégia de longo prazo inclui o monitoramento contínuo por indicadores como a cobertura de copa e a densidade de regenerantes nativos, assegurando que as intervenções de hoje se transformem em uma base sólida para a estabilidade climática e hídrica de toda a região pantaneira.

Saúde

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande

Investigação mira falta de materiais para curativos e medicamentos na rede municipal, especialmente no atendimento domiciliar de pacientes do SUS

11/05/2026 17h45

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande

MPMS apura falhas no fornecimento de insumos de saúde em Campo Grande Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um inquérito civil para investigar possíveis irregularidades no fornecimento de insumos médico-hospitalares na rede municipal de saúde de Campo Grande.

A apuração busca verificar se há falhas na regularidade, suficiência e continuidade da distribuição de materiais essenciais utilizados principalmente no atendimento domiciliar de pacientes assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A investigação é conduzida pela 32ª Promotoria de Justiça de Campo Grande e teve início após a conversão de uma notícia de fato em inquérito civil.

O procedimento foi motivado por uma denúncia envolvendo uma paciente idosa, acamada e portadora de úlcera venosa crônica, que enfrentava dificuldades para obter materiais básicos necessários para a realização de curativos.

Durante as apurações preliminares, surgiram relatos sobre a falta frequente de itens como gaze, ataduras e fitas hospitalares, além da dificuldade de acesso a medicamentos de uso contínuo fornecidos pela rede pública municipal.

Embora o caso inicial envolva uma situação individual, o Ministério Público identificou indícios de possível impacto coletivo, já que a deficiência no abastecimento pode atingir outros pacientes cadastrados no Programa de Dispensação de Insumos Médico-Hospitalares para Uso em Domicílio (PDIMH), mantido pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).

Com a instauração do inquérito civil, o MPMS pretende aprofundar a análise sobre as medidas adotadas pelo município para garantir a adequada organização da assistência farmacêutica e da logística de distribuição de insumos médicos.

A investigação também busca verificar se o atendimento prestado aos usuários do SUS está em conformidade com os princípios da universalidade, integralidade e continuidade do cuidado em saúde, previstos na legislação do sistema público.

Paralelamente à investigação mais ampla, o Ministério Público informou que acompanha a situação específica da paciente que originou a denúncia. Os familiares vêm sendo orientados quanto às medidas necessárias para assegurar o atendimento imediato e o fornecimento adequado dos materiais indispensáveis ao tratamento.

 reportagem do Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande, porém, até o fechamento da matéria, não houve retorno.

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